terça-feira, 23 de abril de 2024

Triângulo do lítio na América do Sul ganha protagonismo ante a forte demanda em resposta a transição energética mundial


O lítio é um dos elementos fundamentais para a transição energética e tem sido considerado um recurso estratégico pelos países da região que possuem depósitos abundantes. Pode ser utilizado em diversas áreas, mas sua função se destaca em baterias de íon-lítio para veículos elétricos, além de estar presente nas indústrias de construção e farmacêutica, e também é utilizado para operação de aparelhos eletrônicos, drones e para energia armazenamento elétrico. Atualmente, a maior quantidade de lítio do mundo está concentrada na América Latina: Argentina, Chile e Bolívia, o também chamado “triângulo do lítio”.

Especialistas asseguram que há um boom deste metal, num contexto em que o mundo quer fazer a transição para energias menos poluentes. Em detalhe, composto pelo Salar de Uyuni na Bolívia, pelo Salar de Atacama no Chile e pelo Salar de Hombre Muerto na Argentina, concentram, até 85%, as reservas deste mineral na forma de salmouras provenientes de lagos salgados.

Os principais mercados compradores de lítio são os Estados Unidos, China, Rússia e Europa. O Governo do Chile implementou a estratégia nacional para o lítio, na qual procura que as empresas estatais se associem a empresas do sector privado em áreas consideradas estrategicamente importantes. Nessa linha, a Ministra de Minas, Aurora Williams, anunciou, no dia 15 de abril de 2024, que foi iniciado o processo para que as empresas privadas possam manifestar seu interesse para futuras entregas de contratos operacionais especiais (CEOL) de exploração e produção de lítio.

Este processo insere-se no plano com que o Executivo pretende aumentar a produção de lítio, que contempla o controlo do Estado sobre as “salinas estratégicas”, a possibilidade de empresas privadas liderarem alguns dos projetos e a proteção de uma percentagem de ecossistemas salinos. O objetivo do edital de manifestação de interesse é saber em quais salinas há atração de particulares, e não gerar premiações.

Atualmente apenas duas empresas extraem lítio no Chile: a chilena SQM e a americana Albemarle. O país exportou, pelos principais portos do norte do Chile, cerca de 250 mil toneladas do metal, através de diversos produtos, em 2023, segundo o último relatório da Subsecretaria de Relações Econômicas Internacionais (Subrei). Por sua vez, o ministro das Finanças do Chile, Mario Marcel, anunciou que o governo espera ter entre três e quatro novos projetos de lítio em operação até 2026.

A corrida pela extração de lítio ganhou força nos últimos meses na Bolívia. Em fevereiro, o Estado lançou uma segunda chamada para atrair capital estrangeiro para desenvolver plantas de lítio que processem o material extraído pela empresa estatal Yacimientos de Litio Bolivianos (YLB). Até agora, a Bolívia apenas assinou acordos com empresas chinesas e russas para o desenvolvimento desta infra-estrutura, uma vez que o lítio no país é propriedade estatal e não há concessões que possam ser dadas a entidades privadas.

No total, o Ministro de Hidrocarbonetos Franklin Molina contempla o desenvolvimento destes projetos piloto em sete salinas da Bolívia: Uyuni, Coipasa, Pastos Grandes, Capina, Cañapa, Chiguana e Empexa. O cálculo preliminar da Yacimientos de Litio Bolivianos é que, se a infraestrutura for concluída, a Bolívia poderá exportar cerca de 65 mil toneladas. Até o momento, os dados de 2022 indicam a exportação de apenas 600 toneladas de carbonato de lítio enviadas dos principais portos do norte do Chile (Antofagasta, Iquique e Arica) para a China, Rússia e Emirados Árabes Unidos.

Atualmente existem três projetos em produção na Argentina: o primeiro é o Proyecto Fénix, com mais de 30 anos de atividade no Salar del Hombre Muerto de Catamarca, onde hoje opera o Arcadium (anteriormente Livent fundido com Allkem); O segundo é o projeto Salar de Olaroz em Jujuy, que iniciou a produção em 2016 e também está nas mãos da Arcadium, e o terceiro é o projeto Caucharí Olaroz, operado pela Minera EXAR desde junho de 2023, um consórcio de lítio formado pela canadense Lithium Argentina (antiga Lithium Americas), a chinesa Ganfeng Lithium e a estatal Jujuy Energía y Minería Sociedad del Estado (JEMSE). Além disso, em 3 de julho, a Eramine Sudamericana S.A. inaugurará em Salta o quarto projeto de lítio na Argentina e o primeiro naquela província, com potencial de produção numa primeira etapa de 24.000 toneladas de equivalente de carbonato de lítio (LCE) por ano.

