quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Fórum Internacional de Infraestrutura e Logística, promovido pela AHK, acontece em formato virtual dia 5 de novembro

 

              Está confirmada a realização do VIII Fórum Internacional de Infraestrutura e Logística em formato virtual, aberto e gratuito. Será no dia 5 de novembro, quinta-feira, das 14h às 17h30, via plataformas Zoom e Youtube, com abrangente programação em torno dos modais rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo locais.

        Questões tão variadas quanto a homologação do calado do Porto de Rio Grande e a crescente automação na área da logística, entre muitas outras, serão detalhadamente apresentadas.

       Inscreva-se clicando aqui e acompanhe as atualizações sobre a programação. Será uma ocasião única, reunindo conteúdos valiosos! A promoção do Fórum é da AHK (Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. de Porto Alegre/RS).

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Presidente do Tecon Rio Grande diz que novo calado pode atrair para o terminal gaúcho cargas dos países vizinhos

               A ampliação do calado do Porto de Rio Grande (RS) de 12,8 metros para 15 metros, depois de dois anos de obras de dragagem e investimento do governo federal de R$ 500 milhões, possibilitará a movimentação de navios maiores. Esse nível de profundidade é assegurado na área em que há maior fluxo de cargas, que abrange o Tecon (Terminal de Contêineres), empresa do Grupo Wilson Sons.

          "Na prática, o porto poderá receber embarcações com até 366 metros de comprimento (o limite era de 337 metros). Assim, um navio com soja, por exemplo, poderá ganhar até 8 mil toneladas extras cada vez que for carregado em Rio Grande", explica o diretor-presidente do Tecon, Paulo Bertinetti. Segundo ele, com o novo calado, "o Estado se candidata a receber cargas da Argentina, Uruguai e Paraguai, que hoje nem sequer passam pelo Rio Grande do Sul".  

          "Rio Grande entra no cenário internacional de porto profundo. Não só os grandes navios podem entrar, como também podem transportar mais cargas. A grande oportunidade que temos é a condição de concentrarmos a carga do Cone Sul", avaliou Paulo Bertinetti. 

          O superintendente de Portos do Rio Grande do Sul, Fernando Estima, calcula que o movimento de cargas poderá crescer entrte 5% e 10% com a nova estrutura, aproximando-se de 50 milhões de toneladas ao ano. No ano passado, o complexo portuário gaúcho registrou fluxo de 44 milhões de toneladas. Em 2020, até setembro, o movimento alcançou 30,7 milhões de toneladas, leve alta de 0,47% em comparação com o mesmo período de 2019.

          "O calado aumenta a segurança para a navegação e reduz os fretes internacionais, o que influencia no custo da logística", analisa. Estima revela que o próximo passo para potencializar o terminal está na atração de investimentos para os distritos industriais. Ele lembra que dos R$ 3,7 bilhões de recursos já projetados para a cidade, R$ 2,5 bilhões são na área de fertilizantes e R$ 1,2 bilhão no segmento de grãos, por empresas como Yara, CCGL, Josapar, Timar e Unifértil.

Argentina cria Conselho Federal de Portos com o objetivo de aumentar a competitividade do sistema


          A primeira reunião do Conselho Federal de Portos da Argentina foi realizada nesta semana, com a participação dos ministros dos Transportes, Mario Meoni,e da Infraestrutura, Serviço Público e Habitat de Santa Fé, Silvina Frana e o governador da província do Chaco, Jorge Capitanich. Estiveram presentes também os representantes provinciais e a câmara dos portos comerciais e privados.

          “temos pela frente desafios para gerar a competitividade dos portos, em alguns casos por dificuldades de acesso terrestre, noutros de acesso marítimo e fluvial. Além disso, queremos dar a possibilidade de conectividade terrestre”, explicou Meoni, na reunião.

          Segundo ele, “quando fizemos o Acordo Federal da Hidrovia, o presidente pediu acesso por conectividade terrestre, e acessibilidade ferroviária que implica apoio logístico para que haja mercadoria e haja carga. Não é só a dragagem ou o trem que chega ao porto, mas também acordos com companhias marítimas, o setor privado, concessionárias como o porto de Buenos Aires (foto).”

