quarta-feira, 4 de novembro de 2020

OOCL encomenda sete navios porta-contêineres de 23 mil teus a dois estaleiros da Cosco

          A OOCL assinou contratos de construção naval com dois estaleiros pertencentes à sua empresa-mãe, Cosco, para a construção de sete navios porta-contentores de 23.000 TEUs. Três dos navios serão construídos em Nantong Cosco KHI Ship Engineering (NACKS) e os outros quatro em Dalian Cosco KHI Ship Engineering (DACKS).

         O valor total dos sete navios gira em torno de US $ 1,1 bilhão e a entrega está prevista para 2024. Os dois pátios são controlados pela Cosco e pela Kawasaki Heavy Industries, segundo fontes diversas.

         O pedido se junta ao pedido da empresa de um total de cinco navios de 23.000 TEUs nos dois estaleiros em março deste ano. Naquela época, a OOCL encomendou dois navios de 23.000 TEU do Estaleiro COSCO KHI Dalian e três da COSCO KHI Nantong. Todos os cinco navios estão programados para serem entregues em 2023.

          Da OOCL, eles destacaram que os novos pedidos fazem parte do plano de desenvolvimento e crescimento estratégico de longo prazo do grupo para construir e implantar navios de grande porte que proporcionem uma estrutura e capacidade de frota ideais, bem como economia de escala para os grupo.

          A OOCL foi adquirida pela Cosco em 2018 e previa aumentar a sua frota em quase 50% para garantir a passagem da marca de 1 milhão de TEU. A frota atual da companhia marítima gira em torno de 700.000 TEUs.

 

VLI arremata em leilão terminal intermodal em Porto Franco (MA) e planeja elevar em 30% movimentação de grãos

                       A companhia de logística VLI arrematou em leilão a operação de um terminal intermodal situado em Porto Franco (MA). A empresa anunciou que com o ativo pretende elevar a movimentação de grãos em mais de 30% na região.

          O terminal conta com estruturas de armazenagem e transbordo de grãos, com expectativa de início da movimentação dos produtos para o fim de 2021, conforme comunicado. “A utilização dessa unidade está em sinergia com a atuação da companhia no Estado e o ativo será integrado ao sistema multimodal da VLI que já movimenta cargas”, explica a operadora em nota.

          Entre obrigações contratuais, adequação e capacitação do terminal, a VLI revelou que vai injetar mais de R$ 20 milhões de durante os próximos 15 anos. Segundo a companhia, os investimentos nos últimos anos neste fluxo atingiram 2 bilhões de reais e foram aportados na construção de dois terminais no Tocantins, aquisição de locomotivas e vagões, e melhorias na linha férrea.

          “Movimentamos no ano passado quase oito milhões de toneladas de grãos (milho, soja e farelo) com destino ao Porto do Itaqui. Entendemos como essencial o fomento à nova fronteira agrícola do país e nosso sistema torna-se cada vez mais robusto para atender o mercado”, destaca o diretor de Portos e Terminais da VLI, Alessandro Gama, sobre o escoamento pelo Arco Norte.

 

Cinep realiza curso de tecnologia da informação aplicada ao Porto de Santos

          O Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep) realizará, de 10 a 16 de novembro, o curso “Tecnologia da Informação aplicada ao Porto”, voltado para estudantes de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e profissionais que já atuam no segmento e querem se aperfeiçoar. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de novembro, por meio do website do Cenep (www.cenepsantos.com.br). É necessário ter concluído o ensino médio.

          O curso será ministrado online, por meio da plataforma de ensino a distância (EAD), e contará com aulas teóricas e práticas. São disponibilizadas 17 vagas, distribuídas em turmas com horários diferenciados, assim, o candidato, ao efetuar a inscrição, deve escolher aquela que deseja.

          O conteúdo programático inclui os temas:

  • A T.I. e os aplicativos da logística portuária: CRM-EDI-WMS-ERP;
  • O TOS e a interface com os aplicativos operacionais;
  • Engenharia e arquitetura e a função dos Banco de Dados;
  • Integração total com hardwares (biometria, OCR, scanners, balança, coletores, clientes, entre outros) e outros softwares de gestão (ERP);
  • Port Community System nos portos do mundo;
  • Inteligência artificial, internet das coisas e Big Data;
  • Oportunidades de desenvolvimento; e
  • Desafio final.

