segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Arábia Saudita abre mercado para importação de aves vivas do Brasil

O governo brasileiro recebeu nessa semana o anúncio, pelo governo da Arábia Saudita, da autorização para que o Brasil exporte aves vivas para aquele país.

Esta é a segunda abertura de mercado na Arábia Saudita neste ano. Em março, foi autorizada a importação de sementes de hortaliças com origem no Brasil.

Em 2023, o país foi o 11º maior destino dos produtos agrícolas brasileiros, com exportações que totalizaram US$ 2,93 bilhões.

Com esta nova autorização, o agronegócio brasileiro atinge sua 102ª abertura de mercado no ano, totalizando 180 aberturas em 58 destinos desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Porto de Itajaí retoma operações com contêineres a partir de setembro com nova operadora


O Ministério dos Transportes aprovou uma nova operadora provisória para reiniciar o terminal de contêineres do porto de Itajaí no final deste ano. A antiga operadora, Mada Araújo Asset & Port Management, foi substituída pela Seara Alimentos, subsidiária do grupo JBS. A nova operadora anunciou que as operações de contêineres serão retomadas em setembro, após dois anos de inatividade.

Nos últimos anos, o porto de contêineres do norte de Santa Catarina tem enfrentado diversas mudanças em sua estrutura societária. Historicamente, o terminal foi operado pela APM Terminals, que se retirou do local quando sua concessão expirou em 2022. Desde dezembro de 2023, o terminal é operado sob um contrato de concessão provisório de 24 meses com Mada Ajuro.

Agora, a JBS apoia esta concessão, tendo adquirido 70% das ações da Mada Ajuro. Especificamente, a JBS anunciou recentemente que as operações de contêineres serão retomadas em meados de setembro, na esperança de atrair novas ligações de companhias marítimas. O novo operador do terminal pretende atingir uma mobilização anual de cerca de 0,55 MTEUs. A situação atual deverá continuar até que as autoridades atribuam uma nova concessão de 35 anos. Esta decisão deve ser tomada antes do final do contrato de arrendamento temporário.

Terminal em Rio Grande é arrematado pela Sagres em leilão promovido pela Antaq na B3

Com investimentos de R$ 7.752.459,25, a empresa Sagres Operações Portuárias foi a vencedora do Leilão nº 05/2024 realizado nesta semana pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e que colocou em disputa áreas públicas no Porto do Rio Grande (RS). Previsto para acontecer no mês de maio, o ato teve de ser reagendado para agosto em razão das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul naquela oportunidade.

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, o assessor técnico da presidência, Bruno Almeida, e a presidente do Conselho de Administração, Jacqueline Wendpap representaram a Autoridade Portuária na sede da B3, em São Paulo. O RIG 10 está localizado no Porto do Rio Grande e é composto pelos armazéns A6, C1 e C2, pela Central de GLP e pelo anexo do armazém B3.

Segundo a gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS, Flávia Galarraga, os armazéns possuem como finalidade o depósito de carga geral, enquanto a Central de GLP e o anexo do armazém B3 são classificadas como área de apoio operacional. O contrato de arrendamento é válido pelo prazo máximo e improrrogável de dez anos.

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, disse que o resultado do leilão demonstra o quanto as empresas acreditam no complexo portuário do Rio Grande. “Receber os investimentos nesse momento de reconstrução é fundamental e vem ao encontro do nosso planejamento estratégico, no que diz respeito a atração de investimentos, melhoria operacional e competitividade”, avaliou Klinger.

Ao fazer uso da palavra, o Diretor de Operações da Sagres Operações Portuárias, Leonardo Maurano, fez um agradecimento à ANTAQ pela sensibilidade de adiar o leilão que inicialmente aconteceria no mês de maio, período em que o Rio Grande do Sul passou por uma das maiores tragédias climáticas da sua história.

“A Sagres é uma empresa com 22 anos de atuação no Porto do Rio Grande, onde temos um compromisso sólido e contínuo. Acreditamos no potencial do Porto e, por isso, investimos consistentemente, em conjunto com nossas empresas controladores Neltume Ports e Ultramar. Essas empresas, juntas, reafirmam sua confiança no estado do Rio Grande do Sul e no Porto do Rio Grande, garantindo investimentos futuros porque acreditamos no crescimento e desenvolvimento da região”, garantiu Maurano.

