quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Hmburg Süd investe na cabotagem para incrementar receita no Brasil
O armador alemão Hamburg
Süd decidiu apostar na cabotagem (transporte marítimo feito apenas na costa
nacional) para incrementar a receita no Brasil a partir de uma avaliação pouco otimista com o comércio exterior para este ano. A companhia, que é uma das líderes
mundiais no transporte marítimo, investiu R$ 700 milhões na renovação
da frota de sua subsidiária brasileira Aliança Navegação e Logística. Foram comprados seis navios porta
contêineres, quatro deles com capacidade de 3.800 teus (unidade equivalente a
um contêiner de 20 pés) e dois de 4.800 teus. Com a aquisição, a empresa elevou para 11 o número de embarcações na costa do país, metade do total de navios que
fazem a movimentação de contêineres no Brasil. A justificativa para a expansão
da frota foram os números positivos dos últimos anos, argumentou o presidente da
Hamburg Süd no Brasil, Julian Thomas. Enquanto a cabotagem cresceu 35% no ano passado e
representou 20% da movimentação da empresa, o transporte de cargas importadas
avançou apenas 2% e o de exportadas, 5%. Para este ano, a expectativa é que o
transporte entre portos nacionais aumente mais 15%, previu o
executivo. "Ainda não é um mercado maduro, mas esse modal de transporte
está ganhando o seu lugar na cadeia de logística dos clientes." Hoje, a
cabotagem representa cerca de 10% de toda movimentação de cargas feitas no
Brasil - na China essa fatia é de 48%, segundo o Instituto de Logística e Supply
Chain (Ilos). O modal rodoviário é o campeão com 65% de participação da matriz
de transporte. Com a necessidade de reduzir custos, o serviço de
cabotagem se torna atrativo diante do transporte rodoviário, que tem ficado
ainda mais caro, com o reajuste dos combustíveis e a nova lei dos caminhoneiros.
"Para distâncias acima de 1.000 quilômetros e raio de 200 quilômetros do porto
(da fábrica ao porto e do porto ao cliente), a cabotagem é mais competitiva.
Pode ser 15% mais barata que o transporte via caminhões", afirmou Thomas.
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