terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Petróleo com preços baixos deixa dúvidas sobre viabilidade econômica do pré-sal

A queda dos preços do petróleo, que chegaram ao menor valor em quase seis anos, começa a despertar dúvidas sobre a viabilidade econômica da exploração do óleo da camada do pré-sal. O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, afirmou que a rentabilidade na área de concessão gira em torno de um barril entre US$ 40 e US$ 45. Incluindo infraestrutura, esse valor sobe para um pouco mais de US$ 50.
A cotação internacional do petróleo, do tipo Brent, negociado em Londres, recuou ontem 5,9%, a US$ 53,11, segundo dados da Bloomberg, o menor patamar desde 1 de maio de 2009. Já o WTI, em Nova York, teve queda de 5%, a US$ 50,04, a menor cotação desde 28 de abril de 2009. Na mínima do dia, atingiu US$ 49,77.
Especialistas entendem que o petróleo não continuará por muito tempo em patamares tão baixos e, como os investimentos na produção são de médio e longo prazos, o pré-sal não será inviabilizado. Ponderam, no entanto, que a Petrobras, terá mais dificuldades para captar recursos para os projetos, em meio às investigações da Operação Lava-Jato.
Para o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores, os preços do petróleo devem ficar entre US$ 60 e US$ 70 a médio prazo (de dois a três anos), pois a demanda global pela commodity não vai acabar.
"O pré-sal continua viável, mas não é mais aquela galinha dos ovos de ouro que iria mudar a economia brasileira. Perdeu-se muitos anos discutindo a divisão dos royalties que não virão mais no volume esperado", criticou Caparoz.

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