          “Temos um mercado portuário abrangente e uma etapa de desafios muito importantes se aproxima. Manter o porto operacional foi o primeiro desafio devido à pandemia "e explicou que" precisamos uma política de desenvolvimento portuário e precisamos de uma política de recuperação portuária, vemos a deterioração de muitos portos e precisamos desenvolvê-los ”, disse Meoni.

          Por sua vez, Capitanich destacou que "uma análise meticulosa da organização do sistema portuário" deve ser realizada, pois "observamos uma assimetria com a logística operacional e todo o andaime tributário aduaneiro".

          Já o subsecretário de Portos, Hidrovias Interior e Marinha Mercante, Leonardo Cabrera, agradeceu a “rodada de reuniões” e a organização do Conselho Federal de Portos para, desta forma, avaliar os problemas e dificuldades existentes e dar as respectivas soluções. em outros portos do país.

 

Recuperação gradual do setor calçadista não evita retorno a patamar de 16 anos atrás

                      Quarta maior produtora de calçados do planeta, a indústria brasileira deve retornar a patamares produtivos de 16 anos atrás em 2020. Esta e outras projeções serão apresentadas no evento Análise de Cenários no próximo dia 5 de novembro, a partir das 16h30min.

         Aberto ao público, com inscrições gratuitas, o evento promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) será realizado no formato digital e conduzido pela coordenadora de Inteligência de Mercado da entidade, Priscila Linck, e pelo doutor em Economia e consultor setorial Marcos Lélis.  

         Priscila explica que o objetivo do evento é “jogar luz” sobre o quadro da indústria calçadista brasileira, extremamente afetada pela pandemia do novo coronavírus, especialmente pelos efeitos no mercado interno. “O varejo doméstico responde por mais de 85% das vendas do setor calçadista, então as restrições impostas pela pandemia acabaram tendo um impacto muito forte”, explica.

         Até agosto, conforme dados elaborados pela Abicalçados, a produção encolheu 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção da entidade é de que, com uma leve recuperação das vendas internas e das exportações nos últimos meses do ano, o setor termine 2020 com um revés de 28,6%. “São cerca de 260 milhões de pares produzidos a menos. É como se o setor ficasse de dois a três meses totalmente inativo”, ressalta Priscila, acrescentando que a indústria calçadista voltará ao patamar de 16 anos atrás.          

         Apesar de ter um impacto menos significativo, as exportações de calçados também despencaram em 2020. De janeiro a setembro, a queda foi de 24,4%, em volume, em relação ao ano passado. A projeção é de que 2020 encerre com revés médio de 26,6%. “Neste cenário, voltaremos aos números de 37 anos atrás”, conta Priscila. 
Além da análise do ano de 2020, o evento contará com projeções para 2021, quando o setor deve iniciar uma recuperação mais substancial.         

         O Análise de Cenários é promovido pela Abicalçados e conta com patrocínio da Blu e apoio dos sindicatos das indústrias de calçados de Birigui, Franca, Jaú, Três Coroas, Igrejinha, Parobé, Nova Serrana, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no link da Abicalçados.




Terminal de Celulose da Klabin em Paranaguá recebe licença para construção

           A construção do terminal de celulose e papel para celulose da Klabin, no Porto de Paranaguá, foi autorizada esta semana pelo Instituto de Águas e Terras (IAT), vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Estado do Paraná. O documento que permite o início das obras foi publicado em cerca de 40 dias devido à modernização do sistema. 

          A licença de instalação foi solicitada pela Klabin em 9 de setembro e concedida em 20 de setembro. O processo passou pela plataforma WMS, solução informatizada que agiliza o processo. Os processos não são mais físicos e a espera do usuário foi reduzida em 60%.

          Márcio Nunes, secretário de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, afirma que a determinação do governo do estado é que as organizações ambientais promovam o desenvolvimento sustentável, com a proteção dos recursos naturais do Paraná. Segundo ele, é possível fazer e de forma ágil. “Por isso nossos sistemas de licenciamento foram modernizados e os técnicos estão trabalhando hoje para atender a essa demanda do Estado”, afirma.

