quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Banco do Brasil teve lucro de R$ 11,1 bilhões no ano passado

         O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado (resultado sem itens extraordinários) de R$ 11,1 bilhões em 2017, valor 54,2% maior que o verificado em 2016. O lucro líquido sem ajuste ficou em 11,01 bilhões, com expansão de 37,1%.
         Segundo o banco, o resultado teve impacto, principalmente, do aumento das rendas de tarifas, da redução das despesas de provisão (recursos reservados para o caso de inadimplência) e das despesas administrativas.
         As receitas do banco com tarifas cresceram 9% em 2017 (R$ 25,794 bilhões), comparado ao ano anterior (R$ 23,794). De acordo com o relatório de análise de desempenho do banco, esse crescimento foi resultado “dos esforços de aumento do relacionamento com os clientes e da qualificação das contas correntes com maior uso de produtos e serviços”.
        O banco destacou as tarifas relacionadas à administração de fundos (26,5%), reflexo da elevação dos recursos administrados que passaram de R$ 730,9 bilhões em dezembro de 2016 para R$ 864,5 bilhões no final do ano passado, com alta de 18,3% em 12 meses.
       No quarto trimestre de 2017, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,2 bilhões, o que mostra desempenho 82,5% superior ao do mesmo trimestre do ano anterior - R$ 1,7 bilhão - e o maior resultado trimestral desde 2012. “Esse crescimento foi motivado pela expansão dos negócios, controle de despesas administrativas e, principalmente, pela redução das despesas com provisões, em razão da melhoria da qualidade da carteira”.
       Crédito
       A carteira de crédito ampliada (empréstimos mais as operações com títulos, valores mobiliários privados e garantias) chegou a R$ 681,3 bilhões no quarto trimestre, ante R$ 677 bilhões do trimestre anterior.
       O saldo da carteira de crédito rural ampliada alcançou R$ 159,7 bilhões, o que representa crescimento de 6,1% em relação ao mesmo trimestre de 2016. Segundo dados do Sistema Nacional de Crédito Rural, o Banco do Brasil tinha 60% de participação nos financiamentos desse segmento em dezembro de 2017.
       Redução da inadimplência
       No quarto trimestre de 2017, a inadimplência das operações acima de 90 dias ficou em 3,7%. Foi o segundo trimestre consecutivo de redução. Em junho, a inadimplência estava em 4,1% e, em setembro, em 3,9%.
       As despesas com provisão caíram pelo quarto trimestre consecutivo. Em 2017, o banco registrou provisões no total de R$ 25,3 bilhões, valor 19,9% inferior se comparado com o de 2016.

Grupo Triunfo vai investir em terminal de granéis em Santos

         A Triunfo Participações e Investimentos (TPI), que havia saído da área de portos com a venda de sua fatia na Portonave (SC), voltará a investir nesse mercado. Retomará o projeto "Brites", um terminal multicargas de uso privado em Santos. Será o único novo negócio sobre o qual a empresa se debruçará neste ano. "É um projeto que olhamos com muito carinho", disse o presidente da TPI, Carlo Bottarelli.
         A companhia tem um terreno de 2 milhões de metros quadrados em Santos, fora do porto público. Desses, 542 mil metros quadrados são utilizáveis, com cais para atracação de navios de aproximadamente 1.000 metros. Junto com outros ativos do grupo, o terreno de Santos era um dos possíveis ativos à venda. Mas a TPI desistiu de alienar o imóvel, que tem acesso ferroviário próximo.
         O Grupo Triunfo pretende agora retomar o projeto para fazer um terminal destinado à movimentação de líquidos e grãos. A ideia é replicar o modelo da Portonave, porto para contêineres em Navegantes (SC) empreendido em parceria com a Terminal Investment Limited (TIL), braço de operação portuária ligado ao armador de contêineres MSC. Mas dessa vez, como as cargas serão granéis, a meta é buscar um grande dono de carga como parceiro.

