sexta-feira, 6 de setembro de 2024

construção naval tem recorde de encomendas de navios com mais de 1 milhão de teus de nova capacidade em agosto


O setor da construção naval registrou um nível de atividade sem precedentes, com mais de 1 milhão de TEU de capacidade solicitados, estabelecendo um recorde histórico. A Alphaliner salienta que, embora os mercados de fretamento e venda de navios em segunda mão tenham permanecido calmos, influenciados em parte pelas férias de verão no hemisfério norte, a construção de novos navios não deu sinais de abrandamento.

Entre as encomendas realizadas durante o mês destaca-se a participação da MSC, que encomendou nada menos que 645 mil TEUs. A maioria destas novas encomendas foram para navios de grande capacidade, com 57 dos 75 navios encomendados com capacidade igual ou superior a 13.000 TEU.

Em contrapartida, apenas dois pedidos foram para navios menores que 5.000 TEUs. Comparativamente, a atividade de agosto superou a de julho, quando foram contratados 738 mil TEUs, e os meses de junho e maio, que registaram 305 mil e 160 mil TEUs, respetivamente.

Até ao momento, neste ano, foram celebrados contratos de construção para um total de 2,5 milhões de TEUs de nova capacidade, elevando a carteira de encomendas para 7,4 milhões, o que representa 25% da frota atual em serviço. Durante o ano de 2024 foram entregues 337 novos navios, acrescentando um total de 2,1 milhões de TEUs de capacidade adicional em serviço.

Novo portêiner no Porto Itapoá já trouxe 15% de aumento na produtividade dos navios

 

Adquirido no ano passado e iniciando operações em 2024, o novo portêiner (guindaste sobre trilhos que movimenta contêineres do navio para o cais e vice-versa) do Porto Itapoá (SC) já trouxe 15% de aumento de produtividade nas operações dos navios. Entretanto, a máquina não funciona sozinha: para cada portêiner em ação, é preciso de equipamentos e pessoas que dão suporte a essa operação. A esse aparato, o setor portuário chama de “terno”.

O sétimo terno do Porto Itapoá entrou em operação com força total em agosto e os resultados já apareceram, segundo Sergni Pessoa Rosa Jr., diretor de Operações, Tecnologia e Meio Ambiente do Terminal. “A média de movimentos por hora (MPH) de agosto foi de 94 para as operações dedicadas aos navios, um número considerado excelente dentro do setor”, explica.

O MPH é um dos indicadores de eficiência de um terminal portuário. “Chegamos a atingir 197 MPH em alguns momentos do mês, o que mostra que ainda há espaço para evolução”, avalia Rosa Jr. A grande vantagem é a redução do tempo de estadia dos navios atracados, gerando produtividade em cadeia em todo o porto. “O resultado positivo no cais se reflete em toda a operação, melhorando o desempenho para todos os envolvidos”.

O sétimo portêiner tem 70m de comprimento de lança e capacidade de alcançar um navio de 65m em largura. “É um dos maiores portêineres em operação do Brasil, pronto para trabalhar com as maiores embarcações do mundo”, ressalta Rosa Jr. O Terminal também dispõe de outros seis portêineres, sendo quatro com 55m e dois com 65m de lança.

Guindastes por controle remoto

O Porto Itapoá será o primeiro terminal portuário da América do Sul a operar RTGs por controle remoto. A aquisição de dez máquinas – um investimento de mais de 25 milhões de dólares – vai ampliar a agilidade das operações do Terminal.

Porto Itapoá terá a maior frota de caminhões elétricos do Brasil

O Porto Itapoá adquiriu uma frota de 20 novos caminhões elétricos para sua operação interna. Chamados de Terminal Tractors (TTs), esses veículos são usados para a movimentação interna de contêineres no Terminal. A aquisição tem um valor de R$ 20 milhões e é parte do processo de expansão do porto, que agora tem a maior frota de TTs elétricos entre os terminais portuários do Brasil.

 

 

Micam Milão vai receber 78 marcas de calçadistas brasileiros

Considerada uma das maiores feiras de calçados do mundo, a Micam Milano, que acontece em Milão entre os dias 15 e 17 de setembro, terá 78 marcas brasileiras. A promoção da participação brasileira é do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). 

