Uma comitiva formada por representantes de estatais brasileiras e da
CREEC, companhia chinesa do setor de infraestrutura ferroviária,
percorreu mais de 3,5 mil quilômetros do traçado projetado para a
Ferrovia Bioceânica, que possibilitará o acesso ao Oceano Pacífico. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) informou que o grupo saiu de
Campinorte (GO) e foi até Cruzeiro do Sul (AC)
apresentar aos chineses detalhes sobre o desenvolvimento econômico,
características geográficas e estudos já desenvolvidos sobre os trechos
por onde a passará caso seja concretizada.
Segundo a Valec (estatal do setor ferroviário), 904 quilômetros entre Campinorte e Lucas do Rio
Verde (MT) já têm o EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e
Ambiental) e o projeto básico concluídos desde 2012. Para o trecho de
Lucas do Rio Verde até Vilhena (RO), que tem 646 quilômetros, o EVTEA
está pronto desde o ano passado e o licenciamento ambiental já
obtido. O processo licitatório para elaboração dos estudos e projeto
básico de Vilhena a Porto Velho (RO), com 770 quilômetros, igualmente está pronto e
aguarda autorização para ser iniciado.
Um acordo assinado entre os governos do Brasil e da China, em junho desse
ano, prevê que os asiáticos apresentem estudos de viabilidade econômica sobre
a obra ainda no primeiro semestre de 2016. A expectativa é de que a Bioceânica
seja utilizada para o escoamento da produção brasileira, especialmente a
destinada às exportações para a Ásia.
O traçado da ferrovia deverá passar por Goiás, Mato
Grosso, Rondônia, Acre, cruzar o Peru e chegar ao Oceano
Pacífico. A estrada também poderá servir de apoio para levar a produção
agrícola do Centro-Oeste para portos do Norte e Sudeste do Brasil.
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