segunda-feira, 6 de julho de 2015
Plataformas P-75 e P-77 da Petrobras devem ser mesmo construídas no Pólo Naval Gaúcho
A negociação entre o consórcio QGI e a Petrobras para a retomada da montagem das plataformas P-75 e P-77 em Rio Grande, depois de dois meses de difíceis conversações, finalmente parecem ter chegado a um final feliz como já havia informado este blog na sexta-feira. O acordo entre as empresas, confirmado por diversas fontes ligadas ao negócio, garante o retorno ao Rio Grande do Sulk de um contrato cujo valor inicial chegava a US$ 1,6 bilhão e, no pico, deve gerar 4,5 mil empregos diretos. Os detalhes do acerto, como a possível inclusão de aditivos ou o novo cronograma das obras ainda não foram divulgados, mas a solução para o impasse que vinha desde fevereiro já anima o setor.
Segundo representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, a confirmação teria sido passada na tarde desta quinta-feira pelo diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais da Petrobras, Roberto Moro, à comitiva formada por trabalhadores e pelo prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer. Cerca de 200 trabalhadores, que partiram do município na quarta-feira, faziam vigília em frente à sede da estatal, no Rio de Janeiro, até a confirmação da assinatura de uma ata que oficializou o acordo.
O movimento foi um dos últimos atos do impasse que culminou, em fevereiro, na paralisação das obras das plataformas pelo consórcio QGI, que solicitava aditivos da ordem de US$ 160 milhões para a construção. Previsto inicialmente para o fim de abril, o acordo entre as partes esbarrava, além disso, na possibilidade de nova licitação ou do envio das obras para o exterior, como acontecera após o rompimento, no ano passado, dos contratos da Petrobras com a planta de Charqueadas da Iesa Óleo e Gás, uma das sócias do QGI junto à Queiroz Galvão.
"Em um sentido macro, podemos afirmar que a indústria naval na Metade Sul do Estado está garantida por pelo menos três anos", afirma o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), Eduardo Krause, para quem a notícia é uma grande vitória ao Estado. "É a melhor notícia do ano para a indústria gaúcha, pelos empregos e pela mobilização de toda a cadeia de fornecedores, em um momento complicado da economia", acrescentou o coordenador do comitê de Competitividade em Petróleo e Gás da Fiergs, Marcus Coester.
O potencial de atingir outras empresas, que fornecerão serviços ao estaleiro ou mesmo de outras áreas, também é citado pelo prefeito para justificar a retomada como uma conquista para Rio Grande. "Esperamos que com a assinatura da ata, a retomada dos trabalhos para os próximos 30 a 40 dias", projeta Lindenmeyer. Ainda acampado na capital fluminense, o vice-presidente do sindicato, Sadi Machado, comemorou o sucesso do que classificou como uma "luta muito difícil", que chegou a envolver até o acorrentamento do presidente do sindicato, Benito Gonçalves, ao estaleiro parado da QGI. "Vamos amenizar parte do que perdemos. Chegamos a ter pico de 24 mil trabalhadores no polo naval, e agora estávamos com 6 mil nos estaleiros Ecovix e EBR", comenta Machado. Mas, no início da noite, a Petrobras emitiu nota onde afirmou unicamente que "as negociações com a QGI estão em curso.
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