A coordenadora de Negócios da Abicalçados, Paola Pontin, que acompanhará a ação ao lado do presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, destaca que o grupo brasleiro, historicamente, é top 3 entre as maiores delegações estrangeiras da feira. “A indústria calçadista verde-amarela enxerga, na Micam Milano, não somente uma grande mostra de negócios, mas também uma oportunidade de posicionamento de marca e de prospecção no mercado internacional, principalmente da Europa e Oriente Médio”, avalia. Com mais de mil marcas expositoras, a Micam Milano recebe mais de 40 mil compradores internacionais de cerca de 100 países a cada edição. 

A edição 98 da Micam Milano marca o retorno dos desfiles de marcas expositoras no evento, ação de grande sucesso que teve um hiato em função da reorganização da feira após a pandemia de Covid-19. Com uma curadoria de moda, os desfiles acontecem diariamente com algumas das principais marcas expositoras da Micam Milano, entre elas 11 brasileiras - Maithë, Satryani, Piccadilly, Modare Ultraconforto, Voices Culture, Arezzo, Guilhermina, Santa Lolla, Perlatto, Ramarim e Schutz.

Moda e Sustentabilidade
A Micam Milano é um grande ponto de encontro do setor calçadista mundial. Aproveitando a estada em Milão, no dia 18 de setembro, Ferreira e Paola participam da ação Moda Sustentável, realizada pela ApexBrasil para destacar a sustentabilidade na indústria da moda verde-amarela. 

Participam da Micam Milano, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas 365 SOFT, Actvitta, Adrun, Anatomic Prime, Anatomic Shoes, Andacco, Andine, Archetti, Arezzo, Beira Rio, BR Sport, ByCool, Camminare, Campesi, Capelli Rossi, Carrano, Cartago, Cecconello, Comfortflex, Cristófoli, Dakota , Degalls, Democrata, DiBorges, Divalesi, Ferracini, Ferricelli, Grendene, Grendha, Guilhermina, Ipanema, Jorge Bischoff, JotaPe, Killana, Kolosh, Kolway, Levecomfort, Leveterapia, LigthGel, Loucos & Santos, Luiza Barcelos, Luz da Lua, Madeira Brasil, Maithë, Melissa, Mississipi, Modare Ultraconforto, Moema, Moleca, Molekinha, Molekinho, Opananken Antitensor, Pegada, Perlatto, Petite Jolie, Piccadilly, Pink Cats, Ramarim, Rider, Santa Lolla, Santinelli, Satryani, Savelli, Schutz, Solis Brasil, Stéphanie Classic, Tabita, Usaflex, Valentina, Variettá, Verofatto, Vicenza, Villione, Vizzano, Voices Culture

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Taxas de frete de contêineres refrigerados têm queda após recuperação no 1º semestre


As taxas de frete de contêineres refrigerados na maioria das rotas marítimas têm diminuído, após uma recuperação significativa no primeiro trimestre do ano. Com isso, o índice global de taxas de frete desses equipamentos da Drewry - que considera uma ampla gama de rotas entre pares de portos - deverá cair ainda mais no terceiro trimestre, em contraste com os doa tipo secos ou padrão, que experimentaram uma forte recuperação desde o início do ano.

Segundo a consultoria, a fragilidade do setor de contêineres refrigerados não é nova. A carga refrigerada, em rotas que normalmente incluiriam o Mar Vermelho, caiu mais de 5% em relação ao ano anterior em 2023, com a maior parte da queda ocorrendo nos três primeiros trimestres daquele ano, muito antes de a frota mercante ser atacada por drones e mísseis dos rebeldes Houthi.

Uma tendência de enfraquecimento também é observada no mercado mais amplo, com um declínio anual de 0,7% no transporte marítimo global de contêineres refrigerados, após um declínio anual de 1,5% em 2022. O que acontecerá com este setor? Esta questão surge espontaneamente dada a recente fragilidade plurianual do setor, após um forte aumento do comércio marítimo de contêineres refrigerados na década de 2010.

Embora as previsões baseadas em modelos possam fornecer orientação, devido aos baixos volumes globais da maioria das mercadorias transportadas em contêineres refrigerados ou porões de carga frigoríficos, um único evento meteorológico ou geopolítico imprevisto pode inviabilizar significativamente qualquer previsão baseada em tendências macroeconômicas, mesmo quando se tem em conta longos períodos de tempo.

