quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Suape recebe emprresa dinamarquesa licenciadora de tecnologia para a descarbonização

 

O Complexo de Suape recebeu, nesta semana, uma visita institucional da Topsoe, empresa dinamarquesa reconhecida globalmente por desenvolver tecnologias em hidrogênio verde, e-combustíveis e processos de descarbonização industrial. A agenda é um dos desdobramentos da missão oficial do Governo de Pernambuco à Dinamarca, liderada pela governadora Raquel Lyra, e reforça o compromisso de ampliar parcerias estratégicas com atores internacionais da transição energética.

Participaram, pela Topsoe, André Defaveri (gerente-geral Brasil); Ana Duarte (engenheira de serviços técnicos) e Vanessa Costa (account manager). O grupo foi recebido pelo diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, acompanhado dos diretores João Vítor Paiva (Jurídico), José Constantino (Desenvolvimento e Gestão Portuária), Renata Loyo (Infraestrutura) e Marcos Gesteira (Administração e Finanças). Também participaram os colaboradores Alexandre Cardoso (assessor especial da presidência para Assuntos Estratégicos), Sóstenes Alcoforado (assessor especial da presidência para Transição Energética), Fabiana Maranhão (auditora interna), Arthur Teixeira (coordenador de Desenvolvimento de Negócios) e João Holanda (coordenador jurídico). Mariana Moreira, gestora de Relações Institucionais da Secretaria da Assessoria Especial à Governadora e Relações Institucionais, também participou da reunião.

 “Essa aproximação amplia perspectivas de cooperação, estimula futuros investimentos e reforça a posição de Suape como referência nacional em soluções portuárias, logísticas e alinhadas à transição energética. Sob a liderança da governadora Raquel Lyra, o complexo avança em iniciativas conectadas à sustentabilidade e às tecnologias do futuro”, destacou o diretor-presidente da estatal portuária, Armando Bisneto.

 No encontro, o titular do atracadouro apresentou as condições competitivas de Suape para o desenvolvimento de projetos de hidrogênio de baixa emissão, e-metanol, reutilização de CO₂, entre outras iniciativas vinculadas à economia de baixo carbono.

“Foi um prazer conhecer o Porto de Suape e observar como o complexo está preparado para receber projetos voltados à transição energética, com forte potencial para hidrogênio verde, amônia verde e e-metanol. A Topsoe, como licenciadora de tecnologias para descarbonização, atua para atender seus clientes e para apoiar a estruturação das condições e da infraestrutura necessárias à implementação desses projetos”, ressaltou o gerente-geral Brasil, André Defaveri.

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Trabalho integrado das guardas portuárias da Bahia e Itajaí reforçarão a segurança dos terminais da Codeba


 

Em uma iniciativa voltada ao fortalecimento das práticas de segurança pública, a Autoridade Portuária Federal – CODEBA iniciou, nesta semana, uma ação de integração entre os guardas portuários que atuam na Bahia e em Itajaí (SC). O objetivo é ampliar do intercâmbio e reforçar a cooperação institucional entre as Guardas Portuárias, ampliando a capacidade de resposta em situações operacionais complexas e alinhar procedimentos estratégicos adotados nos portos administrados pela Companhia.

“Para garantirmos a Segurança Portuária é necessário modernizar os processos, promover a integração entre as equipes e o alinhamento aos padrões internacionais de segurança. Por isso a Autoridade Portuária Federal – CODEBA investe na aquisição de equipamentos, na capacitação e nas ações articuladas junto às Polícias Federal, Civil e Militar, para ampliar os conhecimentos técnicos dos nossos agentes de segurança e fortalecer a atuação da guarda no uso de tecnologias voltadas à segurança e vigilância portuária”, explica o presidente da CODEBA, Antonio Gobbo.
 
Até o fim dessa semana, as equipes participarão de apresentações técnicas, reuniões e visitas às áreas operacionais dos portos de Salvador e Aratu-Candeias, com foco no compartilhamento de experiências e na análise de metodologias aplicadas ao ISPS Code (Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuária), à segurança da navegação, ao controle operacional, ao patrulhamento e às atividades de fiscalização interna.
 
Para o coordenador da Guarda Portuária de Itajaí, Diogo Schmitt, este intercâmbio entre as equipes é de grande relevância. “É muito gratificante conhecer de perto a CODEBA e perceber o quanto podemos aprender com o trabalho desenvolvido aqui. Salvador avançou de forma significativa e se posicionou na vanguarda do sistema portuário brasileiro. Essa expertise contribui para fortalecer a segurança do Porto de Itajaí e a integração entre nossas equipes. Estamos aqui para somar, trocar conhecimentos e construir ações conjuntas que elevem o padrão de segurança dos portos”, afirmou.
 
