As indústrias do Ceará, passando por um período difícil, marcado
pela queda na produção e nas vendas, pediu ao
governo federal a prorrogação da isenção do Adicional de Frete Renovação
da Marinha Mercante (AFRMM) para empresas instaladas nas regiões Norte e
Nordeste. Em vigor desde 1997, o benefício representa uma dedução de
25% no valor do frete das mercadorias importadas pelas empresas no modal
marítimo e irá expirar em 31 de dezembro deste ano.
A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado,
Nicolle Barbosa, advertiu que a não prorrogação do incentivo afetaria fortemente, no Ceará, segmentos como o de calçados, aço, cimento e alimentos, além
dos setores têxtil, químico e o agronegócio. Explicou
que a interrupção do benefício não apenas prejudicaria as empresas já
instaladas, mas também tornaria mais difícil a atração de
novos empreendimentos, por conta dos custos maiores de produção.
"E essa
isenção também vale para a importação de máquinas e equipamentos.
Então, seria um obstáculo para a modernização da nossa indústria",
ressaltou Nicolle. A secretária disse que a decisão de prorrogar o incentivo
depende do governo federal. Argumentou, ainda, que as
isenções se justificam pelo fato de o Norte e o Nordeste apresentarem
menor desenvolvimento econômico que as demais regiões do Brasil. "O
término dessas isenções poderá comprometer ainda mais a competitividade
da nossa região, afetando a nossa economia e a geração de emprego e
renda", acrescentou.
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