          A Klabin espera iniciar as obras do novo terminal em janeiro do próximo ano e que as operações portuárias serão realizadas a partir do primeiro semestre de 2022. O diretor de Planejamento Operacional, Logística e Abastecimento da empresa, Sandro Ávila, afirma que, com o lançamentos já obtidos e a evolução positiva do processo, foi possível planear o início das obras.

 

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Wilson Sons ganha Prêmio Exportação 2020 da ADVB/RS pelo trabalho realizado no Tecon Rio Grande


                      A Wilson Sons é um dos destaques da 48ª edição do Prêmio Exportação pelo trabalho realizado no Tecon Rio Grande. A premiação é concedida pela ADVB/RS, que valoriza o desempenho das empresas gaúchas no cenário exportador. O terminal de contêineres do Porto do Rio Grande foi ganhador na categoria Serviços de Suporte à Exportação, que distingue empresas que se sobressaem como prestadoras de serviços e suporte à exportação no gerenciamento dos trâmites aduaneiros, no planejamento dos procedimentos e na administração da logística envolvida neste processo. A cerimônia de premiação está prevista para ocorrer a céu aberto, no dia 1º de dezembro, no Parque da ADVB/RS, em Porto Alegre, respeitando os protocolos de saúde e segurança em razão da pandemia.

         Um dos mais importantes terminais de contêineres do País e uma das instalações mais competitivas na América do Sul, o Tecon Rio Grande conta hoje com mais de 3 mil clientes importadores e exportadores, sendo fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado. Com 23 anos de atividade, fomenta soluções alternativas e inovadoras para melhorar a competitividade de forma sustentável.

         O Tecon Rio Grande, que em 2019, recebeu a premiação em duas categorias (Destaque Serviços de Suporte à Exportação e Destaque Ouro), vem se notabilizando no transporte ao exterior de cargas relacionadas ao agronegócio, único setor a registrar alta no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre de 2020. De janeiro a setembro de 2020, 58% das cargas movimentadas pelo terminal foram relacionadas à exportação e 27% à importação. Entre os principais produtos movimentados, estão arroz, tabaco, madeira, frango congelado e carne suína.

        Cerca de 5% dos produtos do agronegócio chegam ao Tecon Rio Grande pelo modal fluvial, via Tecon Santa Clara. Hoje 25% das cargas movimentadas no terminal hidroviário são commodities, como madeira e frango congelado. A maior parte das mercadorias transportadas são destinadas à exportação e tem como origem as cidades de Triunfo, Taquari e Garibaldi. Entre os serviços disponibilizados pelo Tecon Santa Clara estão o fornecimento de energia para contêineres reefers, possibilidade de estufar e desovar produtos no armazém, além de entrega de carga fracionada ou completa nos seus destinos.

        Desde janeiro, o Tecon Rio Grande vem realizando uma operação inédita para exportação de proteína animal da região norte do Uruguai pelo Tecon Rio Grande. Já foram movimentadas mais de 8 mil toneladas da carga no terminal vinda da cidade uruguaia de Melo, a 280 km do Porto de Rio Grande, por via rodoviária. A nova rota traz uma série de benefícios para o produtor, como localização, acessibilidade e custo atrativo. As carnes bovina e ovina estão entre os principais produtos de exportação do Uruguai. As vendas externas de proteína animal do país rendem em média US$ 1,8 bilhão por ano, e o principal destino é a China. O rebanho do país contabiliza mais 12 milhões de bovinos e 8 milhões de ovinos.

        Conforme Paulo Bertinetti, diretor-presidente do Tecon Rio Grande, o reconhecimento simboliza um importante estímulo para o terminal e para o meio exportador do Rio Grande do Sul. "Um prêmio como este, o qual já tivemos a felicidade de sermos agraciados em mais de uma edição, é fundamental para o estímulo às empresas exportadoras gaúchas e para que o Estado retome a sua posição de destaque no mercado internacional. Ele nos incentiva e aumenta nossa energia em continuar, cada vez mais, inovando para melhor atender nossos clientes", considera.