A presidente Dilma Rousseff e seu antecessor (e criador) Luís Inácio Lula da Silva, tomaram café da manhã juntos neste sábado, no Palácio da alvorada, em Brasília (DF). O encontro foi reservado e não constava da agenda oficial de nenhum dos dois. As especulações, óbvias, é de que discutiram alternativas para a crise que tem abalado o
governo.
Nem a Assessoria de Imprensa do Planalto, nem a de Lula, repassaram informações sobre o encontro que, segundo fontes, não teve a presença de mais ninguém. Durante toda a manhã, o
entra-e-sai de veículos na residência oficial da Presidência foi
moderado. Diante do Alvorada, apenas jornalistas e turistas.
Dilma e
Lula haviam se distanciado e o ex-presidente chegou a fazer críticas ao
governo em alguns momentos. No entanto, nos últimos dias, os dois petistas parecem
ensaiar uma reaproximação.
Durante a semana, Dilma
participou de eventos em Brasília e em cidades nordestinas com plateias
formadas majoritariamente por movimentos sociais favoráveis a ela. Já Lula
cumpriu uma série de agendas na capital federal nesta semana. Na noite
de sexta-feira (14), participou, em Brasília, de um
seminário sobre Educação.
Em entrevista, ao deixar o evento, disse que
protestos são uma manifestação da sociedade, da democracia. "Eu
sou o único cara do mundo que não pode reclamar de protesto. Eu fiz
protesto a vida inteira. E protestar, fazer oposição, tudo faz parte do
jogo político, cansei de fazer (protesto)", disse ao ser indagado sobre
as manifestações previstas para o domingo, 16. "Democracia não é um
pacto de silêncio, é uma sociedade em movimento em busca de novas
conquistas", afirmou o ex-presidente.
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