quarta-feira, 8 de julho de 2015

Governo baiano decide rever projeto que envolve terminais no Porto de Aratu para evitar estrangulamento no fluxo de navios

       O Governo do Estado da Bahia decidiu rever o Projeto de Lei Nº 21.021/2014, que trata de macrozoneamento portuário-industrial no Porto de Aratu e, mais precisamente, no que envolve o Canal de Cotegipe. Segundo o coordenador de Infraestrutura da Casa Civil, Araci Lafuente, “há muitos interesses difusos e contraditórios envolvidos na ocupação daquela área e é preciso garantir, a um só tempo, que ocorra o maior volume de recursos privados para aquela região e seja definida a capacidade futura do canal, sem que ocorra o estrangulamento no fluxo de navios”.

       Ao mesmo tempo, a companhia Dow anunciou que vai abrir o seu terminal, no Porto de Aratu, para outras empresas e a Braskem, que construirá um terminal no Canal de Cotegipe, com valor de R$ 96 milhões. Área de grande profundidade, a entrada da Baía de Aratu é, também, um trecho de enorme impacto ecológico. O ambiente marítimo comporta o estuário do Rio São Paulo, nascedouro de peixes, como o Robalo, tainhas e camarões, abriga, ainda, comunidades no seu entorno.

       Araci Lafuente disse aguardar "feed-back (retorno) dos grupos atuantes ou interessados em operar na Baía de Aratu". Destacou ainda que “um dos motivos da necessidade de agilizar a legislação para aquela área” é porque é de fundamental importância para o desenvolvimento econômico do estado, “a iniciativa da Braskem em implantar um novo píer no Porto de Aratu”. Para o coordenador de Infraestrutura será necessário “não só maximizar a capacidade de movimentação, mas modernizar Aratu”.

Ele estipulou como horizonte mais próximo para construção e entrada em operação de investimentos como o novo píer da Braskem e a duplicação da oferta no da Dow, o período compreendido entre 2017 e 2020. Segundo Lafuente, para tanto, “é preciso que tenhamos definido o zoneamento náutico e offshore (em terra)”.

Mesmo reconhecendo que o Canal de Cotegipe, embora estreito, apresenta ótimas condições de navegabilidade para navios de grande porte, uma vez que dispõe de profundidade e largura compatíveis para o trânsito desse tipo de embarcação, por norma da Marinha, a navegabilidade está limitada a navios com calado máximo de 15 metros.

O Governo pretende articular junto à Capitania dos Portos e a Codeba a ampliação do limite para 20 metros de calado, tendo em vista que “os armadores estão sempre inovando na construção de novas e maiores embarcações”. Aliado a esses fatores, o coordenador de Infraestrutura faz ver que “o canal não registra ocorrências de assoreamentos, o que representa adicional na sua viabilidade econômica e financeira”.

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