Malásia confirma habilitação de mais quatro frigoríficos brasileiros para exportação de carne de frango halal

O governo federal recebeu a confirmação, pelo Departamento de Serviços Veterinários (DVS) e pelo Departamento de Desenvolvimento Islâmico (JAKIM) da Malásia, da habilitação de mais quatro frigoríficos para a exportação de carne de frango halal. O anúncio foi feito após missão e auditoria realizadas por funcionários daquele país ao Brasil, em outubro e novembro do ano passado.

As novas habilitações estão localizadas no Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, ampliando o alcance das exportações do agronegócio brasileiro nesse segmento. Com a expansão, o número de plantas frigoríficas do Brasil autorizadas a exportar para o mercado malaio passa de três para sete.

O crescimento reflete o reconhecimento e a confiança na qualidade da carne de frango halal produzida no Brasil. A Malásia é conhecida por suas rigorosas normas de qualidade e segurança alimentar, especialmente para produtos halal, que devem atender a criteriosas práticas de preparação, conforme a lei islâmica.

No último ano, o Brasil exportou para a Malásia mais de 13,6 mil toneladas de carne de frango halal, somando cerca de US$ 20 milhões. Com as novas plantas habilitadas, espera-se que esse volume possa dobrar, fortalecendo a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de carne halal no mercado internacional.

“Esse avanço é estratégico para o setor agropecuário brasileiro e demonstra a capacidade do país de atender a mercados altamente exigentes, mantendo-se fiel aos padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar. A expansão das exportações para a Malásia também deve impulsionar a economia local, gerando mais empregos e oportunidades no setor”, ressaltou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

 

Cosco anuncia otimização dos serviços na rota Extremo Oriente/Costa Leste da América do Sul


A Cosco Shipping anunciou que os serviços do Extremo Oriente à Costa Leste da América do Sul (ESA2/ESA) serão melhorados e otimizados a partir de maio de 2024. Após a atualização, o novo serviço ‘ESA2’ começará em Tianjin no dia 5 de maio. O itinerário será: Tianjin - Qingdao - Xangai - Ningbo - Shekou - Singapura -Rio de Janeiro - Santos - Paranaguá - Itapoa - Navegantes - Santos - Rio De Janeiro - Colombo - Singapura - Hong Kong - Tianjin.

Enquanto isso, o novo serviço 'ESA' terá início em Xangai no dia 10 de maio e o itinerário será: Xangai - Ningbo - Yantian - Hong Kong - Singapura - Rio De Janeiro - Santos - Navegantes - Montevidéu - Buenos Aires - Paranaguá - Santos - Singapura - Hong Kong - Xangai.  O 'ESA2' será atualizado utilizando navios de 14.000 TEU com 2.100 conexões reefer, com foco no mercado brasileiro.

Além disso, o serviço ‘ESA’ continuará a ter ligações diretas para Brasil, Argentina e Uruguai. Maior cobertura no Extremo Oriente: O novo 'ESA2' acrescenta a escala de Colombo no Sudeste Asiático, aumentando a rota de carga refrigerada da costa leste da América do Sul ao Médio Oriente. Também adiciona uma escala em Tianjin, no norte da China, fornecendo um serviço direto exclusivo da costa leste da América do Sul para Tianjin.

Portos gaúchos movimentam mais de 9 milhões de toneladas de cargas no 1º trimestre

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) projeta uma tendência de alta na movimentação portuária nacional nos próximos quatro anos, após o setor ter movimentado 1,303 bilhão de toneladas entre janeiro e dezembro de 2023 – trata-se do maior volume registrado na série histórica, com crescimento de 6,9% em relação a 2022.

A Portos RS, empresa pública que administra o sistema hidroportuário do Rio Grande do Sul, acaba de divulgar os dados do primeiro trimestre deste ano relativos às instalações administradas pela companhia. Ao todo, mais de 9,43 milhões de toneladas de carga passaram pelas unidades.

O Porto de Porto Alegre registrou aumento de 33,17% na movimentação em relação ao mesmo período de 2023. Foram mais de 258 mil toneladas de cargas nos três primeiros meses de 2024, o recorde dos últimos dez anos.

Já o Porto do Rio Grande, apesar de ter apresentado queda de 1,68% em toneladas transportadas, superou os 8,88 milhões de toneladas na comparação com o primeiro trimestre de 2023. 

A unidade também consolidou sua posição como principal via de entrada para veículos importados no Rio Grande do Sul por via marítima. No período, a unidade recebeu 643 automóveis. 

Em relação aos mesmos meses do ano passado, os dados de 2024 representam o aumento de cerca de 330%. Confira, a seguir, o resumo dos dados sobre as unidades administradas pela Portos RS.