Movimentação de cargas em Itapoá cresce 10% em 2017

       Especializado na operação de contêineres, o Porto de Itapoá (SC) registrou um aumento de 10% em sua movimentação de cargas no ano passado, atingindo a marca de 612 mil teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).
       Em 2016, foram 558 mil teus. Para este ano, quando o complexo irá concluir seu projeto de expansão, a expectativa é de chegar a 750 mil teus, um crescimento de 22%, segundo a Autoridade Portuária.
       O Porto Itapoá está localizado no Norte de Santa Catarina, próximo à divisa com o Paraná. Fica na margem superior da Baía da Babitonga, em posição geográfica privilegiada junto aos mercados do Sul e inclusive sudeste do país.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Complexo portuário de Rio Grande movimenta 2,4 milhões de toneladas de cargas em janeiro



       O complexo portuário de Rio Grande (RS) movimentou 2.457.47 milhões de toneladas de cargas dos mais diversos produtos em janeiro deste ano. O destaque ficou com a soja, contêineres e veículos, que apresentaram aumento nas operações. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 21, pela Suprg (Superintendência do Porto do Rio Grande).
        Ao longo do primeiro mês de 2018, foram 245 viagens de embarcações no complexo portuário nos três movimentos: cabotagem, longo curso e navegação interior. “O ano de 2017 foi expressivo e tivemos picos extras de diversos produtos. O ano que se inicia nos mostra que precisamos focar em uma operação ágil e competitiva no mercado para atrair novas cargas e seguir com bons números de movimentação”, afirmou o diretor-superintendente Janir Branco..
        Quatro segmentos foram destaque na movimentação de janeiro, comparando com  o mesmo período do ano anterior. Os contêineres tiveram alta de 4,45%, totalizando mais de 564 mil teus. O complexo soja (óleo, farelo e grão) somou 684,9 mil toneladas, um aumento de 12,1%. Os desembarques de cevada no cais público tiveram alta de 52,09%. Por fim, os veículos foram os responsáveis pelo mais expressivo aumento, com alta de 359,7%. No primeiro mês de 2018 foram mais de 7,8 mil veículos rodantes.
       “O aquecimento da economia nacional e a recuperação econômica que vem ocorrendo no último ano, somado aos investimentos das montadoras no Rio Grande do Sul proporcionou esse expressivo aumento que tivemos no mês de janeiro”, explicou Branco. Em 2017, o porto gaúcho movimentou mais de 41 milhões de toneladas dos mais variados produtos. Foi o melhor desempenho da sua história.

Porto de Concepción, no Paraguai, é reinaugurado com operação de soja do Mato Grosso do Sul

       O Porto paraguaio de Concepción, depois de 40 anos sem investimentos, foi reinaugurado nesta semana, com os primeiros embarques de soja do Estado brasileiro de Mato Grosso do Sul da safra deste ano. Segundo a administração, o terminal espera um movimento comercial importante em todo o corredor graneleiro da Ruta 5, desde Pedro Juan Caballero até o complexo portuário, no rio Paraguai. 
     A soja brasileira que ingressará pelo município será transportada em partes iguais por caminhoneiros do Brasil e do Paraguai. Eles utilizarão veículos convencionais já que o governo suspendeu a entrada de carretas bitrens.
       A expectativa é de que nos próximos anos, os investimentos alcancem US$ 1 milhão. As obras permitirão duplicar a capacidade de armazenamento de grãos com a ampliação do dos silos e a melhora da infraestrutura.
       De acordo com o jornal La Nación, de Assunção, a Baden, companhia que concretizou uma aliança estratégica de investimentos com a ANNP (Associación Nacional de Navegación y Puertos) para a exploração do terminal fluvial por 20 anos, deverá desembolsar mais de US$ 8 milhões. "A parte que será usada para os envios de grãos já está pronta, entretanto a que será utilizada para movimentar combustíveis ficará pronta nos próximos meses de abril e maio", anunciou o diretor da empresa, Fabián Sesto.
        A capacidade de embarque de barcaças no terminal atualmente é de 1 000 ton/hora, superior as 300 ton/h de antes das obras. O analista do segmento Amílcar Ferreira disse que o Porto de Santos, por onde passa grande parte da soja do Centro-Oeste brasileiro, está saturado, gerando atrasos nas operações, prejudicando os exportadores, situação que não ocorrerá em Concepción.
         "Sempre falamos de posicionar o Paraguai como um grande centro logístico pela sua posição estratégica e isto representa uma incomparável oportunidade que oxalá seja aproveitada e nos permita dar um salto", calculou ele, em entrevista ao jornal La Nación.
       Já o ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, afirmou que a reinauguração do Porto de Concepción é o início do projeto que busca estabelecer um corredor interoceânico entre o Pacífico e o Atlântico, passando pelo território paraguaio. "Nós, como governo, propomos que o país seja centro da hidrovia que facilitará essa ligação entre os dois oceanos", declarou.

