A consequência mais negativa para a indústria
brasileira de todos os escândalos envolvendo os contratos da Petrobrás começou
a se tornar realidade. Poucas semanas depois de excluir 23 grandes empreiteiras
de seu cadastro, a estatal reabriu uma licitação importante, a dos módulos para
os FPSOs replicantes, convidando apenas empresas estrangeiras. A lista inclui
predominantemente companhias de China e Cingapura, como a Keppel Fels, dona do
estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis (RJ), mas também traz empresas de outros
países, como a Cobra, da Espanha, e a Modec, do Japão.
O
contrato em questão é na verdade o mesmo que pertencia à Iesa, contando com 24
módulos a serem instalados em seis dos oito FPSOs replicantes (P-66, P-67,
P-68, P-69, P-70 e P-71), voltados ao pré-sal. A Iesa vinha fazendo as obras no
estaleiro de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, mas passou por diversas
dificuldades financeiras, até precisar pedir recuperação judicial, o que
atrasou os projetos e levou à rescisão do contrato por parte da Petrobrás.

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