sexta-feira, 3 de maio de 2024

Antaq participa de missão à África para debater setor aquaviário

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) participou de missão internacional à África do Sul para debater o setor aquaviário. Representantes da Agência se encontraram com membros da Associação Mundial para a Infraestrutura de Transportes Aquaviários (PIANC) e participam do 35º Congresso Mundial da associação, que se estende até sexta-feira (30).

O diretor-geral da Agência, Eduardo Nery, e o diretor Wilson Lima Filho estiveram na missão e deliberaram acerca de diretrizes estratégicas da PIANC durante a reunião da assembleia geral e participaram de reuniões bilaterais com representantes da PIANC Bélgica e da PIANC China. 

Esses encontros permitiram a ampliação do conhecimento dos projetos estratégicos da Bélgica e da China para o setor, permitindo um canal direto de troca de informações entre as instituições.

Além disso, os diretores se reuniram com o presidente mundial da associação e outros integrantes da PIANC para debater a intensificação da participação da ANTAQ nos trabalhos técnicos da Associação Mundial e a definição de estratégias para o fortalecimento da Seção Nacional da PIANC. 

Na viagem, foi confirmada ainda a realização do evento PIANC AMÉRICAS no ano de 2026 no Brasil, evento que contará também com sessões dedicadas à pauta do PIANC COPEDEC, tradicional evento organizado pela instituição voltado para a discussão de soluções de engenharia portuária e costeira nos países em desenvolvimento. 

O evento, que acontece a cada quatro anos, foi iniciado na segunda-feira (29) e se estende até sexta-feira, dia 3 de maio, em Cape Town, na África do Sul. Confira a programação neste link.

Nos dias 26 e 27 de abril aconteceu a assembleia geral da associação. Na ocasião, foram tomadas decisões estratégicas e institucionais para a associação. A assembleia é composta por delegações dos países membros.

A ANTAQ representa a PIANC no Brasil desde 2007, e nos últimos anos vem intensificando sua participação na instituição com o objetivo de ampliar a internacionalização do conhecimento técnico da Agência e de contribuir para que o Brasil possa participar de maneira mais ativa na elaboração desses relatórios.

 

Governo do Estado e PortosRS e representantes de Danzhou discutem em Porto Alegre rota comercial entre China e Rio Grande do Sul

O estreitamento das relações comerciais entre o Rio Grande do Sul e a China foi tema de uma reunião na sede da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em Porto Alegre. A comitiva chinesa, liderada pelo prefeito da cidade de Danzhou e diretor do Comitê Administrativo de Desenvolvimento Econômico, Chen Yang, foi recepcionada pelo secretário Ernani Polo.

O grupo asiático esteve representado, ainda pelo CEO do Porto de Danzhou, Zihang Hailiang, e pela companhia JV TJJT ITG Group, responsável por atuar em nome de outras 200 empresas chinesas. A intensão é a criação de uma rota direta entre os portos de Danzhou e de Rio Grande facilitando o transporte de mercadorias entre as duas unidades. Os próximos passos serão os estudos para a criação efetiva da rota comercial.

O diretor de relações institucionais da Portos RS, Sandro Oliveira, e o chefe de gabinete da presidência, Flávio Ferreira, apresentaram as potencialidades locais aos futuros investidores. Na ocasião, Ferreira destacou a posição privilegiada do Estado em relação ao Mercosul e o recente anúncio de parceria estabelecida entre o Tecon Rio Grande e a Hyundai Merchant Marine (HMM) que transformará Rio Grande no hub logístico da sul coreana.

De acordo com Oliveira, a Sedec deverá trabalhar na elaboração de um protocolo de intensões que será assinado em breve entre os investidores chineses, a Portos RS e o governo do estado.

 

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Irã anuncia que vai liberar tripulantes do navio MSC Aries, de bandeira portuguesa


O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, afirmou que a tripulação do navio “MSC Aries”, pertencente ao Registo Naval Português, recebeu acesso consular e deverá ser libertadoa em breve. O anúncio ocorreu durante uma conversa telefônica com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, informou o site do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Amir-Abdollahian explicou que a tripulação seria entregue aos seus embaixadores em Teerã, embora não tenha fornecido um cronograma específico para a ação. Os tripulantes vêm de países como Índia, Paquistão, Rússia, Filipinas e Estônia. O Irã acusou o “MSC Aries” de “violar as leis marítimas” e sustenta que o navio tem ligações com Israel. A MSC freta o navio para a Gortal Shipping, uma subsidiária da Zodiac Maritime, que é parcialmente propriedade do empresário israelense Eyal Ofer.