          O candidato que encontrar dificuldade para realizar o pagamento do curso via website do Cenep, poderá preencher o formulário disponível no link https://forms.gle/uF5WN7YgtZwjaUCx8, o qual propiciará contato com o Centro de Excelência Portuária para esclarecimentos. O Cenep disponibilizará, em breve, informações sobre o curso “Operação de Shiploader”.

 

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Pandemia da Covid-19 faz surgir um novo normal nas operações portuárias


          A pandemia da Covid-19, com surtos e quarentenas intermitentes em todo o mundo, faz a indústria portuária se esforçar para definir o que é exatamente o 'novo normal': uma combinação de ajuste diante da queda da demanda, reajuste das projeções de crescimento , repensar os investimentos, um avanço forçado na digitalização e automação.

          Durante o primeiro dia da TOC Américas Virtual Expo, a MundoMaritimo, media partner exclusivo da conferência, participou dos debates na sessão “Operações Portuárias: A nova normalidade”, onde especialistas dos portos mais importantes do Norte e o sul do continente americano analisou o contexto atual e como eles vêm se adaptando às mudanças que o COVID trouxe consigo.

          Entre todas as realidades, há um denominador comum: COVID e a ruptura que causou. Noel Hacegaba, diretor Executivo Adjunto e COO do Porto de Long Beach, Califórnia, falou como tem sido as atividades no segundo porto mais importante da costa oeste dos Estados Unidos.          

          “Situações como uma pandemia são necessárias para realmente colocar em perspectiva o que significam os portos. À medida que o coronavírus avançava nos Estados Unidos, víamos a queda da demanda”, diz o executivo.

          Ele explica que o porto criou uma força-tarefa para recuperação de negócios, coletando e relatando informações críticas de negócios, antecipando e assumindo o controle de questões operacionais, envolvendo e mobilizando parceiros da cadeia de logística, processando contêineres mais rapidamente com suprimentos COVID-19 e portos de apoio, movimentação de mercadorias e intercâmbio comercial.

          O foco da apresentação de Andrés Repetto, COO do Terminal Pacifico Sur Valparaíso, foi sobre os trabalhadores envolvidos na cadeia logística do porto e qual foi o impacto inicial, a operação com o COVID-19 e a incerteza e o que mantém o porto ativo.

           “As pessoas vêm em primeiro lugar e, se não nos concentrarmos nisso, não seremos capazes de seguir em frente. Temos o orgulho de dizer que na TPS temos uma relação de 'família' com nossos funcionários, juntamente com o fato de que tivemos um impacto quase zero na produtividade durante o pandemia ", disse o executivo do TPS,

 

Terminais norte-americanos registram alta nas cargas de importação em setembro

           O porto de Oakland, sempre o primeiro a registrar seus números mensais nos Estados Unidos, anunciou que em setembro as cargas de exportação caíram 2,4% em relação a agosto. Mas houve aumento de 10,6% no ano.

          O terminal informou ainda que setembro foi o mês mais movimentado de sua história, com uma mobilização total (contêineres cheios e vazios) de 225.809 TEUs, segundo relatório mensal da PMSA.

          No porto de Los Angeles, as cargas de entrada (471.795 TEUs) diminuíram 8,6% em relação a agosto, mas aumentaram 17,3% em relação a setembro de 2019.

          As cargas de saída diminuíram 0,8% de agosto e 0 , 3% a partir de setembro de 2019. Na porta ao lado, no porto de Long Beach, a entrada de cargas (405.618 TEUs) aumentou 11,2% desde agosto e 14,3% ano-a-ano. As cargas de saída caíram 8,7% em relação a setembro do ano passado.

          Os dois portos da Baía de San Pedro, Califórnia, juntos, relataram um aumento ano a ano de 15,9% na carga de entrada, mas uma queda paralela de 4,3% na carga de saída. O porto de Long Beach teve seu mês mais movimentado, um pico que Los Angeles atingiu em agosto.

