sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Comitiva formada por chineses e brasileiros visitam trechos do traçado da futura Ferrovia Bioceânica

       Uma comitiva formada por representantes de estatais brasileiras e da CREEC, companhia chinesa do setor de infraestrutura ferroviária, percorreu mais de 3,5 mil quilômetros do traçado projetado para a Ferrovia Bioceânica, que possibilitará o acesso ao Oceano Pacífico. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) informou que o grupo saiu de Campinorte (GO) e foi até Cruzeiro do Sul (AC) apresentar aos chineses detalhes sobre o desenvolvimento econômico, características geográficas e estudos já desenvolvidos sobre os trechos por onde a passará caso seja concretizada.
       Segundo a Valec (estatal do setor ferroviário), 904 quilômetros entre Campinorte e Lucas do Rio Verde (MT) já têm o EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) e o projeto básico concluídos desde 2012. Para o trecho de Lucas do Rio Verde até Vilhena (RO), que tem 646 quilômetros, o EVTEA está pronto desde o ano passado e o licenciamento ambiental já obtido. O processo licitatório para elaboração dos estudos e projeto básico de Vilhena a Porto Velho (RO), com 770 quilômetros, igualmente está pronto e aguarda autorização para ser iniciado.
        Um acordo assinado entre os governos do Brasil e da China, em junho desse ano, prevê que os asiáticos apresentem estudos de viabilidade econômica sobre a obra ainda no primeiro semestre de 2016. A expectativa é de que a Bioceânica seja utilizada para o escoamento da produção brasileira, especialmente a destinada às exportações para a Ásia.
       O traçado da ferrovia deverá passar por Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre, cruzar o Peru e chegar ao Oceano Pacífico. A estrada também poderá servir de apoio para levar a produção agrícola do Centro-Oeste para portos do Norte e Sudeste do Brasil.

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