O “MSC Aries”, com um total de 25 tripulantes, foi capturado pela Guarda Revolucionária Iraniana no Estreito de Ormuz, no dia 13 de abril, mesmo dia em que o Irã lançou o seu primeiro ataque direto contra Israel. A ação seguiu-se a um alegado ataque aéreo israelita contra o seu consulado em Damasco, em 1 de Abril. A “apreensão” do navio coincide com o bloqueio do Mar Vermelho pelos Houthis, apoiados pelo Irão, iniciado em novembro.

Já a tripulação de 25 pessoas do “Galaxy Leader”, navio que foi capturado pelos rebeldes Houthi do Iémen em 19 de novembro de 2023, permanece cativa. O Irã apoiou a campanha do grupo contra a navegação israelita, mas esta estendeu-se à navegação global, o que fez com que a maioria dos navios que transitavam pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez fossem desviados através do Cabo da Boa Esperança.

Primeiro quadrimestre bate recorde de abertura de mercados internacionais para o agronegócio brasileiro

O primeiro quadrimestre de 2024 será lembrado como o mais produtivo da história em termos de abertura de mercados internacionais para o agronegócio brasileiro. Entre janeiro e abril, 31 novas oportunidades para vendas externas de produtos agropecuários brasileiros foram estabelecidas em 19 países diferentes. 

Março liderou o período com dez novas aberturas em sete países, seguido por janeiro, que registrou nove mercados em cinco países. Fevereiro e abril completam a lista, com aberturas em sete e cinco mercados, distribuídos por seis e três países, respectivamente. Em comparação com os números do quadrimestre da série histórica, apenas em 2021 se aproximou do alcançado neste ano, quando foram contabilizadas 27 expansões comerciais em 15 países.

Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em 2023, e sob a gestão do ministro Carlos Fávaro à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), já foram abertos 109 novos mercados para exportação em 50 países. Todos os continentes foram contemplados.

“A retomada da credibilidade do Brasil junto a diversos parceiros comerciais, aliada ao trabalho sério da nossa equipe técnica, tem possibilitado cada vez mais oportunidades de negócios para os produtores brasileiros dos mais diversos segmentos. Este não é um resultado apenas do agronegócio, é um resultado que gera mais emprego para toda a população quando um novo mercado se abre”, explicou o ministro Fávaro.

O histórico das novas aberturas de mercado inclui não somente a exportação de produtos já consolidados, como carnes e soja, mas também uma variedade de outros itens agropecuários. Entre eles estão pescados, sementes, gelatina e colágeno, ovos, produtos derivados de reciclagem animal, açaí em pó, café verde, além de embriões e sêmen.

“Com a retomada das boas relações diplomáticas do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), temos ampliado a presença dos produtos do agro brasileiro no mercado mundial. Essas expansões trazem mais oportunidades aos nossos produtores, geram mais emprego e renda no interior do país e comprova a eficácia do nosso sistema sanitário”, afirmou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

As concessões sanitárias obtidas de cada país são resultado direto da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). O esforço conjunto envolve a elaboração de informações técnicas e a condução de negociações internacionais que resultam em acordo de requisitos sanitários e fitossanitários, permitindo a comercialização dos produtos agrícolas e o fortalecimento das parcerias.

 

Hapag-Lloyd lança plataforma em larga escala de rastreamento de contêineres

A Hapag-Lloyd lançou o “Live Position”, seu primeiro produto padrão de rastreamento de contêineres, onde os usuários poderão ter total transparência sobre a localização de suas remessas, desde o início do transporte até a chegada ao destino. É a primeira companhia marítima a introduzir uma plataforma de rastreamento para toda a frota de contêineres padrão

“A Hapag-Lloyd está demonstrando seu compromisso com a implantação em larga escala da tecnologia pioneira IoT (Internet das Coisas) em logística”, informou a companhia marítima alemã em um comunicado. Mais de dois terços da frota de contêineres padrão já foram equipados com dispositivos de rastreamento. Atualmente, as instalações continuam globalmente a equipar os contêineres mais recentes.

“O produto ‘Live Position’ contribuirá para a nossa qualidade de serviço e aumentará a facilidade de fazer negócios conosco”, disse Maximilian Rothkopf, diretor de operações da Hapag-Lloyd.  “Ele fecha os pontos cegos da logística global, permitindo a tomada de decisões em tempo real e a mitigação de riscos para nossos clientes, ao mesmo tempo que permite um manuseio mais eficiente de nossos contêineres”.