          No noroeste, os portos de Tacoma e Seattle tiveram um rápido aumento no movimento internacional em setembro. Enquanto as cargas de importação nos portos da Seaport Alliance caíram 6,8% em relação ao ano anterior, os dois portos registraram um aumento de 13,6% em relação a agosto. Da mesma forma, embora as cargas de exportação tenham diminuído 18,5% em relação a setembro de 2019, aumentaram 21,9% em relação a agosto.

         No leste, Charleston informou que as cargas de entrada de setembro caíram 6,8% em relação a agosto e aumentaram apenas 0,3% em relação ao ano anterior. Os TEUs de saída enviados caíram 2,0% ano a ano. No Porto da Virgínia, a carga de entrada aumentou apenas 0,2% em relação a agosto, mas foi 5,6% maior do que em setembro de 2019. Os embarques foram 5,5% maiores em setembro do que no último.

 

TCP se consolida como rota de navios capazes de carregar até 12 mil contêineres

                   Os portos do Paraná se consolidaram como rota dos navios conteineiros de grande capacidade de carga na América Latina. Nos últimos dois meses, o Terminal de Contêineres de Paranaguá recebeu cinco embarcações com capacidade para carregar quase 12 mil unidades de contêineres, equivalentes a 20 pés. Um sexto navio desse porte chega ao terminal paranaense, neste sábado (31).

        “O Paraná reforça a posição como hub logístico e conta com infraestrutura de ponta para atender a demanda mundial, por navios de grande porte. Isso só é possível graças aos investimentos, públicos e privados, em obras de dragagem, expansão de cais e equipamentos”, destaca o diretor-presidente da empresa pública que administra os portos no Estado, Luiz Fernando Garcia

        Esta é a primeira vez que o navio Kota Pusaka atraca no Porto de Paranaguá. A embarcação tem bandeira de Hong Kong, mede 330 metros de comprimento (LOA) com 48,2 metros de largura (boca) e é capaz de carregar 11.923 unidades de contêineres (TEUs).

        Segundo o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, os navios com maior capacidade de transporte necessitam de infraestrutura e eficiência operacional, além de maior demanda e carga.

        “É o ganho em escala. Carregando mais contêineres em um único navio, os custos do frete são reduzidos, o que diminui os gastos dos usuários e, consequentemente, atrai mais cargas a Paranaguá. A tendência da vinda dos navios maiores faz com que mais exportadores e importadores procurem o Porto para movimentar seus contêineres”, conta o diretor.

        De acordo com o operador da carga, a TCP, serão quase 1.300 movimentos, entre carga e descarga de contêineres, nesta parada do navio, em Paranaguá. O fluxo é bem acima da média que costuma ser de cerca de 600 movimentos por atracação.

       O terminal está localizado em posição geograficamente privilegiada, no centro do principal eixo logístico de entradas e saídas de cargas do país. A TCP já tem autorização para operação dos Navios New Panamax (de 368m x 52m), sendo o primeiro terminal do Brasil com essa permissão.

       Os outros cinco navios a operar em Paranaguá, recentemente, com a mesma capacidade de carga, foram Kota Pemimpin, Seaspan Harrier, Seaspan Osprey, Paranagua Express, e Montevideo Express.

       O maior navio de contêineres a atracar no Porto de Paranaguá foi Hyundai Loyalty, em maio de 2018. O navio tem 339,62 metros de comprimento e 45,6 metros de largura, mas a capacidade de carga é para 8.600 TEUs.

       Este ano, os maiores navios foram recebidos em junho: o MOL Beauty e MOL Beacon, ambos com 336,9 metros de comprimento e 48,3 metros de largura e capacidade para até 10 mil TEUs.

       O porto paranaense deve receber ainda mais embarcações como essas, após as obras de derrocagem. A explosão submarina do maciço rochoso, conhecido como Pedra da Palangana foi assinada em setembro. A remoção do material permitirá o aprofundamento do canal de acesso para até 14,60 metros. Com isso, o porto paranaense garante maior segurança na navegação, o que evita acidentes e aumenta a competitividade.