A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo e
Biocombustíveis, Magda Chambriard, afirmou nesta quinta-feira (13) a parlamentares da
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que o pré-sal
não está ameaçado pelo patamar do preço do barril de petróleo, hoje
pouco abaixo dos US$ 50.
Magda participou de uma sessão da
Comissão Parlamentar de Inquérito da Alerj sobre possíveis perdas que o
estado do Rio sofreu nos últimos dez anos com problemas de gestão na
Petrobras.
"A gente ainda terá pré-sal viável. Não estou
enxergando nenhuma ameaça ao pré-sal", disse, acrescentando que o
preço do petróleo precisa ter uma queda maior para inviabilizar a
produção. "Nesse momento, o patrimônio pré-sal parece garantido,"assegurou.
Segundo ela, com a permanência de valores menores do
barril de petróleo no mercado internacional, a tendência é que os
prestadores de bens e serviços reduzam seu preço. "A alta do câmbio atenua a queda do preço do barril. É um
efeito que mais ou menos se compensa," explicou Magda.
A diretora da ANP observou que da evolução do preço de 1970 para cá, esses patamares de 100
dólares são exceção e não regra. "Desde os anos 1980, temos 16 anos em
que o preço médio do petróleo foi menor que 60 dólares por barril [em
preços corrigidos]", lembrou.
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