sexta-feira, 10 de julho de 2015

Porto no Piauí está em construção há 40 anos e não tem prazo para ficar pronto

       O Porto de Luiz Correia, o único do Piauí, poderia entrar para o Guiness, como a obra portuária mais demorada do mundo, há 40 anos em execução, e sem previsão de conclusão. Mas a situação não tem nada de cômica, de fato é um entrave para as exportações locais. Mesmo sem a perspectiva imediata da inauguração do terminal, o estado se prepara para ter sua primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE), área de livre comércio onde as empresas com produção voltada para o mercado internacional irão atuar. A unidade fica em Parnaíba, no Litoral.

       Segundo o governo, as empresas receberão incentivos tributários, cambiais e administrativos. Apesar do estímulo, empresários que se instalarão na ZPE lamentam a ausência de um porto para escoar a produção e temem o aumento nos custos. O Piauí é o único estado do Brasil que não tem um terminal marítimo. A obra está parada desde 2011. Diante disso, a distribuição da produção na ZPE será feita pelos portos de Pecém, no Ceará, que fica 471 Km, ou pelo porto de Itaqui em São Luís, a 434 Km. Enquanto isso, a estrutura enferrujada onde deveria ser o terminal em Luís Correia fica a 20 Km. Empresários, como o cearense Marcelo Passos que acreditou no investimento da área de livre comércio, temem que os valores de escoamento tenham um reajuste considerável. A empresa dele foi a primeira a se instalar na Zona de Processamento de Exportação piauiense. Ele pretende exportar cera de carnaúba a partir de setembro deste ano.

       “O custo de frete terrestre é mais caro que o marítimo então você exportando uma mercadoria do porto de Luís Correia teria um custo de logística muito inferior do que levando para o porto de Pecém. O ideal seria que a distribuição fosse feita através do porto que fica a poucos quilômetros da ZPE”, comentou o empresário. Além da fábrica de Marcelo, outras nove indústrias já apresentaram cartas de intenção para também investir na ZPE, mas somente três foram aprovadas. Nesta etapa, os ramos industrias que serão contemplados são: fármaco químicos, cera de carnaúba, babaçu, couros e peles, alimentos, pedras preciosas e minérios, biocombustíveis e empresas para o segmento de serviços na área de tecnologia da informação.

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