Portanto, quanto maior o período de previsão, maior será a incerteza. Para visualizar essa incerteza, Drewry afirma que o grupo de commodities que mais cresceu no transporte marítimo em 2023 foram as frutas exóticas. Em linha com esta tendência, o seu modelo prevê um crescimento positivo para cada ano do período de previsão.

No entanto, se as taxas médias históricas de crescimento anual positivas e negativas (2000-2023) forem aplicadas a cada ano previsto de forma gradual, é evidente que um único ano que não “desempenhe conforme o esperado” pode ter um impacto positivo ou negativo. significativo durante todo o período de previsão.  

Apesar destas incertezas, Drewry ainda vê uma perspectiva global de crescimento positiva para o transporte de contêineres refrigerados nos próximos anos. Contudo, com base nos últimos anos de crescimento medíocre ou mesmo negativo, será importante considerar se está ocorrendo uma mudança fundamental

Décimo lote de pás para o Parque Eólico Coxilha Negra desembarca no Porto de Rio Grande

Com a autorização para o início das operações comerciais dos primeiros aerogeradores pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o parque eólico Coxilha Negra, em Santana do Livramento, caminha a passos largos rumo a conclusão das obras. Das 72 torres previstas no projeto, 41 delas já estão concluídas e quando estiver em operação terá uma capacidade instalada de 302 MW.

O Porto do Rio Grande faz parte do desenvolvimento deste empreendimento, pois é através dele que chegam componentes fundamentais para o funcionamento dos aerogeradores: as gigantescas pás. Produzidas em Caucaia, no Ceará, elas são encaminhadas até o Porto de Pecém, também no estado nordestino, e navegam pela costa brasileira até Rio Grande, onde são descarregadas.

Na última semana chegou ao município o décimo lote de um total de 11 balsas responsáveis pelo transporte de 216 pás. De Rio Grande elas seguem para o último percurso, dessa vez por via rodoviária até a cidade localizada na fronteira com o Uruguai. De dimensões excedentes, a logística de envio é formada por uma série de procedimentos de segurança que envolvem até mesmo batedores.

“Ficamos muito contentes em fazer parte da história de construção deste empreendimento grandioso. Os portos do Rio Grande do Sul têm como principal objetivo ser o hub logístico do Conesul. Os projetos de produção de energia a partir de meios renováveis têm se tornado cada vez mais comuns e foi pensando na possibilidade de nos tornarmos facilitadores e incentivadores de iniciativas como essas que criamos o Port Energy Plataform”, explicou o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

 

Comércio eletrônico no Brasil cresce 4% e alcança R$ 196 bilhões em 2023

O comércio eletrônico no Brasil segue em trajetória de crescimento. Em 2023, o setor movimentou R$ 196,1 bilhões, marcando um aumento de 4% em relação a 2022, quando o volume de negócios foi de R$ 187,89 bilhões. Desde 2016, o e-commerce brasileiro mais que quintuplicou.

Isso é o que mostram os novos dados do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados nesta semana, em Brasília, durante a III Reunião da Câmara de Comércio e Serviços Conectados ao Varejo (FMCS).

Na abertura, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, ressaltou que o e-commerce é fundamental para o desenvolvimento nacional e que a plataforma apresenta informações estratégicas que podem contribuir para o crescimento do comércio brasileiro.

"A plataforma trouxe essa clareza maior do que a gente tem de comércio eletrônico, como está crescendo, como estão os estados e as regiões", ressaltou Moreira. “São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais concentram quase 60% do comércio eletrônico. Isso mostra que nós temos um trabalho muito árduo a fazer, que é o processo de inclusão digital e de distribuição de renda”, completou o secretário, que destacou a redução do desemprego e o aumento do PIB, promovidos no atual governo, como bases importantes para melhorar o poder de consumo das pessoas.

Confira o Observatório do Comércio Eletrônico Nacional

Com base em dados extraídos de Notas Fiscais eletrônica, fornecidos pela Receita Federal, os smartphones seguem como o produto mais vendido no comércio eletrônico nacional em 2023 (R$ 10,3 bilhões), seguido de Livros, brochuras e impressos semelhantes (R$ 6,4 bilhões); televisão (R$ 5,3 bilhões); refrigeradores e congeladores (R$ 5 bilhões); tablets (R$ 4,4 bilhões); e complementos alimentares (R$ 3,7 bilhões).