Porto de Pelotas

No primeiro trimestre de 2024, a unidade movimentou 293.977 toneladas, com destaque para as toras de madeira, que registraram uma movimentação de 243.601 toneladas. Já o clínquer, que é o cimento em sua fase bruta de fabricação, alcançou 50.376 toneladas.

Porto de Porto Alegre

O porto foi responsável pelo transporte de 258.289 toneladas nos três primeiros meses deste ano, um aumento de 33,17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram movimentadas 193.951 toneladas.

Porto do Rio Grande

De janeiro a março deste ano, o porto marítimo gaúcho movimentou o volume de 8.884.382 toneladas. O principal destaque fica para a soja em grão, que registrou uma variação positiva de 22,72% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior.

 

Ministério da Agricultura aperta o cerco a fraudes nas importações

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) recebeu nos últimos meses 22 denúncias com suspeita de fraudes em processos de importação, sendo 13 delas consideradas procedentes e duas improcedentes. Sete permanecem em análise.

A chegada das denúncias ao MDIC se relaciona à portaria que regulamentou a atuação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nessa área, em julho do ano passado, bem como ao fortalecimento do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), do qual a Receita Federal também participa.

As importações em que a Secex constatou indícios de irregularidades vão de bolas de tênis a tubos de aço, passando por fios de poliéster, roupas íntimas, chaves de latão e até redes de pesca, entre outros produtos.

As ilegalidades mais comuns são a classificação fiscal fraudulenta do produto importado e o subfaturamento dos valores declarados nas operações, quando o importador recolhe menos tributos do que o devido.

Nos casos sem atendimento das exigências apresentadas, a Secex não aprovou os pedidos de licença de importação. No âmbito da fiscalização aduaneira, a Receita Federal tem atuado mediante ações antes e depois da entrada das mercadorias no país.

“O monitoramento de importações sobre as quais pairem suspeitas de irregularidades com base no licenciamento não automático e nas medidas de controle aduaneiro atesta a preocupação do governo federal com a garantia de condições justas de concorrência entre produtos importados e nacionais”, explica Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex. “Nos casos em que a licença não automática é exigida, o importador deverá não apenas declarar, mas comprovar mediante documentos que sua operação não apresenta desconformidades com a legislação”.

Entre os produtos cujas importações revelam suspeitas de irregularidades estão matérias-primas utilizadas para várias aplicações, como no caso de fios (ou filamentos) de poliéster – empregados na fabricação de roupas, artigos esportivos, revestimentos automotivos e calçados, entre outros.

Nesse caso, a partir de denúncia encaminhada pelo setor privado, a Secex selecionou alguns importadores para monitoramento prévio e constatou que, de um total de 140 pedidos de licença de importação apresentados no primeiro trimestre deste ano, 81 (58%) não cumpriram as exigências para que fossem autorizados.

Em outra investigação, relativa a fibras de vidro – usadas na indústrias automotiva, na aeronáutica e na construção civil, por exemplo – as medidas aplicadas pela Secex levaram a uma redução de 91,5% das importações sob classificação incorreta.

Veja abaixo a lista dos produtos em que se constatou indícios de irregularidades nas importações, com as respectivas suspeitas investigadas:

CHAVE DE LATÃO – subfaturamento

POLIACETAL POLIÉTER (PAPE) - classificação fiscal incorreta da mercadoria

TUBOS DOS TIPOS UTILIZADOS EM OLEODUTOS E GASODUTOS - classificação fiscal incorreta da mercadoria

PNEUS PARA VEÍCULOS DE PASSEIO E DE CARGA (duas denúncias) – inconsistência nos dados declarados e subfaturamento

FIBRAS DE VIDRO - classificação incorreta, falsa declaração de origem

TUBOS DE AÇO - subfaturamento

BOLAS DE TÊNIS - subfaturamento

BOLAS DE BEACH TÊNIS - subfaturamento

ROUPAS ÍNTIMAS FEMININAS DE ALGODÃO - subfaturamento

ROUPAS ÍNTIMAS FEMININAS DE OUTRAS MATÉRIAS TÊXTEIS - subfaturamento e classificação fiscal incorreta das mercadorias

FIOS DE POLIÉSTER - subfaturamento

REDES PARA PESCA - subfaturamento

Categoria

Empresa, Indústria e Comércio

 

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Escalada do conflito no Golfo Pérsico causa efeito dominó no transporte marítimo mundial


O transporte global de contêineres tem sido afetado por numerosos incidentes geopolíticos e ambientais nos últimos tempos, e em plena conformidade com o conceito de que a anormalidade é o novo normal, a escalada do conflito no Oriente Médio, após na madrugada de sábado, 13 de Abril, as forças militares iranianas apreenderam o navio de 14.952 TEU “MSC Aries” que se dirigia para a Índia a partir do porto de Mina Khalifa, em Abu Dhabi. O incidente ocorreu perto do Estreito de Ormuz, porta de entrada para o Golfo Pérsico, levantando preocupações sobre a segurança das cadeias de abastecimento marítimo na região.