O secretário nacional de portos e transportes aquaviários, Alex Sandro de Ávila, mencionou o Rio Grande do Sul, após os episódios climáticos. “Todos os leilões foram exitosos, mas a gente ter a oportunidade de ver a realização de um leilão no Porto do Rio Grande após um momento de tanta dificuldade e tristeza, sem sombra de dúvidas, é algo extremamente gratificante para nós enquanto Ministério de Portos”, frisou. Além da área localizada no Porto do Rio Grande, também foram concedidas à iniciativa privada lotes nos portos de Recife e Rio de Janeiro

 

MDIC promove em Recife a política nacional de cultura exportadora

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promove, nessa semana, em Recife (PE), mais uma etapa da construção da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), com o objetivo de fortalecer o tema do comércio exterior nas agendas e prioridades dos atores locais, a partir da abertura de um espaço de aprendizado e construção conjunta. Durante os dois dias de evento, serão realizadas oficinas práticas para promover a troca de experiências, estimular o debate e construir um plano de ação conjunto para fortalecer o ecossistema exportador pernambucano.

A elaboração do Plano de Promoção da Cultura Exportadora de Pernambuco está sendo realizada de maneira colaborativa pelos membros e convidados nacionais do Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), além da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco – ponto focal do estado para a PNCE - e vários atores locais, envolvendo, aproximadamente 40 atores (federais e locais).

A secretária de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou a importância do projeto. “Após o sucesso das oficinas no Pará e em Rondônia, chegamos ao Nordeste para impulsionar as exportações locais. Pernambuco será o primeiro estado da região a contar com um plano personalizado, e dados de um estudo elaborado pela Secex mostram que há muito a ser explorado: o Norte, Nordeste e Centro-Oeste juntos concentram apenas 13% das empresas exportadoras do país”, afirmou.

A diretora de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio da Secex, Janaina Batista Silva, acompanhará os trabalhos pelo MDIC.  O Pará foi pioneiro da PNCE e o plano elaborado para o estado é modelo para os demais.  Desde o início de julho foram iniciados os trabalhos com Pernambuco e Rondônia, ambos em caráter de pilotos da PNCE.  Já aderiram à política 23 estados. Para outros estados interessados em aderir também, basta entrar em contato com a equipe do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio pelo e-mail pnce@mdic.gov.br.

A PNCE, instituída pelo Decreto nº 11.593, de 10 de julho de 2023,  além de desenvolver e fortalecer ações inclusivas para inserção de empresas no comércio exterior, busca proporcionar maior coordenação entre órgãos envolvidos no comércio exterior, especialmente no âmbito dos estados da Federação.  O decreto estabeleceu ainda o Comitê Nacional da PNCE como estrutura superior de sua governança, responsável, dentre outras atividades, para promover a sinergia entre os diversos atores na promoção de exportações e propor iniciativas que auxiliem a fortalecer o ecossistema de promoção das exportações no âmbito local e nacional. Em parceria com os governos estaduais, estão sendo elaborados planos locais de promoção da cultura exportadora identificando um conjunto de ações para impulsionar as exportações estaduais e regionais, sempre levando em conta os desafios e prioridades locais.

Participam do Comitê representantes do MDIC, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB), Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (EMBRATUR), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional de Serviços (CNS) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além dos Estados da Federação.   

 

Mais duas empresas assinam o Manifesto ESG do complexo santista

A Autoridade Portuária de Santos (APS) recebeu, nesta semana, os signatários do Manifesto ESG do Porto de Santos, iniciativa que está completando um ano de existência, para uma reunião ordinária. Na ocasião, duas empresas aderiram ao Manifesto: Yara Brasil e Transportes Cavalinho. Além da adesão, foi formalizada também a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) / Regional Baixada Santista, como mais nova apoiadora da iniciativa.

O Manifesto ESG é uma iniciativa da APS, uma declaração pública de compromisso sólido com mundo mais sustentável e socialmente consciente. O documento é assinado pela própria APS, prefeituras da região e empresas que atuam no complexo portuário. A nova signatária, Transportes Cavalinho, apresenta-se como uma empresa especializada em transporte de cargas líquidas químicas, combustíveis, lubrificantes, bebidas e recentemente gases e gases do ar. Ela atende clientes do Porto de Santos.

