quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Complexo de Suape considera Plano de Ajuda Mútua do Porto de Santos modelo a ser adotado

Representantes do Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, conhecido como Porto de Suape, que fica em Ipojuca, em Pernambuco, estiveram no Porto de Santos. A equipe veio conhecer o Plano de Ajuda Mútua do Porto de Santos (PAM), coordenado pela Autoridade Portuária de Santos (APS).

Estiveram na Autoridade Portuária de Santos a Coordenadora de Segurança e Emergência do Porto de Suape, Janaína Silva de Barros, a Gerente do Território Industrial, Rafaela Albuquerque de Miranda, e o Coordenador de Informação Territorial, João Alexandre de Sousa Neto.

De acordo com o presidente do Porto de Suape, Márcio Guiot Braga Martins Pereira, O Porto de Santos foi escolhido para a visita por ser “um modelo que se assemelha ao desejado em Suape, sendo assim, uma oportunidade singular para troca de experiências”.

Na APS, o grupo foi recebido pelo superintendente do gabinete da presidência, André Bonini, representando a diretoria. Pelo PAM, acompanhou a visita o Coordenador Evandro Lourenço, técnico de segurança do trabalho na APS. Também fizeram parte da recepção o Gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da APS, Ernesto Henriques, a Coordenadora Administrativa do PAM de Santos, Natália Simonetti, e o Coordenador de Comunicação Operacional e da Brigada de Emergência da Guarda Portuária, Rogers de Oliveira Germano.

A visita técnica contou com apresentação na APS das atividades e as ações que realizadas pelo PAM do Porto de Santos: treinamentos, simulados, reuniões e forma de interação com os terminais nas emergências.

Durante a visita, a comitiva teve oportunidade de conhecer o Porto de Santos, no qual fizeram um roteiro embarcado pelo estuário, acompanhados do assessor da diretoria de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da APS, Marcos Sabino, e de Jorge Valias de Souza, da Superintendência de Relações Educacionais e Culturais.

 

Terminais paranaenses têm crescimento recorde na movimentação de soja esse ano

O Comex/Stat, sistema oficial do governo brasileiro sobre o comércio exterior, divulgou dados, mostrando um crescimento na exportação de grãos de soja pelos portos paranaenses este ano. Foram 9,41 milhões toneladas de soja movimentadas de janeiro a julho, um crescimento de 16% em relação ao ano passado (8,08 milhões de toneladas). 

Os números apontam um aumento quatro vezes maior que a média nacional, que cresceu apenas 4%, passando de 72,45 milhões de toneladas em 2023 para 75,39 milhões de toneladas em 2024. O principal destino é a China, que recebe 94% do que é exportado pelos portos do Paraná.

“Seguimos com boas perspectivas de resultados para os próximos meses, inclusive para o ano que vem. Existe uma boa expectativa de produção de soja para o ciclo 2024/2025, que começa a ser cultivado em meados de setembro”, pontuou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outro número importante é o de representatividade de variação, que compara a produtividade dos portos brasileiros em relação ao ano anterior. O Porto de Paranaguá foi o que apresentou maior diferença, em toneladas, de movimentação nos sete primeiros meses de 2024 em comparação a 2023.

Este aumento é a chamada representatividade de variação, que, em nível nacional, representa 45% do aumento das commodities em comparação ao ano anterior. De acordo com dados do Comex/Stat, o Porto passou de pouco mais de 8 milhões de toneladas, em 2023, para 9,4 milhões de toneladas em 2024.

Entre os meses de janeiro e julho foram movimentadas 24.751.103 toneladas de produtos para exportação pelos portos paranaenses. O volume é 4% maior que no ano passado (23.810.861 toneladas). Além do grão de soja, o açúcar a granel e contêineres também foram os maiores crescimentos em volume no período.

O açúcar a granel é a segunda commodity a apresentar crescimento no período em relação a 2023. Foram 3.353.828 toneladas movimentadas em 2024, 50% a mais que no ano passado (2.238.921 toneladas). Os destinos principais foram a Indonésia e Irã. 

