A presidente Dilma Rousseff chegou nesta quarta-feira (8) à
cidade de Ufa, capital do Bascortostão, na Rússia, onde se juntará aos
chefes de governo da Rússia, Índia, China e África do Sul para o sétimo
encontro anual do Brics. A cúpula de dois dias, que acontecerá em uma
das mais belas regiões russas, nas encostas dos Montes Urais, terá
início com um jantar típico oferecido aos líderes políticos.
O
presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro indiano, Narendra
Modi, e o presidente Sul-Africano, Jacob Zuma, chegaram durante a manhã a
Ufa e tiveram encontros bilaterais com o presidente russo, Vladimir
Putin. Para o líder russo, a cúpula é uma oportunidade de mostrar ao
ocidente que Moscou não está isolada, mesmo com a suspensão do país do
grupo G8 - as nações mais industrializados do mundo -, por causa da
anexação da Crimeia, em março do ano passado.
Na agenda
prioritária dos líderes está o acordo sobre o Novo Banco de
Desenvolvimento (NDB) do Brics ou Banco do Brics, que entrou em vigor na
última semana. Eles vão discutir detalhes sobre o funcionamento da nova
instituição, que terá sede em Xangai, na China, e será presidida pelo
banqueiro indiano K. V. Kamath, tendo como vice o economista brasileiro
Paulo Nogueira Batista Junior.
O banco, que começa a operar
no ano que vem, terá capital inicial de US$ 50 bilhões, divididos em
partes iguais entre os membros.
A partir do início das operações do banco, os países-membros do Brics
esperam reduzir o domínio do FMI e do Banco Mundial sobre o sistema
financeiro global e criar espaço para outras moedas, além do dólar
americano, no comércio internacional. A instituição financiará projetos
de infraestrutura nos países do Brics, mas as operações podem ser
estendidas a países em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos.
A
criação do NDB ocorreu em julho do ano passado, na última reunião do
Brics, em Fortaleza, no Ceará. Na ocasião, também foi lançado o Arranjo
Contingente de Reservas (CRA na sigla em inglês) no valor de US$ 100
bilhões, dos quais US$ 41 bilhões virão da China. O Brasil, a Rússia e a
Índia contribuirão com US$ 18 bilhões cada e a África do Sul aportará
US$ 5 bilhões. A cúpula também servirá para discutir ações
de cooperação econômica e comercial entre os países do bloco, englobando
setores como energia e infraestrutura. O Brics representa um quinto da
economia mundial e 40% da população do planeta.

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