A Yara Brasil, por sua vez, atua no segmento de fertilizantes, com planta em Cubatão, na região do Porto de Santos. O grupo destaca a ambição de ser a líder mundial em nitrogênio e aplicações sustentáveis para os mercados industriais. A nova apoiadora do Manifesto ESG, a ABRH/Regional Baixada Santista, abrange os nove municípios da região e propõe conteúdos estratégicos de desenvolvimento de pessoas para suas organizações.

Além dos novos membros do grupo do Manifesto ESG do Porto de Santos, a reunião contou ainda com a apresentação do Data Over Seas, time vencedor do ESG Challenge, hackathon realizado em junho passado pela APS, Sebrae e Parque Tecnológico de Santos. O grupo mostrou seu projeto de Gestão e Monitoramento de Resíduos com uso de Inteligência Artificial. Os vencedores do ESG Challenge terão um período de incubação no Parque Tecnológico de Santos, com forma de incentivar o desenvolvimento da solução conceitual apresentada nos dias do evento.

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Analista diz que declinio da globalização é refletido pelas políticas tarifárias internacionais


O analista do setor marítimo, portuário e logístico Jon Monroe acredita que “os dias de promoção de fronteiras abertas e prosperidade generalizada já se foram”. Um papel central no que poderia ser considerado o atual declínio da globalização tem sido desempenhado pelas políticas tarifárias, cada vez mais utilizadas como ferramentas no domínio da geopolítica, deixando para trás uma série de consequências no transporte marítimo de contêineres e nas cadeias de abastecimento, disse.

Esta nova era começou sob a administração de Donald Trump nos EUA, que aplicou tarifas às importações de vários países, concentrando-se especialmente em produtos chineses que vão desde chassis de caminhões a bens de consumo. Na atual campanha presidencial, o candidato republicano disse que iria implementar uma possível tarifa geral de 10% sobre bens importados e uma tarifa de 60% sobre bens importados da China.

Trump, ao referir-se aos resultados da sua política tarifária, afirmou que nos EUA “estamos recebendo centenas de milhares de milhões da China”, uma avaliação que, para o analista da indústria marítima, Lars Jensen, é “simples e “categoricamente errônea e um completo mal-entendido sobre como funcionam as tarifas”.

A este respeito, Jensen acrescenta que “os importadores americanos estão dolorosamente conscientes de que serão eles que pagarão inicialmente estas tarifas, o que desencadeia um impulso para aumentar os preços nas lojas. Os consumidores americanos pagam por isso.”

Segundo o analista, o boom das importações dos EUA observado nos últimos meses deve-se em parte à crise no Mar Vermelho, ao risco de paralisação do trabalho na costa leste dos EUA, “mas também é impulsionado por importadores que querem importar bens antes que as novas tarifas de Biden sejam implementadas.”  

No entanto, para Jensen, a eleição de Trump, especialmente, teria consequências diretas no transporte de contêineres: “podemos muito bem ver um novo boom de importações em volumes de contêineres para os EUA, à medida que os importadores (que certamente sabem como as tarifas afetam os seus negócios) se esforçarão para importar tanto quanto possível antes de quaisquer novas tarifas Trump”.

Ele destaca ainda que “isto poderia muito bem preparar o terreno para uma nova recuperação impulsionada pela procura nas taxas de frete sobre as importações dos EUA a partir de Novembro”. Por outro lado, as políticas de comércio externo representam um enigma para as empresas: continuar a abastecer-se na China e assumir o risco do possível impacto de uma escalada tarifária, ou olhar para fora da China, onde os custos são mais elevados, mas onde as tarifas e outros riscos geopolíticos são mais baixos .

A ameaça de Trump de tarifas universais, segundo o WSJ, assustou até os seus apoiadores. Elon Musk, o CEO da Tesla, que apoiou o candidato republicano, disse que adiaria a decisão sobre uma nova fábrica no México até depois das eleições porque “não faz sentido” se Trump vencer e impor “altas tarifas” sobre veículos ali produzidos. Aqueles que reservam as suas esperanças numa possível vitória da candidata democrata, Kamala Harris, devem saber que, tal como Trump, ela se opôs à Parceria Transpacífico, o amplo acordo comercial multinacional que foi concebido para expandir alternativas ao comércio com a China.

Santos Brasil cria programa ICL Carbon Neutral para reduzir emissões de carbono

A Santos Brasil dá mais um passo importante para reduzir a pegada de carbono de suas operações e de seus clientes. Com foco nas emissões de GEE (gases de efeito estufa), a empresa criou o programa LCL Carbon Neutral, que atesta que os serviços prestados para as cargas LCL (Less than Container Load), do transporte rodoviário à movimentação e armazenagem das cargas, são compensados. Dessa forma, a Companhia diminui as próprias emissões (escopo 1) e contribui para que seus parceiros comerciais reduzam as emissões de escopo 3, que representam a cadeia de valor.

Neste primeiro momento, o programa se destina exclusivamente às atividades desenvolvidas nos Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (Clias) Santos e Guarujá, para o segmento de clientes de carga fracionada LCL, operado pelos clientes NVOCCs (Non Vessel Operator Common Carrier) e Freight Forwarders.

Ao aderir ao LCL Carbon Neutral, o cliente é informado mensalmente sobre o total de emissões referentes à sua operação e aos volumes movimentados. A Santos Brasil faz a compensação destas emissões por meio da aquisição de créditos de carbono. Um certificado em nome do cliente, expedido por consultoria independente, atesta os valores de emissão e a forma de neutralização.

As emissões de GEE de todas as operações da Santos Brasil são mapeadas de maneira estruturada pela equipe interna e, juntamente com a consultoria independente, são realizados os cálculos das emissões e compensações do novo serviço, garantindo total isenção e transparência ao processo.

Entre os clientes que terão suas emissões compensadas está a Allink Neutral Provider, uma das maiores empresas de NVOCC, que também está totalmente focada no tema da neutralização dentro do transporte marítimo de carga LCL.

Para Wagner Toffoli, Diretor Comercial Freight Forwarder & NVOCC da Santos Brasil, com o LCL Carbon Neutral, a Santos Brasil reforça seu comprometimento com a sustentabilidade da cadeia logística, contribuindo de maneira concreta com o programa de descarbonização de seus clientes. “Estamos muito felizes por lançarmos este projeto inovador para o segmento, totalmente alinhado com os desafios colocados para a perpetuidade das operações logísticas de nossos clientes Freight Forwarders e NVOCCs. Neste sentido, é importante destacarmos a sinergia e a complementaridade com o projeto Rota Verde, que nosso cliente Allink está lançando simultaneamente. Assim, toda a operação LCL está englobada no conceito de descarbonização e sustentabilidade”, diz.

André Gobersztejn, Diretor Executivo da Allink, reforça que o programa livre de carbono oferecido pela Santos Brasil está alinhado às demandas do mercado mundial. “Nossa parceria nessa iniciativa reflete a sinergia entre as duas empresas, que são pautadas pela inovação, pelo alto nível de governança e pelo comprometimento com os pilares ESG. Buscamos um mundo melhor para esta e para as futuras gerações”, diz.

Referência em operações portuárias e logísticas, a Santos Brasil é signatária do Pacto Global da ONU desde 2013 e faz parte do Novo Mercado da B3, o mais elevado padrão de governança corporativa, e do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). A Companhia tem, em sua estratégia de crescimento, o ser humano e o meio ambiente como partes integrantes e drivers para a geração de valor equilibrada para a sociedade, com atuação alinhada às melhores práticas ESG.

Na área ambiental, a empresa tem como foco reduzir e neutralizar as emissões de carbono até 2040. Para isso, estão sendo feitas a mudança gradativa da matriz energética dos equipamentos, do diesel para a eletricidade, e a compensação das emissões de GEE de escopo 2 (energia) por meio da compra de certificados I-RECs. Só neste ano, entraram em operação oito RTGs (guindastes de pátio) elétricos no Tecon Santos e outras oito unidades estão em fase de compra. No ano passado, a Santos Brasil atingiu, antecipadamente, três metas ambientais estabelecidas em 2020 para 2024, com a redução de 50% na geração de resíduos, de 41% no consumo de água e de 36% nas emissões de gases de efeito estufa. (Fonte: Informativo dos Portos)