terça-feira, 8 de setembro de 2015

Governador do Maranhão, quem diria, espera que o estado "não se transforme no Rio Grande do Sul"

       O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), quem diria, usou a crise econômica por que passa o Rio Grande do Sul como exemplo para negar aumento aos servidores estaduais. Na mensagem, enviada pelo twitter, ressalvou, no entanto, ser solidário às demandas do funcionalismo. A mensagem foi publicada no perfil do político no sábado.
      Ao justificar a negativa aos pedidos de aumento dos servidores do Maranhão, Dino (foto) argumentou com a crise financeira por que passa o executivo gaúcho. "Sobre as demandas de servidores públicos, estamos fazendo o máximo. Mas devo zelar para que o Maranhão não se transforme no Rio Grande do Sul", tuitou Dino.
       A crise fiscal e financeira esse ano levou o governador José Ivo Sartori a atrasar o pagamento do salário do funcionalismo gaúcho e a dar calote na dívida com a União. Segundo estimativa da Secretaria Estadual da Fazenda, o Rio Grande do Sul deve fechar 2015 com um rombo de R$ 5,4 bilhões nas contas.
       O governador maranhense, em entrevista a uma emissora de rádio, na segunda-feira, 6, explicou sua mensagem. "As demandas acumuladas aqui chegam a R$ 5 bilhões. É impossível pagar e por isso fiz o alerta no Twitter", esclareceu Dino. O Maranhão, aliás, nas últimas décadas subiu uma posição no ranking dos estados brasileiros: ultrapassou o Piauí e se tornou o estados mais pobre do país.

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