quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Dólar mais valorizado ainda não refletiu nas exportações de calçados
A cotação do dólar mais valorizada dos últimos 12 anos ainda não refletiu nas exportações de calçados. Em julho, o embarque 9,5 milhões de pares gerou US$ 80 milhões, número que, apesar de levemente superior ao registro do mês anterior (US$ 78,48 milhões) ficou 7,2% abaixo do registro do mesmo mês do ano passado (US$ 86,36 milhões). No acumulado de janeiro a julho deste ano, os calçadistas embarcaram 65,6 milhões de pares que geraram US$ 544 milhões, quantia 10,6% menor do que o auferido no mesmo período de 2014 (US$ 608,72 milhões).
O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, previu que esse reflexo deve ocorrer no último trimestre, quando os pedidos de primavera-verão chegam aos respectivos destinos. “Os contratos são fechados com antecedência de três ou mais meses, então o que está chegando hoje aos destinos ainda não foi negociado com os patamares mais elevados da moeda norte-americana”, explicou.
Segundo Klein, a expectativa é de encerrar o ano com uma recuperação nos embarques. “Os exportadores serão auxiliados pelo câmbio, e também pelas recuperações em alguns dos principais mercados”, projetou o executivo, ressaltando os negócios realizados nas mostras internacionais como GDS, na Alemanha, e IFLS/Colombiamoda, na Colômbia, que devem gerar mais de US$ 23 milhões em pedidos. “Tivemos participações positivas nessas feiras, e teremos outras mostras internacionais como a theMicam, na Itália, e a FN Platform, nos Estados Unidos”, acrescentou.
Entre janeiro e julho deste ano, o principal destino do calçado do Brasil foram os Estados Unidos, para onde foram embarcados 6 milhões de pares, que geraram US$ 106,17 milhões, 0,9% menos do que no mesmo período de 2014 (US$ 107,14 milhões). O segundo foi a Argentina, que apesar da crise, importou 3,66 milhões de pares, e receitas de US$ 36,9 milhões, 16,2% menos que no ano passado (US$ 44 milhões). Depois, a França, que importou 5,4 milhões de pares por US$ 35,25 milhões (queda de 5,4% ante 2014) e a Bolívia, que comprou 3,64 milhões de pares por US$ 27,9 milhões (alta de 11,5% frente ao ano passado). O destaque foram os Emirados Árabes, para onde foram enviados 1,3 milhão de pares que geraram US$ 14,53 milhões, 34% mais do que em 2014 (US$ 10,8 milhões).
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