Os dados de comércio da China divulgados no fim de semana
aparentemente confirmaram a expectativa do mercado de que a demanda
continuará fraca no maior mercado do mundo para commodities industriais.
"Enquanto a China preocupar, os temores com a zona do euro e a força do
dólar dominarem as manchetes, o sentimento nos mercados de metais será
fraco", disse Casper Burgering, economista sênior do ABN Amro Bank.
As
exportações chinesas caíram 8,3% em julho, na comparação com igual mês
do ano passado, revertendo alta de 2,8% no ano em junho, segundo dados
oficiais. As importações recuaram pelo nono mês consecutivo, em queda de
8,1% em julho ante igual mês de 2014, pior que a baixa de 6,1% de
junho.
As preocupações com a economia da China tiveram
impacto durante o pregão na Ásia, pressionando os preços de metais
industriais como alumínio e cobre, já próximos de mínimas em vários
anos. O petróleo está perto das mínimas em quatro meses.
Os
dados comerciais são a notícia negativa mais recente para o setor de
commodities da China. O mercado também se preocupa com a demanda na
Europa e com a possibilidade de que uma alta de juros nos EUA valorize
mais o dólar, o que elevaria os custos dos importadores de commodities
detentores de outras moedas, incluindo os da China.
A volatilidade no
mercado de ações chinês também pesa sobre os mercados globais de
commodities nas últimas semanas, ainda que nesta segunda-feira o índice
Xangai Composto tenha avançado 4,9% - os dados fracos levaram
investidores a apostar que Pequim deve anunciar mais estímulos à
economia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário