segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Queda no comércio da China confirma expectativa de que demanda por comodities continuará fraca

        Os dados de comércio da China divulgados no fim de semana aparentemente confirmaram a expectativa do mercado de que a demanda continuará fraca no maior mercado do mundo para commodities industriais. "Enquanto a China preocupar, os temores com a zona do euro e a força do dólar dominarem as manchetes, o sentimento nos mercados de metais será fraco", disse Casper Burgering, economista sênior do ABN Amro Bank.
       As exportações chinesas caíram 8,3% em julho, na comparação com igual mês do ano passado, revertendo alta de 2,8% no ano em junho, segundo dados oficiais. As importações recuaram pelo nono mês consecutivo, em queda de 8,1% em julho ante igual mês de 2014, pior que a baixa de 6,1% de junho.
         As preocupações com a economia da China tiveram impacto durante o pregão na Ásia, pressionando os preços de metais industriais como alumínio e cobre, já próximos de mínimas em vários anos. O petróleo está perto das mínimas em quatro meses.
        Os dados comerciais são a notícia negativa mais recente para o setor de commodities da China. O mercado também se preocupa com a demanda na Europa e com a possibilidade de que uma alta de juros nos EUA valorize mais o dólar, o que elevaria os custos dos importadores de commodities detentores de outras moedas, incluindo os da China. 
       A volatilidade no mercado de ações chinês também pesa sobre os mercados globais de commodities nas últimas semanas, ainda que nesta segunda-feira o índice Xangai Composto tenha avançado 4,9% - os dados fracos levaram investidores a apostar que Pequim deve anunciar mais estímulos à economia.

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