quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Exportações de espumantes chegam a 935 mil litros entre janeiro e dezembro de 2021, crescimento de 21%


Os espumantes brasileiros alcançaram impressionantes 30,3 milhões de litros comercializados no país entre os meses de janeiro e dezembro de 2021, cerca de 40% a mais que o mesmo período do ano anterior. Já as exportações atingiram cerca de 935 mil litros no mesmo período, aumento de 21% em relação a 2020, segundo a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). Por trás desse sucesso, está a ciência. A pesquisa agropecuária ajudou a impulsionar essa importante cadeia ao desenvolver cultivares, técnicas de manejo e de processamento e ao atuar na caracterização das regiões produtoras para a obtenção de selos de procedência.

“O papel da pesquisa é aprimorar os processos, identificar as melhores variedades e clones, ofertar mudas de qualidade, aprimorar os sistemas de manejo fitotécnico e fitossanitário (métodos utilizados para evitar a propagação de pragas e doenças nas plantações) associados ao aprimoramento da qualidade da fermentação e de envelhecimento dos espumantes”, declara o pesquisador da área de enologia da Embrapa Uva e Vinho (RS), Mauro Zanuz, que há mais de 30 anos acompanha a evolução do setor.  

Devido à parceria do setor produtivo com a pesquisa, o Brasil é hoje referência no Cone Sul na elaboração da bebida. “Os espumantes brasileiros se orgulham de sua própria tipicidade, com características diferenciadas dos produtos-referência com borbulhas no mundo, como o Champagne francês, o Prosecco italiano ou o Cava espanhol. Os produtos nacionais se distinguem por particularidades naturais, de solo e clima, e tecnológicas, de cultivo de uvas e de elaboração”, explica Zanus.

O pesquisador destaca a importância do papel da Embrapa em acompanhar esse processo dinâmico junto ao setor produtivo. “Estar ao lado das associações de produtores das diferentes Indicações Geográficas, estudar as melhores cultivares e identificar as regiões para a maior expressão do terroir nos produtos finais foi fundamental para atingir o nível de excelência conquistado”, complementa. O termo terroir, de origem francesa, pode ser explicado como um conjunto de vinhedos de uma mesma região, que compartilham do mesmo tipo de solo, condições climáticas, variedades de uvas e do saber fazer do produtor que originam vinhos com uma especificidade única.

Na avaliação do presidente da Uvibra, empresário Deunir Luis Argenta, o Brasil vitivinícola passou a ser conhecido e reconhecido no mundo todo em razão dos seus espumantes. “Únicos, diante de suas características particulares, caíram no gosto não apenas dos brasileiros, como também dos consumidores do mundo inteiro. Descomplicados, versáteis e elegantes, os espumantes brasileiros são a cara da brasilidade, da tropicalidade, atributos reverenciados pelos consumidores”, destaca.

 

 

Antaq aprova revisão de tarifas dos portos de Itajaí e Fortaleza, com reajustes médios de 35% e 23% , respectivamente

A agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou as revisões das tarifas dos portos organizados de Fortaleza (CE) e Itajaí (SC), dentro do novo modelo de padronização tarifária estabelecido pela Agência pela Resolução Antaq nº 61, de 2021. A homologação dos novos valores será efetivada após manifestação do Poder Concedente e do Ministério da Economia, vencido o período legal de 15 dias úteis após a publicação da decisão do órgão.

Para o Porto de Fortaleza, ficou autorizada uma Receita Tarifária Anual (RAT) projetada de R$ 84.095.927,86 para o período de referência subsequente à revisão, equivalendo a um Índice de Reajuste Médio (IRT) de 35% e um Efeito Médio Tarifário (EMT) de 30,69%. Foram autorizados ainda investimentos de R$ 11,6 milhões da Companhia Docas do Ceará- CDC, destinados à expansão e modernização da infraestrutura comum do porto organizado.

