A Embraport (Empresa Brasileira de Terminais Portuários) investir
R$50 milhões na construção de um ramal ferroviário e um armazém
alfandegado em seu terminal no porto de Santos (SP), que deverá estar pronto até 2015. O presidente da companhia, Ernst Schulze, explicou que o objetivo
é atrair clientes oferecendo serviços combinados, dentro da estratégia
de se tornar um provedor logístico completo e não apenas um movimentador
de cargas no cais. O ramal ferroviário custará em tirbi de R$40 milhões. O trecho
de 850 metros ficará pronto no primeiro trimestre de 2015 e será
derivado da linha da MRS, concessionária de ferrovias que chega a
Santos. O desvio terá capacidade para atender vagões double stack,
com dois contêineres empilhados. O empreendimento tem como sócios a
Odebrecht, TransPort e a DP World.
O armazém ainda está no início dos investimentos e atenderá todos
os serviços atribuídos aos contêineres, inclusive o crossdocking
(estufagem e desova de caminhões) e terá 5 mil metros quadrados. Uma das
oportunidades visadas pela empresa é movimentar o s produtos do
agronegócio exportado pela Ásia.
O desaquecimento do comércio exterior resultou em números
decepcionantes na movimentação de contêineres de importação e
exportação. Em Santos, o que vem crescendo são as cargas de transbordo e
cabotagem, que pagam menos. Segundo Schulze, esse é o motivo para a
ocupação abaixo do esperado do terminal neste ano, o primeiro completo
da Embraport. Originalmente, a projeção era fechar o ano com movimentação
entre 720 mil e 840 mil Teus, uma ocupação entre 60% e 70% da
capacidade anual de movimentação, de 1,2 milhão de Teus. Mas o
percentual hoje é de 50%. Se encerrar o ano assim, o volume de 2014 será
de 600 mil Teus. “A falta de crescimento está afetando a todos”, justifica o executivo.
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