segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Exportações podem atenuar queda no mercado interno de carros

       O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse hoje (17) que a retirada de descontos ou isenções do Imposto Sobre a Propriedade Industrial (IPI), não significa necessariamente a perpetuação de vendas fracas e de corte de pessoal na indústria automobilística. O Brasil, segundo ele, pode se contrapor a esse cenário negativo por meio da adoção de medidas estruturais e de estímulos às exportações.
         O incentivo governamental ao aumento das vendas de automóveis e comerciais leves, por meio de corte do IPI, entrou em vigência em maio de 2012, mas foi revogado pelo governo no início de 2015 para evitar perda de receita tributária.
       Durante palestra no Workshop Planejamento Automotivo 2016, que ocorre no World Trade Center, em São Paulo (SP), Moan disse que, apesar da redução nas vendas de veículos, observada nos últimos meses, a confiança do setor, no futuro do mercado, "não cessou em nenhum minuto".
       O sinal mais evidente dessa confiança, conforme observou, é que não houve cortes nos investimentos. "Em julho, tivemos a confirmação de R$ 7,8 bilhões de novos investimentos não só na modernização de fábricas como na criação de centros de engenharia automotiva", destacou.

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