quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Petrobras reconhece que planejamento do pré-sal considerava valor mais elevado para o petróleo
A Petrobras divulgou nota reconhecendo que o
planejamento da produção do pré-sal considerou um valor mínimo que, dependendo
do projeto, pode ficar acima da atual cotação de petróleo, o que, em tese, torna
a atividade fonte de perda, caso o barril persista abaixo de US$ 50. A
estatal alega, porém, que a extração crescerá "de modo economicamente
viável". Desde o início da semana, a cotação vem ficando ao redor - pouco
acima ou abaixo– de US$ 50 no mercado internacional. Nesta terça (6), o barril
do petróleo tipo Brent, comercializado em Londres, fechou cotado em US$ 51,10,
com queda de 3,78% em relação ao dia anterior. Desde 2009, depois da crise
mundial, a cotação não havia estado nesse patamar. De acordo com a
estatal, o preço mínimo viável de exploração de petróleo no pré-sal é de US$ 45,
incluídos tributos, podendo ir a US$ 52, considerando a infraestrutura
necessária para escoar gás. A produção acima do esperado, que tem sido
obtida em alguns poços, porém, diluiria os custos, trazendo o pré-sal de volta à
viabilidade econômica. Segundo a Petrobras, os projetos consideraram que
cada poço permitiria uma extração diária entre 15 mil e 25 mil barris de
petróleo, mas, também de acordo com a empresa, "alguns poços do pré-sal têm
alcançado vazão superior a 30 mil barris de óleo por dia". A Petrobras
afirma, ainda, que os custos dos equipamentos e serviços da indústria de
petróleo acompanham o preço do barril -portanto, a queda na cotação vai aliviar
as despesas com os projetos do pré-sal. De acordo com a estatal, os custos
serão aliviados também com os programas de eficiência operacional em andamento
na companhia. A empresa destaca, também, que os projetos consideram uma
"visão de longo prazo, não só para os preços, como também para todos os demais
insumos e custos dos projetos".
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