sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Companhia de Silos e Armazéns do RS, ao invés de extinta, pode ser fatiada e vendida em unidades separadas

       A Cesa (Companhia Estadual de Silos e Armazéns), cuja extinção foi incluída no pacote de encaminhado pelo governador gaúcho José Ivo Sartori à Assembleia Legislativa como forma de enfrentar a grave crise econômica do Estado, poderá ganhar um outro desfecho. A ideia, admitida pelo seu diretor-presidente, Carlos Kercher, seria fatiar a empresa, possibilitando a venda com maior agilidade, especialmente as unidades deficitárias.
      "A intenção não é extinguir, mas enxugar. Estamos trabalhando intensamente para reduzir o prejuízo. Analisamos as 22 unidades e já está decidido que serão vendidas as quatro inativas. Depois, a ideia é buscar parceiros para aluguel ou venda das que são mais viáveis", argumenta o dirigente, destacando ainda a intenção de manter as instalações que apresentam bons resultados.
       Segundo Kercher, a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) no legislativo é o primeiro passo desse processo. Ele explica que já entregou ao governo um mapeamento sobre as unidades que não interessam mais, mas não revelou quais são.
       O presidente da Cesa no governo anterior, Márcio Pilger, pondera que uma eventual extinção ou venda da companhia não isenta o Estado de arcar com dividas fiscais e trabalhistas, além do pagamento dos salários dos servidores. O passivo atual da Cesa é superior a R$ 500 milhões. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 62,6 milhões. 

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