sexta-feira, 10 de julho de 2015

Porto de Rio Grande consegue mais prazo para regularizar situação de áreas dentro do complexo

       A Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) conseguiu junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) uma extensão no prazo (encerrado em junho) para regularizar a situação de algumas áreas dentro do complexo portuário. Foram concedidos mais 60 dias para continuar os procedimentos de adequação. O diretor da Antaq, Fernando Fonseca, confirmou que a instituição está trabalhando no sentido de ajustar esses espaços. 

         "É uma demanda que vem há algum tempo e o nosso departamento de fiscalização tem atuado no sentido de que o porto tome as medidas cabíveis para regularizar essas ocupações", destacou o dirigente. A questão atinge terrenos aproveitados por grupos como os estaleiros Rio Grande (da Ecovix), QGI e EBR (em São José do Norte) e por companhias como Braskem, Petrobras, GM e Amoniasul. Resumidamente, são acordos vencidos ou cuja a forma de contratação é contestada.

        O entendimento do poder concedente é que precisa haver onerosidade (para os que não pagam no momento, como é o caso dos estaleiros), e, nos que desembolsam alguma quantia, os contratos precisariam ser revistos. Fonseca reforça que é importante que essas áreas estejam devidamente normalizadas. "O objetivo é não criar dificuldades para resolver todos esses encaminhamentos", reitera o diretor da Antaq. O dirigente ressalta que essa é a intenção dos governos gaúcho e federal. Ainda não há detalhes de como será o processo de regularização, porém será constituída uma força tarefa para tratar do assunto.

       O diretor técnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari, disse que o posicionamento da Antaq agrada à Superintendência do Porto do Rio Grande. "Entendemos que esse tema está bem orientado", comentou. Até uma definição sobre a questão, a opinião de Tartari é que as operações dos empreendimentos deverão continuar normalmente. "Porque está se trabalhando na solução, não há incompatibilidade, há uma harmonia no sentido de buscar uma resposta", esclareceu.

       Sobre a expectativa de movimentação de cargas no porto do Rio Grande para este ano, o diretor admitiu que as importações sofreram impactos. Porém, devido às exportações, com o dólar em um patamar vantajoso para essa atividade e a boa safra de grãos, a perspectiva é que ocorra um equilíbrio no saldo total. Ou seja, o resultado deve ser próximo ao registrado no ano passado, quando foram atingidas em torno de 34,5 milhões de toneladas.

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