segunda-feira, 6 de maio de 2024

PortosRS está mobilizada contra as enchentes e monitora situação das suas unidades

 

A Portos RS segue mobilizada na situação da enchente que atinge Porto Alegre e os demais municípios da Região Metropolitana. Enquanto perdurarem os efeitos da elevação do nível do Lago Guaíba as operações na unidade seguirão suspensas. De acordo com o hidrólogo da Sala de Situação da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Pedro Camargo, o Guaíba apresenta tendência de diminuição da taxa de elevação e se encaminha para uma situação de estabilidade. 

 A estimativa era de que o nível não ultrapassasse os 5,2 metros, mas na manhã desde domingo (5), estava 5,30 metros. Mesmo assim, as equipes ainda trabalham com a margem de 5,5 metros por segurança. Essa condição deverá permanecer ainda por cerca de 3 dias.

A previsão é de que as águas baixem para 4 metros entre 5 e 10 dias. Já para chegar aos 3 metros, na chamada cota de inundação, serão necessários 25 dias. Esses dados estão baseados na enchente de 1941. As águas deverão atingir um estado de normalidade, ou seja, com o nível abaixo dos 3 metros em até 30 dias. 

Situação das demais unidades:

A Portos RS administra também os portos de Rio Grande e Pelotas. Essas duas unidades seguem operando normalmente, no entanto a Autoridade Portuária está atenta e monitorando a situação, pois ambas estão na rota de escoamento das águas para o Oceano Atlântico, que acontece exclusivamente pelos Molhes da Barra do Rio Grande. (fonte: PortosRS)

Política Nacional da Cultura Exportadora ganha adesão do Ministério das micro e pequenas empresas

 

O Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp) aderiu  à Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e passa agora a fazer parte de seu comitê de governança. A PNCE foi lançada no ano passado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e tem entre seus principais objetivos inserir as MPEs no comércio exterior. A adesão do Memp aconteceu durante reunião de Alckmin com o ministro Márcio França.

 “Os países que mais crescem no mundo são os países com forte presença no comércio exterior”, afirmou Alckmin após a reunião, saudando a entrada do Memp na PNCE. Ele também lembrou que empresas exportadoras empregam mais e pagam melhor. “Exportar significa crescer, contratar, gerar emprego. A empresa dá um upgrade, muda de patamar”, disse o vice-presidente. “Vamos trabalhar juntos para fortalecer as exportações e com mais pequenas empresas”.

Já o ministro Márcio França lembrou que pequenos empreendedores respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil. “Na América do Sul, chega a 12%, 15%; na Europa, chega a 60%, 70%”, comparou. “Então, se tem gente com capacidade de exportar são os pequenos. E essa possibilidade de nos inserir nas políticas de exportação permite que o governo possa olhar isso com mais atenção”.

Instituída pelo Decreto nº 11.593, a PNCE busca desenvolver e fortalecer ações inclusivas no comércio exterior brasileiro, apoiando o ingresso e a permanência de mais empresas, de diferentes portes e de todas as regiões do país, no mercado externo.

O decreto também criou o Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora, com qual agora faz parte também o Memp. Os demais integrantes são: MDIC, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

A estrutura de governança da PNCE conta ainda com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional de Serviços (CNS), e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além dos etados da Federação.

Estudos publicados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) em 2023 evidenciaram a importância da atividade exportadora para os trabalhadores, os empreendedores e para a economia: empresas exportadoras empregam mais, pagam melhores salários e geram demanda por mão de obra mais qualificada.

“São recorrentes os diagnósticos que identificam empresas exportadoras como mais inovadoras, produtivas, competitivas e com vida mais longa, com geração de externalidades positivas para outros setores da economia”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. “Mas há oportunidades para que mais empresas, de diferentes partes do Brasil e de distintos segmentos econômicos, possam se beneficiar desses ganhos”.

Apenas 28 mil empresas brasileiras, de um universo de 2,8 milhões de empreendimentos, exportaram em 2023, sendo que a maior parte o faz de forma esporádica. Micro e pequenas representem 40% de todas as firmas exportadoras, embora respondam por menos de 1% do valor exportado.