“O problema de clima na Índia, que é um dos maiores produtores e consumidores de açúcar, fez o país recuar no cenário internacional para atender o mercado doméstico. Com excedente exportável considerável, o Brasil está surfando neste contexto, assumindo, em parte, o mercado de exportação que era da Índia e exportando volume significativo para os próprios indianos. Este ano e no 1º semestre de 2025 praticamente já não temos mais açúcar para vender, já está tudo vendido”, explicou Giovani Ferreira, do Conselho de Administração da Portos do Paraná.

Em terceiro lugar está a movimentação de contêineres. Foram embarcados 461.808 TEUs (medida para 20 pés de comprimento de contêineres) no período, 38% a mais que em 2023 (334.994 TEUs). A carne congelada é a principal commodity demandada, com destaque para o frango e boi.

“Parte deste incremento deve-se ao complexo de carne. A carne de boi tem um volume menor, mas também cresce já a carne de frango apresenta um aumento orgânico. Atualmente, o Porto de Paranaguá é o maior canal de exportação de carne de frango congelada do mundo”, destacou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

De janeiro a junho de 2024, os portos paranaenses alcançaram no total a marca de 33.780.236 toneladas movimentadas, que representa um recorde histórico para o período, 9% a mais em comparação ao primeiro semestre de 2023 (30.898.006 toneladas). Os meses de janeiro, fevereiro, março e junho também alcançaram números expressivos, sendo junho a maior movimentação mensal da história do porto: 6.582.670 toneladas, um aumento de 3% em relação ao recorde anterior, alcançado em dezembro do ano passado (6.376.229 toneladas).

 

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Estados Unidos e China aumentam disputa para expandir influência nas rotas marítimas e portos na Ásia


A Intensificação da concorrência entre a China e os Estados Unidos por rotas marítimas, portos de águas profundas e outros ativos estratégicos, no que o Instituto Lowy chama de um novo “Grande Jogo”, está deixando nações insulares dispersas no meio da disputa através do Oceano Pacífico, relata a Bloomberg . “O cenário geopolítico do Pacífico está cada vez mais sobrecarregado, com múltiplas potências a competir pela influência”, afirmaram os autores do relatório, Mihai Sora, Jessica Collins e Meg Keen.

“A China está expandirndo o seu alcance por meio de relações diplomáticas, projetos de infraestruturas e financiamento para o desenvolvimento, enquanto parceiros tradicionais como a Austrália e os Estados Unidos se esforçam para manter a sua influência.” Neste sentido, Lowy adverte que a nova abordagem estratégica colocará em risco a governação e a transparência, uma vez que oferece aos atores políticos locais a oportunidade de promover interesses estreitos sobre o que melhor serve a população do Pacífico.

A China é hoje um ator importante no Pacífico financiado o desenvolvimento, as relações diplomáticas e infra-estruturas, como portos, aeroportos e telecomunicações. Está também pressionando para desempenhar um papel mais importante em setores-chave como militar, policiamento, conectividade digital e meios de comunicação social, de acordo com o relatório do instituto com sede em Sydney (foto).

Os Estados Unidos e os seus aliados também estão recuperando o atraso. Desde 2017, foram estabelecidas 18 novas embaixadas no Pacífico, incluindo postos avançados dos EUA em Vanuatu e nas Ilhas Salomão, enquanto quatro foram encerradas. A Austrália, que abriu seis novos postos no Pacífico desde 2017, é o único país com presença diplomática residente em todas as nações soberanas do Pacífico.

“O ritmo frenético da aproximação diplomática global ao Pacífico sublinha a intensidade da competição”, disse Lowy. “Mas este compromisso sustentado pode rapidamente sobrecarregar os sistemas locais” e pode não trazer “benefícios tangíveis”. Um dos problemas com a atenção dada às grandes potências no Pacífico é que as necessidades locais, como a redução da pobreza, a educação, os cuidados de saúde e outras áreas-chave, são ignoradas em favor de projetos estratégicos, como os portos de alto mar e as infra-estruturas de comunicações.

