Uma missão de técnicos do México visitará plantas de frangos e perus
no Brasil, com o objetivo de avaliar a habilitação de novas unidades
exportadoras. E o país conseguir ampliar este acesso poderá abocanhar
uma lacuna deixada pelos Estados Unidos que, com o Brasil, domina as
exportações globais de carne de aves.
Como diversas granjas norte-americanas enfrentam
um surto de gripe aviária que já provocou a morte de mais de 48 milhões
de animais, causando prejuízo bilionário e embargos internacionais, os exportadores brasileiros poderão se beneficiar da situação. O
Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) está reduzindo por causa da doença
as estimativas das exportações de carne de aves do país em 2015 e em
2016, sendo que o México é o principal importador da sua produção.
No início de julho, o México renovou, até março de 2016, a
habilitação de cinco estabelecimentos brasileiros exportadores de carne
de aves. Na época, o Ministério da Agricultura informou que o potencial
de comércio para a carne de frango in natura brasileira no México é de
US$ 315,7 milhões, o que representaria 244 mil toneladas.
As exportações brasileiras totais de carne de frango devem encerrar
2015 com um total de 4,3 milhões de toneladas embarcadas, estima a ABPA
(Associação Brasileira de Proteína Animal), o que significa crescimento
de 5% na comparação com o volume exportado em 2014. A produção deve
atingir 13 milhões de toneladas ao fim do ano, crescimento de 3% em
relação à 2014.
Nenhum comentário:
Postar um comentário