quinta-feira, 12 de março de 2015

Safra gaúcha de verão poderá ser a maior da história, ultrapassando 29 milhões de toneladas

      A ampliação da área de soja e o aumento das produtividades dos demais grãos impulsionaram a safra gaúcha de 2014/2015,  projetando uma colheita de quase 29 milhões de toneladas de grãos, entre arroz, feijão, milho e soja, que deverá ser a maior safra de verão da história do Rio Grande do Sul. Os números foram apresentados pelo presidente da Emater, Clair Kuhn, e pelo secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcísio Minetto (foto), na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

      O destaque positivo desta safra é a soja, que apresentou um aumento de área de 2,8%, ultrapassando os 5 milhões de hectares plantados, o que permite projetar uma produção total de 14,84 milhões de toneladas do grão. "Se confirmados esses números, esta será a maior safra de soja do nosso Estado", anunciou Kuhn. Segundo o presidente, isso se deve às condições climáticas, à capitalização dos produtores a partir dos bons números da última safra e ao uso de tecnologias.

      O diretor técnico da Emater, Lino Moura, disse que esta safra demonstra a capacidade da instituição no repasse de tecnologias e a preparação e forte adaptação dos agricultores, que encaram os desafios e conferem para o Estado um impacto econômico de R$ 23 bilhões, a preço do mercado de hoje.

      A redução no milho, que já era esperada pela migração em direção à soja, ficou em pouco mais de 5%. Apesar da irregularidade climática ocorrida, a produtividade desta safra (6.232 quilos por hectare), se confirmada, será a maior até hoje alcançada no Rio Grande do Sul, podendo se esperar uma produção de 5,46 milhões de toneladas.

      O levantamento confirmou o aumento da área cultivada em relação à safra passada, que deverá ser ao redor de 2%, projetando um total de 1,13 milhão de ha. A produção deverá ser maior do que a do ano passado em 2,99%, devido ao aumento na produtividade de 0,94%, resultando em 8,59 milhões de toneladas.

      No feijão também foi confirmada a tendência de redução de área em relação à safra passada, ficando 5,24% menor. A produtividade, se confirmada (1.653 quilos por hectare), será também a maior até hoje alcançada, possibilitando que a produção aumente em 9,39%, alcançando 80,4 mil toneladas este ano. Apesar de problemas pontuais em decorrência do clima, regiões importantes, como as da Emater de Caxias do Sul e de Passo Fundo, que compensaram positivamente com produtividades médias acima de 2 mil quilos por hectare.

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