Em nível local, os políticos utilizam fundos de desenvolvimento para construir estádios e outros projetos de grande visibilidade, em detrimento de necessidades mais prementes. O número de doadores individuais para o Pacífico aumentou para 82 em 2021, de 31 em 2008, e alguns habitantes das ilhas do Pacífico estão preocupados com a capacidade da arquitetura regional e dos sistemas nacionais para gerir e coordenar esta atividade, disse Lowy. “A extensão da corrupção no Pacífico, incluindo a 'captura' do Estado pelas elites e pelos interesses privados, não registrou qualquer melhoria material ao longo dos anos”, mostrou o relatório Lowy.

Rio Grande realiza embarque de mais de 700 unidades de cargas rodantes

O último final de semana de agosto foi marcado por mais uma operação envolvendo cargas rodantes no Porto do Rio Grande (RS). O navio Tosca, pertencente à companhia Wallenius Wilhelmsen, atracou para o carregamento de 668 veículos da marca Chevrolet, modelo Onix, 20 tratores e seis usinas móveis de asfalto.

Os automóveis serão encaminhados para dois portos da América do Sul, sendo parte deles ao Porto de Pisco, no Peru, e outra parte para o Porto de Cartagena, na Colômbia, que será o mesmo destino dos tratores. Já as usinas móveis de asfalto seguirão para o México e os Estados Unidos, sendo cinco delas para Veracruz e uma para Baltimore.

De janeiro a agosto, o Porto do Rio Grande já realizou a movimentação de 8.131 unidades de cargas rodantes, entre operações de embarque e desembarque. Após deixar Rio Grande, o navio fez ainda uma escala no porto catarinense de São Francisco do Sul antes de seguir viagem em direção à Cartagena. (Fonet: PortosRS)

Ultracargo e Dislub começam operação de bunker no complexo do Suape

A Ultracargo, provedora de soluções logísticas integradas e maior empresa independente de armazenagem de granéis líquidos do Brasil, e a Dislub, do grupo GDE - Grupo Dislub Equador, fecharam parceria para realizar operações de bunker (óleo combustível marítimo) no Porto de Suape, localizado na Região Metropolitana do Recife (PE), que já estão em funcionamento.

O novo serviço confere vantagem mercadológica para companhias do setor marítimo, pois com a nova modalidade de abastecimento o peso disponível nas embarcações para carregar o combustível passa agora a ser contabilizado para transportar mais mercadorias, reduzindo custos e otimizando viagens. Dessa forma, o serviço de bunker estimula a competitividade do atracadouro pernambucano e do Nordeste, beneficiando a cadeia envolvida no negócio, das companhias do setor marítimo e de logística até o consumidor final.

São quatro tanques com capacidade para 10 mil m3 cada um, totalizando 40 mil m3 de armazenagem do combustível disponibilizado pela Ultracargo. O produto é bombeado a partir do terminal da Ultracargo localizado no Porto de Suape para uma barcaça no Píer de Granéis Líquidos (PGL) 1. Após essa etapa, está apta a fazer o abastecimento ao lado do navio.

A operação de bunker foi anunciada, na manhã desta sexta-feira (30), durante solenidade no Centro Administrativo de Suape, que contou com a presença de representantes da Ultracargo (Helano Pereira Gomes, vice-presidente-executivo; Fernando Dihel, diretor-executivo de Negócios; e Marlos Tavares, diretor-executivo Comercial); da Dislub (Humberto Carrilho, acionista; Leonardo Cerquinho, diretor de Desenvolvimento de Negócios; e Antonio Barbará, head de Combustíveis Marítimos);  da estatal portuária (Marcio Guiot, diretor-presidente do porto), além de outros diretores da estatal portuária, de autoridades públicas do setor e de stakeholders do mercado portuário.

