quarta-feira, 8 de julho de 2015

Estudo da CNI aponta redução da mão de obra em 60% das empresas do país no semestre

       A queda da produção e as dificuldades financeiras levaram à redução do uso da mão de obra e a demissões nos primeiros seis meses do ano. De acordo com a Sondagem Especial - Emprego, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada hoje (8), 60% das empresas do setor tomaram medidas extraordinárias para reduzir o uso de mão de obra, como férias coletivas ou redução do número de turnos, e reduziram o número de empregados.

       Somente no setor de veículos automotores, esse número chegou a 78%. Nas indústrias que produzem outros equipamentos de transporte, como aviões, navios, reboques, o número alcança 73%.
As demissões atingiram metade das indústrias, nos últimos seis meses. O percentual de empresas que reduziu o número de empregados é maior nas empresas de médio porte (54%) e menor entre as de grande porte (48%). Nas pequenas, o percentual foi 49%. O setor com o maior percentual de empresas (73%) que demitiram foi o automotivo. O menor percentual de indústrias que cortaram o quadro de trabalhadores foi o de bebidas. Nesse setor, 58% das empresas disseram que não reduziram o número de empregados.

       A pesquisa mostrou que 42% das empresas adotaram medidas de redução do uso da mão de obra. Entre essas ações, destacam-se a redução do número de turnos, com 38% dos registros, a não renovação de contratos temporários, com 28% das respostas, o uso do banco de horas e as férias coletivas não programadas, com 26% das menções. O levantamento da CNI revela ainda que o elevado custo das demissões, com 52% das respostas, e a preocupação com a retenção de talentos, com 34% das menções, foram os principais motivos que evitaram as demissões. A redução da produção (67%) e as dificuldades financeiras (32%) lideram a lista de razões que levaram as empresas a reduzir o número de empregados nos últimos seis meses.

Nenhum comentário:

Postar um comentário