Além do coordenador Diogo Schmitt, participam das atividades, do inspetor da Guarda Portuária de Itajaí, George Pereira, o Guarda Portuário da Bahia e membro da Associação dos Guardas Portuários do Estado da Bahia, Israel Aguiar, entre outros guardas e o gerente do Porto de Salvador, Luis Filipe, que destacou os avanços obtidos no Porto de Salvador com a valorização das equipes operacionais. “O trabalho realizado aqui é baseado em um modelo de gestão que prioriza a valorização da categoria e o fortalecimento da Guarda Portuária. Esse olhar para os servidores foi decisivo para aprimorar a segurança e consolidar resultados importantes no Porto de Salvador”, destacou.

 

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Queda nas taxas de frete spot para a Costa Leste da América do Sul mostra poucos sinais de desaceleração

 

A tendência de queda nas taxas de frete spot mostra poucos sinais de desaceleração. De acordo com Lars Jensen, analista do setor marítimo, “as taxas para a Costa Leste da América do Sul caíram para US$ 1.386/TEU, uma queda de US$ 1.272/TEU em cinco semanas”, enquanto as taxas para a Costa Oeste da América do Sul estão em US$ 1.244/TEU, uma queda de US$ 566/TEU em

Em ambos os casos, ele observa, isso representa “mais do que uma reversão completa dos aumentos do final de outubro”. Esse ajuste contrasta com a tentativa de algumas companhias de navegação de aumentar as taxas em dezembro. A Hapag-Lloyd anunciou um aumento geral de taxas (GRI) de US$ 1.000/FEU para a América do Sul, América Central e Caribe, com vigência a partir de 1º de dezembro. No entanto, a recente queda acentuada levanta dúvidas sobre sua sustentabilidade.

Nas rotas transpacíficas, a pressão também está se intensificando. Jensen relata que o Índice de Frete de Contêineres de Xangai (SCFI) para a Costa Oeste dos EUA (USWC) caiu para US$ 1.645/FEU e para a Costa Leste dos EUA caiu para US$ 2.384/FEU, “uma queda de mais de US$ 1.000/FEU em três semanas”. Dados da Xeneta confirmam essa tendência. As taxas spot médias em 20 de novembro atingiram US$ 2.190/FEU para a USWC e US$ 2.838/FEU para a USEC. A maior queda semanal foi novamente na Costa Oeste:

“As taxas caíram 3,2% nesta semana, após uma queda de 17,2% na semana anterior”. Um aumento de 11,4% na capacidade oferecida pela Ocean Alliance contribuiu para a pressão de baixa. Para Peter Sand, chefe de análise da Xeneta, essa divergência de comportamento prenuncia o cenário do próximo ano: “Há diferenças notáveis ​​entre as rotas do Extremo Oriente para a Europa em comparação com as dos EUA, e isso está moldando o cenário para 2026”.

Enquanto a Europa demonstra sinais de demanda saudável, nos EUA, “a política comercial terá um impacto negativo na demanda do consumidor e nos volumes de contêineres”. Nesse contexto, a América Latina se destaca como um símbolo de instabilidade global. As fortes quedas nas rotas para ambas as costas da América do Sul — ECSA e WCSA — demonstram que a capacidade redirecionada dos Estados Unidos está, mais uma vez, pressionando a oferta regional. Enquanto isso, o Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry permaneceu estável em US$ 1.852/FEU, com quedas nas rotas transpacíficas compensadas por leves aumentos nas rotas Ásia-Europa.

Segundo a Drewry, “espera-se que as tarifas diminuam ligeiramente na próxima semana”, visto que os cancelamentos de rotas diminuirão e haverá mais capacidade disponível. Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos, concorda que a correção se acelerou: “as tarifas para a costa oeste dos EUA caíram mais de 20% na semana passada”, enquanto as da costa leste dos EUA também caíram mais de 20%, retornando aos níveis pré-GRI de outubro.

O Papel da Frota Ociosa Um elemento fundamental para compreender essa dinâmica é a evolução da frota ociosa. Simon Heaney, Gerente Sênior de Pesquisa de Contêineres da Drewry, observa que “a frota ociosa ultrapassou 1 MTU em novembro pela primeira vez desde o ano passado”. Embora ele ressalte que um único mês não define uma tendência, o aumento coincide com o enorme influxo de nova capacidade este ano: 1,84 MTUs entregues em comparação com apenas 6 KTEUs sucateados.

O potencial retorno massivo do transporte marítimo ao Canal de Suez poderia liberar ainda mais capacidade, intensificando a necessidade de novos cancelamentos de rotas ou até mesmo de sucateamento: “Um retorno completo das travessias liberaria capacidade, forçando as companhias de navegação a ajustarem suas frotas em outras frentes”, destaca Heaney.