O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de
Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse hoje (17) que a retirada de
descontos ou isenções do Imposto Sobre a Propriedade Industrial (IPI), não
significa necessariamente a perpetuação de vendas fracas e de corte de pessoal
na indústria automobilística. O Brasil, segundo ele, pode se contrapor a esse
cenário negativo por meio da adoção de medidas estruturais e de estímulos às
exportações.
O incentivo governamental ao aumento das vendas de automóveis
e comerciais leves, por meio de corte do IPI, entrou em vigência em maio de
2012, mas foi revogado pelo governo no início de 2015 para evitar perda de
receita tributária.
Durante palestra no Workshop Planejamento Automotivo 2016,
que ocorre no World Trade Center, em São Paulo (SP), Moan
disse que, apesar da redução nas vendas de veículos, observada nos últimos
meses, a confiança do setor, no futuro do mercado, "não cessou em nenhum
minuto".
O sinal mais evidente dessa confiança, conforme observou, é
que não houve cortes nos investimentos. "Em julho, tivemos a confirmação
de R$ 7,8 bilhões de novos investimentos não só na modernização de fábricas
como na criação de centros de engenharia automotiva", destacou.
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