Regionalmente, dois estados concentram 54% das firmas exportadoras, ao passo que outros nove não superam 100 empresas. Na questão e gênero, estudo da |Secex constatou que apenas 14% das empresas exportadoras possuem maioria feminina em seus quadros societários. “Temos muitas barreiras e desafios a serem superados para ampliar e diversificar o comércio exterior brasileiro. E a PNCE pode contribuir muito nesse sentido”, conclui Tatiana.

 

Futura planta de celulose da CMPC no Rio Grande do Sul terá novo TUP no Porto de Rio Grande


O presidente do Conselho Empresarial da CMPC, Luis Felipe Gazitúa, o
presidente do Grupo, Francisco Ruiz-Tagle, e o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, assinaram protocolo de intenções na semana passada para iniciar o processo de licenciamento ambiental do Projeto CMPC Natureza. O Investimento ultrapassa US$ 4.731 milhões.

O projeto contempla uma nova unidade industrial da empresa chilena que inclui a instalação de um parque industrial no município de Barra do Ribeiro, localizado a 60 quilômetros ao sul de Porto Alegre, que será composto por uma planta com produção anual capacidade de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto e instalação de um novo Terminal de Uso Privativo no Porto de Rio Grande, além de obras de dragagem e ampliação da capacidade de armazenamento e operação da CMPC nos portos de Rio Grande e Pelotas.  

Com isso, o projeto contribui para a ampliação da utilização da hidrovia do Rio Grande do Sul, onde hoje a CMPC já é responsável por aproximadamente 44% do volume total transportado por esse modal. Pelo acordo, também inclui diversas obras logísticas para melhorar a infraestrutura gaúcha, como a duplicação de 376 quilômetros da rodovia BR-290, entre Eldorado do Sul e Rosário do Sul e a conclusão da duplicação do trecho sul da BR-116. 

Isso inclui obras de pavimentação asfáltica, melhorias nos acessos a diversos municípios onde a CMPC mantém operações florestais e a construção de novos acessos rodoviários ao Porto de Pelotas e à Fazenda Barba Negra, facilitando a fluidez do trânsito. De acordo com o protocolo de intenções assinado, a CMPC utilizará os mais altos padrões tecnológicos e adotará rígidos mecanismos de controle ambiental. Além disso, a empresa está empenhada em promover um programa de qualificação de mão de obra e priorizar a contratação de fornecedores gaúchos. 

A expectativa é que sejam gerados cerca de 12 mil empregos durante as obras. O projeto também busca proteger e valorizar a reserva natural por meio da criação do Parque Ecológico Barba Negra. O espaço estará aberto a visitas e roteiros turísticos. O objetivo é tornar este local referência em preservação, biodiversidade, estudos ambientais e promover o contato das pessoas com a flora e a fauna nativas de maior relevância para o Estado. 

O presidente do Conselho de Administração da CMPC, Luis Felipe Gazitúa, indicou que “é com muito orgulho que apresentamos o Projeto CMPC Natureza e assinamos este protocolo de intenções com o governo do RS, estado que tão bem nos acolheu desde a nossa chegada em 2009.” Acrescentou que “esta associação demonstra a confiança que temos no Estado e na sociedade gaúcha”, destacou. 

Por sua vez, o CEO do Grupo CMPC, Francisco Ruiz-Tagle, indicou que “o nosso objetivo é implementar um projeto totalmente inovador e pioneiro em tecnologias de produção amigas do ambiente, gestão de resíduos, controlo de emissões de gases e utilização racional de recursos. Tudo será desenvolvido com o máximo respeito à natureza e à população do município de Barra do Ribeiro. “Seremos referência global em sustentabilidade.” Ressalta-se que a CMPC está instalada desde 2009 no Rio Grande do Sul, onde, especificamente na cidade de Guaíba, possui uma planta de produção de celulose do tipo kraft de fibra curta branqueada, a partir de plantações de eucalipto. Atualmente, esta unidade tem capacidade de produção de aproximadamente 2,4 milhões de toneladas por ano.

Antaq abre consulta pública para revisão de contratos de concessão de portos públicos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) vai abrir nesta segunda-feira (06) a Consulta Pública 08/2024. Período de contribuições se estendem até o dia 19 de junho de 2024. A consulta visa obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento da proposta normativa de alteração da Resolução ANTAQ nº 85, de 2022, para regulamentar a revisão extraordinária dos contratos de concessão nos portos públicos.

