quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Mudanças no consumo britânico de frutas obrigam exportadores a adotar novas rotas para o mercado
Os
exportadores de produtos frescos para o Reino Unido, por causa de mudanças no consumo e na oferta de frutas, obrigaram-se a questionar as
atuais rotas para o mercado. O diretor de Supply Chain da Peel
Ports, Gary Parkinson, explicou que o aumento das importações de contêineres
refrigerados e a distribuição mais direta aos varejistas são algumas das
mudanças que estão ocorrendo no mercado britânico e significam
que os exportadores precisam reconsiderar como chegar aos principais
clientes. Outro ponto urgente é como reduzir o risco de impacto sobre a
qualidade de seus produtos. Segundo ele, as tendências vividas hoje podem significar que os
exportadores terão de analisar e redesenhar sua rede de abastecimento,
especialmente quando se olha para distribuição interna, que também tem
grande influência sobre a localização do ponto de entrada em um país. “A
menos que entendam o que acontece com seus produtos quando saem do
cais, as empresas podem sair prejudicadas pelas mudanças que estão
ocorrendo agora,"argumentou. Do montante de produtos frescos que chegaram ao país europeu no ano
passado, 74% foi transportado em contêineres, em comparação a 52% há 10
anos. Também em 2014, o comércio via contêineres refrigerados atingiu
100 milhões de toneladas. Essas alterações no comércio são reflexo do aumento de 17% registrado
no consumo de frutas e legumes frescos no Reino Unido ao longo dos
últimos 15 anos, e também do crescimento das importações em 33% durante o
mesmo período, enquanto a produção doméstica britânica caiu. Ao mesmo tempo, há mudanças na forma como os produtos chegam aos
consumidores. O modelo tradicional de entrada via portos do sudeste da Grã-Bretanha e o múltiplo manuseio antes de chegar a centros de
distribuição regionais devem ser substituídos por uma rota mais direta
para o mercado, com as importações indo direto do porto para o
processador. Essa opção de rota mais direta será facilitada, em parte, pela
abertura do Liverpool2, um novo terminal de contêineres de águas
profundas, prevista o fim de 2015. O Liverpool2 permitirá que produtos
frescos do hemisfério sul sejam importados diretamente para o norte da
Inglaterra pela primeira vez em décadas. O novo terminal Liverpool2
oferecerá 600 pontos de refrigeração, com mais 300 disponíveis no porto
atual.
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