quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

WTorre está em litígio com a Goodman, da Austrália, por causa da construção e comercialização de galpões industriais




A Construtora WTorre, depois das brigas com o Palmeiras para erguer a Arena do clube paulista em São Paulo (SP), está envolvida em outro litígio. Agora o embróglio é com a WTGoodman, joint venture com a Goodman, da Austrália e é relacionado com a construção e comercialização de galpões industriais. A multinacional da Oceania está decidida a romper a parceria e deixar o negócio por conta dos sucessivos atritos com Walter Torre. Os desentendimentos começaram já no início da joint venture, em 2013, por conta da demora na entrada do primeiro galpão, um ano após a criação da empresa.  Na mesma época, a WTGoodman perdeu a disputa pela compra de ativos da BR Properties, que acabaram vendidos à Global Logistic Properties, de Cingapura, por R$ 3 bilhões. Até hoje, a Goodman não digeriu a derrota. Os australianos jogam o revés na conta da WTorre, que é acionista da própria BR Properties. Ao se associar à empresa, a Goodman acreditou que tinha pavimentado o caminho para ficar com os ativos. Os australianos, contudo, acusam os parceiros de não terem se envolvido na operação conforme esperado e de terem adotado uma postura excessivamente cautelosa na definição da oferta apresentada à BR Properties. Com isso, hoje a WTGoodman tornou-se uma nanica no mercado brasileiro se comparada à GLP. Conta com apenas cinco galpões industriais no país, contra 34 do grupo asiático. O relacionamento entre os dois acionistas da WTGoodman piorou de vez durante o processo de montagem de um fundo imobiliário de R$ 1 bilhão, lastreado em galpões ainda a serem construídos. De novo, a WTorre teria se negado a colocar a mão na carteira, não cumprindo a sua cota no valor que deveria ser aportado pelos acionistas. Além disso, a construtora teria jogado para cima dos australianos a responsabilidade pela captação da maior parte dos recursos junto a parceiros internacionais. Originalmente, o lançamento do fundo imobiliário da WTGoodman estava previsto para fevereiro. No ritmo que as coisas vão, pode ser que até lá WT e Goodman sejam dois nomes separados por um espaço. A  WTGoodman não quis se manifestar sobre a questão.

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