Já para o Porto de Itajaí, a Agência autorizou uma Receita Tarifária Anual projetada de R$ 105,2 milhões para o período de referência subsequente à revisão, equivalendo ao Índice de Reajuste Médio de 23,43% e um Efeito Médio Tarifário de 28,38%. Em razão dos procedimentos de desestatização para concessão do porto, em curso, não há previsão de investimentos para o Porto de Itajaí.

 

 

Maersk perde 962 contêineres, caídos no mar, no ano passado, 20 vezes mais que a média da última década

Um número "excepcional" de 962 contêineres caiu no mar dos navios da Maersk em 2021, 30 vezes mais que a média da última década. Vários clientes processaram a companhia de navegação, que, como outras, corre o risco de aumentar os prêmios de seguro.

A Maersk confirmou ainda que no último incidente desse tipo, ocorrido em 16 de fevereiro, o "Maersk Eindhoven" perdeu 260 contêineres ao mar enquanto navegava no Oceano Pacífico a caminho do porto chinês de Xiamen para Los Angeles quando encontrou uma forte tempestade, que teria causado uma falha no motor.

"Estamos conduzindo uma investigação sobre o acidente; nossas descobertas preliminares indicam que a causa foi a paralisação do motor e perda de manobra em mar agitado, o que causou uma forte oscilação", revelou a companhia marítima, acrescentando que o navio já havia descartado seu destino e procurava um porto de refúgio na Ásia.

"Apesar das condições difíceis, o navio conseguiu virar e estamos avaliando as opções dos portos mais próximos da Ásia para atracar o navio. Manteremos você informado sobre a decisão sobre a localização do porto e o cronograma para melhor gerenciar a carga descarregando", disse a Maersk aos clientes. A tripulação do "Maersk Eindhoven" está segura e a fonte de alimentação do navio foi restaurada.

"Nossos relatórios preliminares indicam que vários contêineres foram perdidos no mar", disse a Maersk em comunicado. "Infelizmente, ainda não temos visibilidade de quais contêineres de nossos clientes foram perdidos ou danificados. Aguardamos mais atualizações da embarcação sobre contêineres potencialmente perdidos ou danificados e compartilharemos detalhes assim que estiverem disponíveis."

O "Maersk Eidhoven", construído em 2010, está operando no serviço 'TP6', Maersk Pearl loop/MSCs, e o incidente que afetou o sexto incidente de perda de contêiner na rota Transpacífico nos últimos 80 dias.

 

Localfrio atinge recorde de importações no primeiro mês do ano no seu terminal alfandegado de Suape

A Localfrio alcançou recorde de importações em seu terminal alfandegado de Suape . A operadora de logística integrada movimentou 1703 contêineres em janeiro deste ano, atingindo o maior volume de cargas na história da unidade. Módulos de painéis solares, pneus, borrachas sintéticas, motocicletas, bebidas alcoólicas e tecidos foram os principais produtos desembarcados no período no porto pernambucano.

“Atingimos a maior marca na série histórica, um feito a ser comemorado. É um indicador de alta relevância para nossas operações, pois mostra que estamos conquistando metas importantes por meio de parceiros e clientes estratégicos que têm percebido como nossa operação logística pode trazer ganhos significativos em suas estratégias de negócios, seja por meio da postergação da nacionalização de cargas, regimes aduaneiros especiais, armazenamento prolongado, entre outros benefícios”, afirma o CEO da Localfrio, Rodrigo Casado.

Os 1.703 contêineres movimentados em janeiro representaram alta de 59,2% se comparado ao mesmo mês de 2021, quando o volume chegou a 1070 unidades. Com essa alta, o market share da Localfrio no porto de Suape cresceu em torno de 50% no mesmo período analisado.

A Localfrio já havia encerrado o ano com uma elevada quantidade de contêineres armazenados em Suape, contabilizando 1580 unidades em dezembro e 14890 no acumulado de 2021. A marca verificada em janeiro ajudou a reforçar o crescimento da companhia na região tanto em volume (8%) como em participação no porto (2,6 %) em comparação a dezembro de 2021.