Consórcio aguarda convocação para começar obra de dragagem em Santos

         O consórcio formado pelas empresas Boskalis do Brasil e Van Oord Operações Marítimas aguarda a convocação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) para o início das obras de dragagem do Porto de Santos. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou, por unanimidade, no início deste mês, a revogação do pedido da EEL Infraestruturas, que suspendia o contrato.
         O consórcio foi o segundo colocado na licitação promovida, em julho de 2015, pela extinta Secretaria de Portos (SEP), que foi incorporada pelo MTPAC. As empresas cobraram R$ 373,9 milhões pela obra, quase R$ 5 milhões a mais do que a primeira colocada, a EEL Infraestruturas.
         Posteriormente, aceitaram reduzir seu preço e tiveram o contrato assinado com a pasta. Isto aconteceu após a EEL tentar, por três vezes, apresentar as garantias financeiras necessárias para o início dos trabalhos, sem sucesso.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Petro, a criptomoeda da Venezuela, lastreada no petróleo, entra em operação

         O governo da Venezuela ativou nesta terça-feira (20) a pré-venda do petro, a criptomoeda estatal do país que terá como lastro 5,342 bilhões de barris de petróleo e que procura gerar, segundo presidente Nicolás Maduro, um "sistema financeiro mais justo". A informação é da agência espanhola EFE.
         O vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, informou que na madrugada de hoje se deu "o início formal e de forma bem-sucedida da implementação do petro e seu respectivo processo de pré-venda", principalmente nos mercados asiáticos.
         "A Venezuela se coloca na vanguarda do futuro (...) Hoje é um dia que ficará para a história. É o primeiro Estado, a primeira nação, que lança sua criptomoeda, com lastro em suas reservas e riquezas naturais", afirmou Aissami.
         O governo informou anteriormente que o total de ativos virtuais emitidos seria de 100 milhões de petros, "sem emissões extraordinárias, e dos quais 82,4 milhões estarão disponíveis para a pré-venda, iniciada nesta terça-feira".          Dos 82,4 milhões, 44% serão oferecidos em uma pré-venda privada e na oferta pública inicial, enquanto 38,4% ficarão para a venda privada e os 17,6% restantes serão retidos pela Superintendência de Criptomoedas e Atividades Conexas Venezuelana (Supcacven), indicou a estatal Agência Venezuelana de Notícias (AVN).
        O governo venezuelano ativou um site para orientar todas as pessoas naturais e jurídicas, nacionais e estrangeiras, nos passos a serem seguidos para a aquisição da moeda digital. Segundo a AVN,  o trânsito de internautas no site quintuplicou durante o dia de hoje, o que ocasionou alguns atrasos no acesso ao portal.
        No mês passado, Maduro disse que a criptomoeda venezuelana, em seu início, teria como lastro "a riqueza do campo I do bloco Ayacucho da Faixa Petrolífera do Orinoco" e ressaltou que cada petro equivaleria ao preço de um barril de petróleo. Maduro apresentou na época o "white paper" ou livro branco, que "mostra todas as condições de criação, funcionamento e apoio da criptomoeda".
        Ao ler alguns dos pontos contidos no livro, o presidente venezuelano disse que os petros "poderão ser adquiridos na pré-venda, na oferta inicial e no mercado secundário, uma vez que esteja encerrado o processo de venda inicial".