O presidente recém-eleito do Uruguai,
Tabaré Vázquez, em seu primeiro discurso à nação, anunciou que vai criar um sistema nacional de
infraestrutura para direcionar investimentos públicos e privados no país. Disse que a
prioridade em sua administração será para expandir redes de
rodovias e ferrovias, juntamente com os portos e aeroportos em
desenvolvimento. Segundo o presidente, melhorar as ferrovias do Uruguai
iria ajudar a conectar os principais portos do sul para os departamentos (regiões administrativas do país)
agrícolas do interior, bem como os centros industriais do sul do Brasil.
Segundo um relatório de 2013 da câmara de construção do
Uruguai, o país deve investir cerca de US$ 1,13 bilhão em seu sistema
ferroviário ao longo dos próximos 15 anos para atender à demanda de
transporte. Em relação aos portos, o ex-presidente, José Mujica (do mesmo partido, a Frente Ampla, do atual chefe do executivo), tinha grandes
planos para um porto de águas profundas em Rocha, mas o projeto foi
paralisado em sua fase inicial de planejamento. O ex-presidente revelou em entrevista no meio do ano passado, que o projeto poderia ser financiado pelo BNDES, notícia que repercutiu mal no Brasil.
A partir desta nova situação, Mujica voltou então suas baterias para outras
nações, incluindo os vizinhos latino-americanos e os Estados Unidos, que manifestaram interesse em investir os cerca de US$ 1 bilhão no projeto do superporto de Rocha, que surgiria como um hub port do Mercosul. O projeto também encontrou, desde o início, resistência junto a grupos ambientalistas uruguaios.

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