quarta-feira, 4 de março de 2015
Movimentações no porto de Rio Grande começam a se normalizar com o fim da greve dos caminhoneiros
A suspensão dos bloqueios em rodovias pelos caminhoneiros ontem permitiu a retomada a partir de hoje da normalização das atividades de movimentação da produção em todo o Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul, um dos estados mais atingidos pela ação de protesto. Os caminhões voltaram a operar no Tecon Rio Grande, nesta terça à tarde, depois de quase uma semana sem entregar cargas. No terminal graneileiro Termasa/Tergrasa a expectativa é de que seja necessário em torno de uma semana para normalizar as operações. "Recebemos até 400 caminhões por dia e não estava chegando quase nada", revelou o gerente do terminal, José Antonio Mattos da Silva. Durante a paralisação, foram embarcadas mercadorias que estavam em estoque. Ontem, no final da tarde, havia seis navios graneleiros aguardando para atracar. O presidente da Agas (Associação Gaúcha de Supermercados), Antonio Cesa Longo, garantiu que apesar das dificuldades não há desabastecimento. "Pode faltar alguma marca específica ou um ou outro produto, mas não há crise", assegurou. O presidente da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn, disse que reconhece as dificuldades pelas quais passam os caminhoneiros e sugeriu o diálogo como forma de solução aos bloqueios. O presidente da Fiergs, Heitor Miller, calculou as perdas provocadas pelos bloqueios em R$ 4,6 bilhões. "Isso leva a uma queda do faturamento e menos impostos a serem recolhidos, está faltando diesel para movimentar máquinas e colher lavouras", advertiu o dirigente. O movimento dos caminhoneiros suspendeu os bloqueios, que já estavam enfraquecidos no resto do país, dando uma "trégua" ao governo federal até o dia 10, quando o Palácio do Planalto prometeu responder as exigências dos caminhoneiros de redução no preço do combustível fixação de uma tabela de valor mínimo para o frete.
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