quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Porto de Paranaguá completa quatro anos sem filas de caminhões para descarregar

       O Porto de Paranaguá completa em agosto quatro anos consecutivos sem filas de caminhões para descarregar grãos. Apesar do aumento do fluxo de veículos e do crescimento das exportações, o problema foi extinto. Nos momentos mais críticos, as filas chegaram a mais de cem quilômetros. Em março de 2003, quatro mil caminhões ficaram dias parados no acostamento da BR-277 esperando para chegar ao pátio de triagem do porto.
       “Era um problema histórico”, lembra o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. “Mas acabar com o caos nas estradas de acesso ao porto foi um compromisso assumido por esta gestão e que cumprimos.” O último registro das filas é de agosto de 2011. De janeiro a julho daquele ano, o porto recebeu 182 mil caminhões. Neste ano, foram 233 mil veículos carregados de grãos, um crescimento de 28%.
       O fim das filas foi possível com a adoção de uma série de medidas operacionais do início ao fim da cadeia logística do escoamento da safra agrícola. A primeira medida foi a reformulação do sistema Carga Online. Cada terminal passou a ter um número máximo de caminhões liberados para sair do campo e ir para Paranaguá. Com a carga cadastrada no sistema, os caminhoneiros recebem uma mensagem pelo telefone celular com orientações e a autorização para descarregar em Paranaguá. A consulta das cargas cadastradas também pode ser feita pelo site da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
       Com o sistema de agendamento, os terminais passaram a ser valorizados pela produtividade e só passaram a descer para Paranaguá os caminhões com cadastro feito e com garantia de vaga no Pátio de Triagem e janela para descarregamento. “Foi um trabalho de aproximação e diálogo com o campo. Hoje, temos condições de atender todo mundo e dar eficiência ao descarregamento dos caminhões”, afirma o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino (foto). Na outra ponta, as regras para atracação dos navios também foram alteradas. Os operadores com melhores índices de produtividade passaram a ter preferência no embarque de grãos, diminuindo o tempo de espera das embarcações e acelerando o escoamento da safra.

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