quarta-feira, 11 de março de 2015

Odebrecht começa obra de ampliação e reforma do Aeroporto de Havana

      A Odebrecht anunciou o início este mês das obras de reforma e ampliação do terminal três do Aeroporto de Havana, em Cuba, que custarão US$ 207 milhões, financiadas em US$ 157 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante com recursos cubanos. Ao contrário de outras modalidades, em que o financiamento é dado à empresa, para que tenha capital de giro para suas obras, este é um crédito oferecido pelo governo brasileiro diretamente ao governo cubano. O negócio chama atenção por ter sido fechado em pleno vendaval que varreu as construtoras nacionais envolvidas no escândalo de suborno e superfaturamento em contratos com a Petrobras.

      A construtora informou por email que “o financiamento não foi para a empresa e sim para o governo de Cuba na modalidade de crédito à exportação. Com isso, os recursos serão gastos obrigatoriamente no Brasil, com empresas brasileiras que exportarão bens e serviços brasileiros para a construção das obras do Aeroporto em Havana”, explicou a mensagem.

      O crédito, de fato, havia sido concedido ainda em 2013, durante visita do então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, a Havana. Seriam liberados US$ 173 milhões para a ampliação do aeroporto da capital cubana e a reforma de outros quatro, em outras cidades do país. Mas o empréstimo confirmado é menor. Serão US$ 150 milhões, em um contrato fechado na metade de 2014. De acordo com o BNDES, ainda não houve desembolso, mas ainda está por começar.

   

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