segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Porto de Santos não autoriza armazenagem de produtos perigosos para a cabotagem

         O Porto de Santos não autoriza o armazenamento de produtos perigosos para a cabotagem, surpreendendo alguns executivos do setor, como Gésio Pereira, gerente de projetos da Johnson. O executivo diz que a restrição de produtos perigosos para a cabotagem no porto foi uma grande surpresa, já que gera um novo custo para a companhia.
         Segundo o executivo, a empresa, atualmente, possui uma rota de Manaus – Cajamar, onde se localiza o centro de distribuição, e, nesta, a cabotagem faz todo o sentido. Pereira explica que em 2011 foi feito embarques testes por meio da cabotagem, porém, o modal não se tornou viável por ser mais caro que o transporte pela estrada. No ano seguinte, na rota Manaus-Santos, a empresa voltou a tentar a cabotagem.
          O gerente conta ainda que com o CD (Centro de Distribuição) operando com capacidade máxima, a companhia tinha que transportar uma grande quantidade de contêineres e ainda lidar com os custos extras como, por exemplo, a restrição de armazenamento de produtos perigosos em Santos. Novamente, a cabotagem não se tornou viável. Em 2013, porém, o CD principal da empresa foi para Cajamar e a principal operação da Johnson, entre Manaus – Santos, teve uma auditoria que ainda precisava lidar com novas regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para transportar as cargas.
        A partir desta nova realidade, a empresa passou a olhar novamente para a cabotagem, fato que hoje levou a empresa a estar em fase de testes e ajustes de estoque e operacionais para definir o uso do modal. “No ano que vem, devemos estar operando 100% com a cabotagem e isso só não aconteceu antes, por conta da restrição de armazenamento de cargas perigosas em Santos, o que encarecia nossa movimentação, mas estamos apostando no modal e acreditamos que em 2016, pelo menos 10% da nossa carga estará neste modal”, relata.

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