O porto de Paranaguá ficou de fora da lista
da Secretaria dos Portos (SEP), divulgada no fim de agosto, que
autoriza a elaboração de 28 Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e
Ambiental (EVTEAs) para o arrendamento de terminais em quatro portos
públicos brasileiros. É mais um golpe para o porto paranaense, que
precisa aumentar a capacidade de movimentação para não perder ainda mais
espaço para os vizinhos Rio Grande (RS) e São Francisco do Sul (SC),
que vêm se consolidando como alternativas no escoamento de grãos na
região Sul.
Já o outro porto paranaense, o de Antonina deve
licitar, em 20 de outubro, uma área de 32 mil m² para a instalação de
uma indústria metal-mecânica. O arrendamento deverá ser conduzido pela
Appa, com autorização da SEP. A área poderá ser explorada, pela empresa
vencedora da licitação, por 25 anos e os investimentos mínimos previstos
devem ser de R$ 20 milhões. Pelo menos 100 empregos diretos devem ser
criados. A licitação em Antonina será a primeira do Brasil em
conformidade com a nova Lei dos Portos.
Segundo o superintendente
da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz
Henrique Dividino, a decisão da SEP em excluir Paranaguá da lista deixou
a administração apreensiva. “Isso foi uma decisão interna. Não sei se
por descuido, mas o Paraná foi esquecido. Não tenho dúvidas de que não
tem como enxergar projetos nos dois estados vizinhos de Paranaguá
[Santos e São Francisco do Sul] e deixar o Paraná de fora”, afirmou.
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