quinta-feira, 9 de julho de 2015

Programa de concessões em infraestrutura discute mudanças para estimular a cabotagem

       O programa de concessões em infraestrutura do governo federal, em sua segunda etapa, vai discutir mudanças na navegação de cabotagem, com o objetivo de reduzir custos logísticos no país. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, havia pedido para que as medidas fossem anunciadas junto com o pacote, o que acabou não ocorrendo. Contudo, a questão não foi abandonada.

       Existem duas frentes de discussão dentro do executivo que buscam incentivar a cabotagem: uma no próprio Ministério da Agricultura, e outra na Secretaria de Portos (SEP), em conjunto com o Banco Mundial, coordenada também com os ministérios dos Transportes, Planejamento, Fazenda e Marinha. A tendência é que elas acabem convergindo, à medida em que as propostas amadurecerem.

       O problema é que muitas das propostas têm impacto nas contas públicas, principalmente na forma de redução de impostos. E, num momento em que a área econômica discute o aprofundamento do ajuste fiscal, são poucas as chances de sucesso de propostas que vão na direção oposta. As discussões ainda não chegaram ao ponto de avaliar, com a área econômica, o que é ou não factível no curto prazo.

       O trabalho da SEP lista 31 barreiras que impedem o desenvolvimento da navegação de cabotagem no Brasil e propõe medidas em quatro “linhas estratégicas”. A de número 4, que lista incentivos ao uso desse tipo de transporte, propõe redução de 70% no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da contribuição patronal ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Sugere também que haja “condições fiscais vantajosas às empresas para a carga movimentada mediante serviços de cabotagem”.

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