Embora siga na liderança, o valor com a venda de celulares caiu 43% comparado a 2021, quando o produto registrou R$ 18,1 bilhões em vendas, o maior valor da série histórica do observatório, que tem dados a partir de 2016. Em relação a 2022, quando as vendas somaram R$ 16,9 bilhões, a queda em 2023 foi de R$ 39%.

A lista de produtos mais vendidos varia de estado para estado. Alguns exemplos são calçados em Minas Gerais; aparelhos de ar-condicionado no Espírito Santo; e refrigeradores e congeladores em Santa Catarina e Paraíba. Já automóveis foram o principal produto de Goiás; e livro foi o produto mais comprado no Distrito Federal.

Projeto E-commerce.BR

Os dados do Observatório demonstraram significativas diferenças entre as regiões brasileiras. A região Sudeste continuou a dominar o cenário do e-commerce, concentrando a maior parte das vendas online (73,5%); seguida do Sul (15,2%), Nordeste (7%), Centro-oeste (3%) e Norte (1,3%). Já na análise da região de onde foi feita a compra, a Sudeste foi o destino de 55,6% dos negócios fechados, seguido por Sul (16,8%), Nordeste (15,8%), Centro-oeste (8,3%) e Norte (3,3%).

O MDIC e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) desenvolvem o projeto E-commerce.BR para aumentar a adesão de pequenos negócios ao comércio online. Com previsão de lançamento neste semestre, a iniciativa busca melhorar o desempenho financeiro através de soluções inovadoras, sobretudo em regiões onde o comércio eletrônico ainda está tímido.

Em termos de fluxo de comércio eletrônico, as transações interestaduais são maiores (62%) do que as que ocorreram dentro do próprio estado (38%).

Observatório do Comércio Eletrônico Nacional

Lançado em 2023, o Dashboard é a primeira ferramenta pública a agregar números oficiais do comércio eletrônico no país. Ele compila dados de vendas de empresas para consumidores pessoa física. Até então, boa parte das informações vinha de bases privadas.

O dashboard também permite uma leitura detalhada dos produtos comercializados no nível mais específico de informação possível, com abrangência muito significativa das operações realizadas em território nacional, o que evidencia o seu caráter inovador.

Além da pesquisa por produtos conforme sua classificação na NCM, é possível consultar bens por posição tarifária, ou seja, pelos 4 primeiros dígitos da NCM, e ainda por capítulo – 2 primeiros dígitos da NCM.

 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Cosco Shipping encomenda 12 navios de 14 mil teus para atender rotas na América Latina


A Cosco Shipping Lines assinou um contrato com a Yangzhou Cosco Shipping Heavy Industry em Xangai para a construção de doze navios porta-contêineres bicombustíveis movidos a metanol de 14.000 TEU, especialmente projetados para rotas para a América Latina. A série de navios, projetada em conjunto pela Cosco Shipping Lines, Cosco Shipping Heavy Industry e Instituto Chinês de Engenharia Marinha e Design de Construção Naval, incorpora design inovador e tecnologia avançada.

Os navios têm grande adaptabilidade às rotas, capacidade para contêineres refrigerados, são ambientalmente sustentáveis ​​e possuem funções inteligentes. Os navios possuem 335,9 metros de comprimento, 51 metros de comprimento, proa bulbosa invisível, dispositivos de economia de energia na popa, motores bicombustíveis adequados para metanol para geradores principais e auxiliares, gerador de eixo de ímã permanente de maior capacidade do mundo, carenagem de proa, sistema patenteado de lubrificação a ar e um sistema de navio inteligente.

Além disso, está em conformidade com os padrões de eficiência energética da Fase III dos regulamentos do Índice de Design de Eficiência Energética da IMO (EEDI) e com os regulamentos de segurança cibernética mais recentes. Ao utilizar metanol como combustível, espera-se que estes navios reduzam significativamente as emissões de gases com efeito de estufa, em linha com a visão da IMO de descarbonizar a indústria