Os escândalos envolvendo casos de corrupção
na Petrobras atingiram a Refinaria Abreu e Lima e o
Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Complexo Industrial e Portuário de
Suape. Aproximadamente 45 mil trabalhadores foram dispensados, número bem acima
do que estava previsto quando a obra de construção dos dois
empreendimentos estivesse concluída.
Foram necessários poucos meses e algumas investigações
para que os sonhos e planos traçados por milhares de trabalhadores
afundassem. Em março de 2014, a Operação Lava Jato começava a revelar o
esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras e
importantes empreiteiras e políticos de todo país. A empresa suspendeu
negócios com várias fornecedoras.
Os primeiros efeitos da crise
logo respingaram nas empresas implantadas para dar suporte à Refinaria
dentro do projeto polo petroquímico de Suape. O EAS, um dos
empreendimentos considerados âncoras do projeto e que faria ressurgir a
indústria naval de Pernambuco, praticamente naufragou diante dos
escândalos.
O contrato da empresa com a
Sete Brasil, companhia criada pela Petrobras para gerenciar a compra de
navios sonda para o pré-sal, passou a ser descumprido depois que ela
apareceu entre as envolvidas na Operação Lava Jato. A Sete suspendeu os
pagamentos e o EAS começou a ter dificuldade para concluir as
encomendas.
Como um efeito dominó, empresas fornecedoras também
foram atingidas. Uma metalúrgica que fabricava partes dos navios
construídos espera a quitação de um débito de R$600 mil só do EAS. Dutos
de ventilação encomendados pela Refinaria Abreu e Lima também não foram
pagos e começam a enferrujar no pátio da empresa. Com a situação, a
empresa se viu obrigada a fechar as portas e encerrar as atividades.
Nenhum comentário:
Postar um comentário