Parte do crescimento da Localfrio no porto de Suape se deve à estratégia de importadores em retardar a nacionalização de cargas para postergar o pagamento de impostos e outras taxas. “Frear a internalização das mercadorias contribui para ajustar o caixa e reduzir custos tributários, aumentando a procura por terminais retroportuários alfandegados”, esclarece Piero Grassi Simione, diretor comercial da operadora.

Outros fatores também têm impulsionado a busca por espaço nos terminais retroportuários da Localfrio. Os regimes aduaneiros especiais, como o de entreposto, é um dos diferenciais buscados neste momento. Com ele, os importadores conseguem fazer o desembaraço de suas cargas de forma fracionada, o que permite melhor planejamento do fluxo de internalização das mercadorias de acordo com a demanda. Além disso, o regime especial permite manter as mercadorias por até dois anos armazenadas com total suspensão de tributos, com possibilidade de reexportação para outros países.

Mais um fator que tem estimulado a busca de armazenagem nos terminais da Localfrio é o aumento da incidência de demurrage (taxa cobrada pelos armadores pelo atraso na devolução de contêineres). Este item pode impactar fortemente os custos de importação. A capacidade de armazenagem e a agilidade da Localfrio nas operações têm ajudado a aliviar esta pressão de custos para os clientes.

“O impacto do demurrage varia em função do porte dos clientes, produtos e tipos de contêineres utilizados, podendo variar de US$ 60 a US$ 300 por dia. É mais compensador transferir a carga para um armazém alfandegado e liberar os contêineres o mais rápido possível”, explica Simione. “Os terminais portuários são pontos de passagem das mercadorias e por isso a estrutura oferecida não atendente às necessidades dos importadores em suas demandas por serviços personalizados e prazos mais longos de armazenagem. Já os terminais retroportuários alfandegados contam com mais infraestrutura para armazenagem e oferecem ainda uma gama de serviços adicionais que os terminais portuários não oferecem”, completa.

A Localfrio é a única empresa do setor com terminais alfandegados localizados nos principais hubs marítimos de comércio exterior no país (Santos, Suape e Itajaí). A companhia se destaca ainda por ser dona do único terminal alfandegado frigorificado do Porto de Santos. A companhia é uma das maiores operadoras logísticas de produtos químicos do país e, no Porto de Suape, ocupa a liderança de cargas de projeto para grandes parques eólicos do Norte e Nordeste.

 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Deutsche Bahn AG planeja venda da sua subsidiária de logística DB Schenker por cerca de US$ 23 bilhões


A Deutsche Bahn AG, operadora ferroviária nacional da Alemanha, deu os primeiros passos para preparar uma possível venda ou listagem de sua unidade de logística DB Schenker, por um valor de cerca de US$ 23 bilhões, segundo fontes familiarizadas com o assunto, informou a Bloomberg.

A empresa estatal alemã está trabalhando com um consultor e assessores jurídicos para concluir a transação ainda este ano. As opções consideradas vão desde a venda da totalidade ou da maioria das ações, até a possível transferência de uma participação minoritária ou uma oferta pública inicial, disseram fontes que pediram para não serem identificadas porque as discussões sobre o assunto são privadas.

A Schenker e outras empresas de transporte e logística valorizaram-se durante a pandemia de Covid-19. Por isso, embora o governo alemão não tenha tomado uma decisão final sobre a venda da empresa, os interessados ​​já estão fazendo fila. O Carlyle Group Inc. e a CVC Capital Partners estão em negociações para formar uma parceria em uma oferta, enquanto a Advent International e a Bain Capital, bem como a Blackstone Inc., também podem buscar uma parceria, disseram as fontes.

A Schenker também pode atrair empresas de logística rivais, já que a DSV A/S estaria interessada em comprar a DB Schenker se o estado alemão decidir vendê-la, disse seu diretor financeiro, Jens Lund, em julho de 2021. Outros potenciais pretendentes nesta área podem ser a Deutsche Post AG da Alemanha e a Kuehne & Nagel International AG da Suíça.