Por sua vez, Henrik Schilling, diretor de Desenvolvimento de Negócios Globais, acrescentou que "os participantes de nossa bem-sucedida fase piloto já reconheceram que vamos além para eliminar uma de suas maiores preocupações. Atualmente, estamos trabalhando para introduzir dados de rastreamento nos sistemas operações do cliente por meio de API.”

Outro marco para o avanço do produto será a previsão do tempo estimado de chegada (ETA)." As principais características do produto básico inicial "Live Position", e incluem uma interface amigável e funcionalidade de pesquisa simples por contêiner, número de reserva ou por lote. A ferramenta oferece ao usuário uma visão rápida da localização atual de sua remessa, permitindo fazer os ajustes necessários em tempo real.

 

Representantes do Mapa participam da Conferência Mundial do Cacau em Bruxelas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, nessa semana, da Conferência Mundial do Cacau, em Bruxelas, na Bélgica. O encontro, realizado pela Organização Internacional do Cacau, promoveu uma série de painéis sobre produção, gestão, sustentabilidade da cadeia produtiva, qualidade dos produtos e subprodutos do fruto, políticas, medidas sanitárias, regulamentações e projeções mercadológicas. Participaram produtores mundiais da amêndoa, governantes, cooperativas, exportadores, representantes comerciais e agências internacionais.

O auditor fiscal e pesquisador da Ceplac, Fernando Mendes, realizou palestra sobre os subprodutos do cacau no Brasil, destacando as oportunidades de mercado e exemplos inspiradores de resultados. Segundo ele, o produtor tem, nos subprodutos do cacau - como licor, chocolate, mel e manteiga, por exemplo - a oportunidade de conquistar consumidores ávidos por qualidade e sabor, além de um acréscimo na renda familiar. “A corrida mundial para produtos saudáveis, tendo como consequência a abertura de mercados para esse fim, incluirá, definitivamente, em termos globais, os subprodutos do cacau: uma grande oportunidade para os produtores brasileiros com suas receitas maravilhosas”, disse.

A conferência, que está em sua quinta edição, é conhecida como o principal evento para o setor global de cacau e chocolate. O objetivo central é ser um meio para reunir profissionais e formadores de opinião que identifiquem os desafios econômicos, sociais e ambientais, bem como o grau de eficiência das iniciativas em curso e possíveis estratégias de adaptação às necessidades apresentadas.

A programação do evento proporcionou espaços para discussões sobre rendimento e meios de subsistência dos agricultores, modelos agrícolas, igualdade de oportunidades para homens e mulheres, direitos humanos, desmatamento, além de novas tendências, opções de produtos e consumo consciente.

 

Ação do MDIC interrompe importações que burlavam medidas antidumping

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex-MDIC) concluiu investigações que identificaram mais dois casos em que produtos sujeitos a medidas antidumping vinham entrando no Brasil sem o recolhimento das sobretaxas aplicadas.

“Sob orientação do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o governo brasileiro intensificou o combate ao comércio desleal e às irregularidades nas importações, identificando e interrompendo operações que descumprem as normas”, lembra a secretária de Comércio Exterior Tatiana Prazeres. “Assim, o MDIC reforça seu papel de estímulo a práticas justas e leais de comércio internacional”.

Os casos identificados agora envolvem importações de “pneus agrícolas” e “laminados a frio” vindos de Hong Kong e Turquia, respectivamente, mas substancialmente produzidos na China – origem que possui medida antidumping aplicada. Os históricos das investigações, com suas conclusões, constam das portarias Secex 312/2204 e 313/2024, publicadas no Diário Oficial da União na sexta-feira (26/4).

As importações de pneus agrícolas da China estão sob medida antidumping até 2028 – o que significa que, para cada tonelada de produto importado daquele país, o comprador tem de pagar entre US$ 345,37 e US$ 3.028,62 adicionais. Já as medidas contra laminados a frio, do mesmo país, vigoram até outubro deste ano –com sobretaxas de US$ 175,62 e US$ 629,44 por tonelada.

A Secex apurou que, em intervalos distintos de 12 meses, entraram no país 63,4 toneladas de pneus agrícolas vindo de Hong Kong e 252 toneladas de laminados a frio da Turquia. Com a conclusão dos procedimentos, os produtos, quando vindos desses dois países e dos alegados produtores investigados, passam a ser classificados como originários da China. O MDIC remeteu os casos à Receita Federal para medidas adicionais. As verificações de origem sobre pneus e laminados tiveram início em janeiro deste ano. Atualmente, existem outros quatro casos sob investigação.