Além disso, também pretende aperfeiçoar o item que regulamenta o mecanismo de Proposta Apoiada da Resolução ANTAQ nº 61, de 2021. Esse dispositivo permite que sejam alterados alguns pontos dos contratos de concessão, como investimentos previstos desde que acordado com os usuários.As minutas jurídicas e documentos técnicos relativos à 

O período para a realização das contribuições escritas se estendem até às 23h59 do dia 19 de junho de 2024, exclusivamente por meio e na forma do formulário eletrônico disponível no site da ANTAQ, não sendo aceitas contribuições enviadas por meio diverso.

Será permitido anexar imagens digitais, tais como mapas, plantas e fotos exclusivamente através do email: anexo_audiencia082024@antaq.gov.br mediante identificação do contribuinte e no prazo estipulado neste aviso. O envio do anexo em email não dispensa o envio da contribuição por escrito no formulário eletrônico.

Caso o interessado não disponha dos recursos necessários para o envio da contribuição por meio do formulário eletrônico, poderá fazê-lo utilizando o computador da Secretaria-Geral (SGE) desta Agência, em Brasília/DF, ou nas suas Unidades Regionais, cujos endereços se encontram disponíveis no sítio da ANTAQ.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

PortosRS apresenta plano de enfrentamento dos efeitos das chuvas em reunião em Brasília

As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul têm causado vítimas, deixado pessoas desabrigadas e uma série de prejuízos materiais. A Portos RS – Autoridade Portuária dos Portos do Rio Grande do Sul – adota medidas para mitigar os efeitos das inundações em suas operações e comunidades locais.

No Porto do Rio Grande e Pelotas, as operações continuam normais, no entanto, no Porto de Porto Alegre, diante do crescente nível das águas do Lago Guaíba, todas as atividades foram suspensas na quarta-feira (1). A área foi evacuada preventivamente, e equipamentos essenciais foram elevados para minimizar danos e perdas. As comportas localizadas nas divisas da área portuária com o centro da cidade foram fechadas pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Em razão dos efeitos imediatos, a Portos RS, os terminais e os operadores portuários participaram nesta quinta-feira (2) de uma reunião convocada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Secretaria Nacional de Portos, com o objetivo de traçar um panorama da situação e identificar as necessidades para que seja estruturado um plano de ação.

“Apresentamos à Secretaria e ao Ministério os atuais impactos, aquilo que a gente já vem sentindo, e o que já vem sendo estruturado na linha de uma ação de solidariedade às famílias, aos trabalhadores e todos aqueles que foram atingidos por toda essa situação”, disse o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

A segurança dos funcionários, suas famílias e a comunidade em geral permanece sendo a maior preocupação da Portos RS, que segue se solidarizando com o povo gaúcho neste momento tão difícil enfrentado por nossa população.

“Agradecemos a compreensão e cooperação de todos durante este período desafiador e nos solidarizamos com todos os afetados pelas enchentes em nosso estado. Estamos comprometidos em manter a comunidade informada e apoiada em cada etapa do caminho”, finaliza Klinger.

A Portos RS segue se solidarizando com o povo gaúcho neste momento tão difícil enfrentado por nossa população. (fonte: PortosRS)

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Estaleiro chinês entrega à CMA CGM quinto de sete navios da série Sdari Sealion

A Eastern Pacific Shipping (EPS) recebeu o navio de 6.874 TEU "CMA CGM Boldness" da New Century Shipbuilding, também conhecido como New Times Shipyard (NTS). A embarcação é a quinta de uma série de sete gêmeos SDARI Sealion 7000 com propulsão convencional que a EPS receberá do construtor naval chinês.

A recepção do “Ousadia CMA CGM” segue-se ao “Imaginação CMA CGM”, entregue em fevereiro. A expectativa é que a NTS entregue mais duas unidades desse tipo no final de 2024 e início de 2025. Essas sete embarcações estão destinadas a afretamentos de longo prazo à CMA CGM.

O “CMA CGM Ousadia” tem comprimento de 272,50 metros e boca de 42,80 metros, com capacidade para 1.620 contêineres refrigerados. É movido por um motor principal da série MAN B&W 7G 80ME-C10 que fornece 26.280 kW, permitindo atingir velocidades de até 21 nós. O navio ingressou no serviço Ásia - WCSA 'ACSA 1' da CMA CGM, após zarpar de Xangai em 25 de abril.

