O mercado de
medicamentos no Brasil, incluindo todos os canais de distribuição no
atacado, varejo e exportações, movimentou R$ 125,07 bilhões no ano passado, mantendo o expressivo crescimento dos últimos anos. A
expectativa é de que em 2015, mesmo com a desaceleração econômica, o
segmento encerre o ano com R$132,15 bilhões. Segundo o estudo do IBPT
(Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), com este
crescimento, o Brasil figura entre os seis maiores mercados
farmacêuticos do mundo, com perspectiva de subir mais uma ou duas
posições até 2018.
O estudo ressalta que o aumento na produção e consumo envolve a
crescente participação de mercado dos medicamentos genéricos e dos que
não exigem prescrição médica. “Em 2010, os genéricos representavam 17%
das vendas no varejo e em 2014, passaram a equivaler a 25% deste nicho,
chegando a um quarto do total de medicamentos consumidos no País”,
explica o presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do
IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.
Mesmo com a desaceleração econômica prevista para 2015, estima-se um
crescimento nominal em torno de 5,7% no segmento. A empregabilidade
também está em alta no setor, que contratou mais de 596 mil
trabalhadores no ano passado para a fabricação e comércio dos produtos
de uso humano e veterinário. “A alta carga tributária incidente na
produção de medicamentos, também retratada no estudo, resulta em mais de
30% de tributos sobre o preço pago no produto pelo consumidor final,
sendo um dos principais obstáculos ao crescimento deste mercado e ao
acesso da população à saúde. A redução da carga tributária nos remédios
poderia ampliar o consumo, além de contribuir para a melhoria da
qualidade de vida dos cidadãos”, observa.
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