Embora Mina Khalifa seja um importante centro de carga conteinerizada, o Golfo Pérsico é também o lar de Jebel Ali no Dubai, que representa 4,6% do volume mundial de carga marítima contentorizada. Na “Lista dos Cem Portos do Lloyd 2022”, Abu Dhabi ficou em 57º lugar, movimentando 3,4 milhões de TEUs em 2021, enquanto Dubai ocupa o 11º lugar com um desempenho de 13,7 milhões de TEUs por ano.  

Mas os efeitos desta nova perturbação não se concentram apenas na área do Golfo Pérsico e teme-se que pouco a pouco os dominós comecem a cair. Na verdade, os dados da Xeneta mostram que Jebel Ali não é apenas um dos portos mais importantes do mundo, mas também é sensível à agitação e ao conflito geopolítico.

Olhando para uma rota importante de Xangai a Jebel Ali, as taxas médias à vista aumentaram 87% à medida que 2023 deu lugar a 2024, atingindo 3.132 dólares/FEU. Isto coincidiu com o aumento da tensão e a eclosão do conflito no Mar Vermelho, com os serviços de transporte de contêineres desviados da região em busca de águas mais seguras em torno da África do Sul. Isto fez com que as taxas nesta rota continuassem a subir, atingindo US$ 3.300/FEU em 15 de janeiro, antes de cair para US$ 2.300/FEU em meados de fevereiro, à medida que os serviços de transporte marítimo começaram a normalizar em relação aos desvios do Mar Vermelho.

No entanto, a consultora nota que o mercado spot reagiu mais uma vez às recentes crescentes tensões geopolíticas, aumentando 32% entre 22 de março e 17 de abril para atingir os 2.849 dólares/FEU. Ainda não se sabe como esta situação afetará o resto das rotas globais, mas por enquanto está claro que a tensão não diminuirá. De acordo com o analista da indústria marítima Lars Jensen, as forças dos EUA no Mar Vermelho engajaram e destruíram 2 drones de ataque na área do Iêmen controlada pelos Houthi.

Embora o ministro das Relações Exteriores iraniano tenha afirmado que “o Irã se esforça para criar um ambiente marítimo seguro no Estreito de Ormuz e no Golfo”, depois de acusar o “MSC Aries” de ter sido “apreendido” devido a violações da lei marítima. Um sinal positivo no sombrio panorama geopolítico talvez seja as perspectivas publicadas pelo Fundo Monetário Internacional para a economia mundial.

A entidade prevê que o PIB global cresça 3,2% tanto em 2024 como em 2025, que é o mesmo nível observado em 2023, mas para 2024 significa uma pequena melhoria em relação à última projeção de janeiro. Embora positivo, o número ainda é modesto e, para piorar a situação para algumas regiões do globo, não será distribuído uniformemente. Por exemplo, a Europa enfrenta um crescimento de apenas 0,8% em 2024 e 1,5% em 2025, e dentro disto espera-se que a Alemanha cresça apenas 0,2% em 2024. No outro extremo da escala, a Índia deverá crescer 6,8% em 2024 e 6,5%. % em 2025.

Etapa de audiências públicas sobre a construção do túnel Santos-Guarujá é finalizada

A etapa de sessões de audiências públicas sobre o túnel imerso de ligação entre os municípios de Santos-Guarujá, localizado em Santos (SP), foi finalizada na sexta-feira, 19. As audiências haviam se iniciado na quarta-feira (17/04), em Santos, Guarujá e na sede do Porto de Santos, respectivamente.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Eduardo Nery, o diretor Alber Vasconcelos e o superintendente de Regulação da Agência, José Renato Fialho, participaram presencialmente das audiências. Na sessão, foram tratados os estudos e documentos jurídicos referentes ao projeto de parceria público-privada (PPP) envolvendo os serviços públicos de planejamento, construção, operação, manutenção e realização dos investimentos necessários à exploração do túnel Santos-Guarujá.

Nesse projeto, compete à ANTAQ (Agência Nacional de Transporte Aquaviário) ficar atenta aos possíveis impactos na operação do Porto de Santos desde a fase de planejamento até a execução da obra do túnel. A Agência reitera que vai garantir a preservação do serviço adequado e o mínimo impacto negativo na relação porto-cidades.