Contratos de 12 meses seguem como opção preferida no transporte marítimo pela previsibilidade e rentabilidade


Os contratos de 12 meses continuam a ser uma opção preferida no transporte marítimo devido à sua previsibilidade e rentabilidade em comparação com os impostos à vista, tendo havido uma clara mudança para o mercado à vista por parte de alguns proprietários de cargas, afirma a Xeneta. A consultora explica ainda que  a ausência de contratos significativos de longo prazo em março se deve em parte por ser o último mês do trimestre, mas também porque os proprietários das cargas optam por adicionar à cessão novos compromissos.

Segundo a consultoria, o mercado spot (curto prazo) é atualmente consideravelmente mais caro que o mercado de longo prazo, mas continua enfraquecendo e os proprietários de cargas estão fazendo todo o possível para não pagar altas taxas de contratos de longo prazo. em breve (mesmo se estiverem enfrentando uma recuperação).Para muitos, os contratos à vista, de 3 a 6 meses, são uma necessidade comercial e não uma preferência.

Eles podem oferecer alívio temporário, permitindo proteger as cadeias de abastecimento, garantindo que a sua carga chegue ao navio (a um custo significativamente mais elevado por TEU do que um contrato de 12 meses ofereceria) sem se comprometer com 12 meses de custos elevados que poderiam potencialmente não poderão indicar aos seus clientes.

Em vez de confiar apenas na duração do contrato como ferramenta de gestão de risco, a Xeneta incentiva os proprietários de cargas a considerarem outras variáveis, como o calendário de duas competições e medidas de fixação de impostos baseadas em índices. “Ao avaliar cuidadosamente as questões marítimas essenciais aos seus negócios e ajustar estrategicamente a duração e os prazos dos contratos, podem mitigar riscos e aproveitar oportunidades num cenário de mercado dinâmico”, sublinha a consultoria.

A Xeneta destaca que os mercados longos e visíveis se comportam de forma muito diferente e, como as rotas marítimas preferidas pelos proprietários de cargas não podem ser diretamente afetadas por um evento global, ainda podem sofrer um efeito dominó. Por exemplo, “na rota Transpacífica, apesar de não transitar pelo Canal de Suez, as tarifas vão aumentar após a crise do Mar Vermelho, resultando num aumento de 180% no mercado spot desde meados de dezembro”, afirma.

Neste sentido, está fora de serviço (por seca, geopolítica, colapso de uma ponte...) ou porque não é fiável (fiabilidade de duas rotas, atrasos...) ou porque é muito caro (taxas excessivas agressivas ) ou requer uma negociação mais rápida de impostos. Por outro lado, recomenda Xeneta, as operadoras devem considerar oferecer aos clientes algo em troca de um contrato de longo prazo que inclua impostos competitivos.

“Uma tarifa mais barata não agrega muito na cobrança de seus clientes, sempre atrasa ou não atrasa”, enfatiza. Embora os proprietários de carga possam estar dispostos a pagar mais por tempos de trânsito mais rápidos, os últimos anos demonstraram que, à medida que a fiabilidade de duas rotas mais curtas se deve à instabilidade do mercado, o mercado spot responde com impostos mais elevados.

Isso significa que, em alguns momentos, os proprietários enfrentarão taxas de US$ 13.192/FEU, enquanto a confiabilidade de dois itinerários era de apenas 18,1% (rota China - Mediterrâneo, 14 de dezembro de 2021). Além disso, apenas nos últimos 6 meses (a partir de 5 de outubro de 2023), os proprietários de cargas sofreram um aumento de 241% nas tarifas spot, em contraste com uma queda de 49% na confiabilidade.

A pandemia da Covid-19, a crise do Mar Vermelho e a seca do Canal do Panamá sublinharam a importância da agilidade e adaptabilidade na aquisição de espaço. Eles também destacam o risco que os proprietários de cargas correm quando tentam “perseguir a queda do dólar”. Olhando para a perturbação no Mar Vermelho, especificamente no primeiro final de dezembro de 2023, aqueles que esperam demasiado tempo para se comprometerem com um contrato de longo prazo enfrentam agora impostos elevados. Como aponta Peter Sand,  analista-chef da Xeneta: “O melhor inimigo de um proprietário de carga é o seu próprio ganho."