 “A parceria firmada com a Dislub certamente contribuirá para o posicionamento estratégico de Suape no mercado nacional. Além disso, o novo negócio reflete nosso compromisso com a inovação e a excelência operacional, pilares fundamentais para o crescimento sustentável da empresa, e com os nossos planos de diversificar a oferta de serviços, beneficiando o potencial competitivo do Brasil”, ressalta Helano Pereira, vice-presidente-executivo da Ultracargo.

Para Leonardo Cerquinho, da Dislub, o serviço chega para preencher uma lacuna. “Por conta da localização e do perfil concentrador de cargas, o Porto de Suape tem demanda natural por bunker e a nova operação vai preencher esse espaço, atendendo às necessidades do mercado com qualidade e eficiência, e fortalecendo nossa presença no setor”, afirma.

Já Marcio Guiot, titular de Suape, considera a operação de bunker mais um atrativo para reforçar o posicionamento do porto como concentrador e distribuidor de cargas do Nordeste e do Norte do país.  “Esperamos a atração de novos clientes e empresas, o que resultará na geração de novos empregos e na consolidação do nosso porto como hub logístico de referência no Brasil.”

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

MSC muda serviços Santana e Carioca para melhorar conexão com a Ásia


A MSC anunciou que os seus serviços independentes ‘Santana’ e ‘Carioca’, que ligam a Ásia à Costa Leste da América do Sul (ECSA) e ao Caribe, serão ajustados. As modificações fazem parte do objetivo da MSC de oferecer uma rede expandida de conectividade direta portuária e tempos de navegação competitivos.

O serviço Santana incluirá uma redução nas escalas tendo em conta que passará a navegar diretamente da Ásia para Cristobal. Além disso, oferecerá maior conectividade com o novo serviço ‘Pecém Feeder’ que liga Manaus via Salvador da Bahia.

A primeira viagem está marcada para 14 de setembro em Yantian com o “MSC Douala VIII” e o itinerário melhorado inclui escalas em: Yantian - Ningbo - Xangai - Qingdao - Busan - Cristóbal - Suape - Salvador da Bahia - Singapura -Yantian. Além disso, para otimizar os itinerários da rede da Ásia para a ECSA, o serviço 'Carioca' irá introduzir uma escala em Navegantes, a fim de expandir a cobertura portuária.

Será adicionada ainda uma escala a mais em Santos, depois do Rio de Janeiro, o que melhorará o tempo de navegação para Santos vindo da Ásia. A primeira viagem está marcada para o próximo dia 16 de setembro saindo de Qingdao com o “MSC Siya B” e o itinerário completo é: Qingdao - Busan - Ningbo - Xangai - Shekou - Singapura - Colombo - Rio de Janeiro - Santos - Paranaguá - Navegantes - Imbituba - Itajaí - Santos - Itaguaí - Colombo - Singapura -Qingdao.

Encontro promove degustação do atum brasileiro em Buenos Aires

A capital argentina, Buenos Aires, foi palco, nessa semana, de um evento promocional para destacar o atum brasileiro, um dos pescados mais importantes e comercialmente valiosos do nordeste do Brasil. O encontro reuniu apreciadores e representantes de renomados restaurantes, além de empresas interessadas na importação desse pescado, que se destaca por ser capturado de forma artesanal e em conformidade com as regras de sustentabilidade, um diferencial que agrega valor ao produto.

A degustação do atum brasileiro foi preparada por um renomado chef de alta gastronomia da Argentina, comprovando a alta qualidade e frescor do produto. Durante o evento, foi realizada também uma rodada de negócios entre importadores e exportadores, que gerou ótimas perspectivas para futuras parcerias comerciais.

A promoção do atum brasileiro visa ampliar o mercado na Argentina e diversificar a pauta exportadora do Brasil, fortalecendo o comércio internacional do setor pesqueiro. O evento contou com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embaixada do Brasil na Argentina.

O secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, esteve presente no evento e, durante sua missão à Argentina, também participou de reuniões com representantes do governo do Estado de Mendoza para discutir cooperação comercial e técnica, incluindo fertilizantes, além de encontros com o setor de borracha natural para tratar da participação do Brasil neste mercado.