quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Movimentação de cargas no Porto de Itajaí no ano passado termina com 5% de queda


O Porto de Itajaí (SC) encerrou o ano de 2024 com uma movimentação total de cargas de 14,17 milhões de toneladas, uma redução de 5% em relação ao volume registrado no ano anterior, de 14,97 milhões de toneladas. A movimentação de contêineres também apresentou queda, com um total de 1,279 milhão de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), uma redução de 1% em comparação com 1,296 milhão de TEU movimentados em 2023.

A administração federal do Porto de Itajaí, sob a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS), marca o início de uma fase promissora, segundo o presidente da APS, Anderson Pomini:  “O principal objetivo é impor uma visão estratégica focada em elevar a governança, modernizar a infraestrutura portuária e ampliar a movimentação de cargas no Porto de Itajaí", diz Pomini.  Já o superintendente interino do Porto de Itajaí, André Bonini, aponta que “a expectativa para 2025 é a implementação de melhorias estruturais que aumentem a competitividade do porto, promovendo maior eficiência operacional e atração de novos negócios”.

O Porto de Itajaí segue como um importante complexo portuário do Brasil e os números reforçam a importância do porto para a economia regional e nacional, enquanto a administração aposta em novos investimentos e parcerias para impulsionar a recuperação nos próximos anos.

 

Complexo portuário de Los Angeles fecha 2024 com crescimento de 20% nas suas operações

O Porto de Long Beach, na Califórnia, fechou 2024 com a movimentação de 9.649.724 TEUs, 20,3% a mais que no ano anterior e 2,8%  acima do antigo recorde de mais de 9,3 milhões de TEUs mobilizados em 2021. As importações aumentaram 24,3% para 4.729.552 TEUs e as exportações diminuíram em 5,9% para 1.207.036 TEUs em comparação a 2023. Enquanto isso, os contêineres vazios pelo Porto aumentaram 26,6% para 3.713.137 TEUs.

O porto fechou o ano com o seu dezembro mais movimentado, movimentando 861.006 TEUs, 21,3% a mais que no mesmo mês do ano anterior e superando em 5,5% o recorde anterior, estabelecido em dezembro de 2020. Os contêineres com carga de importação aumentaram 23,9% para 412.876 TEUs e os contêineres com carga de exportação diminuíram 2,8% para 100.792 TEUs em comparação a dezembro de 2023.

Os contêineres vazios movimentados pelo porto aumentaram 27,3% para 347.338 TEUs. Analisando o recorde de 9,6 milhões de contêineres de carga movimentados sem interrupção ou atraso em 2024, o CEO do Porto de Long Beach, Mario Cordero , durante seu oitavo discurso anual sobre o Estado do Porto, destacou que o progresso está sendo feito na transição das operações para emissões zero. Ao mesmo tempo  o complexo registra melhorias drásticas na qualidade do ar e outros benefícios ambientais ao longo de seus 20 anos como um Porto Verde.

"Para aqueles que disseram que um Porto Verde não poderia competir comercialmente, os fatos mostram o contrário", disse Cordero diante de mais de 900 parceiros da indústria, membros da comunidade e líderes cívicos reunidos para a ocasião no Centro de Convenções. “Alcançamos progresso ambiental e sucesso comercial”, afirmou.

Segundo ele, a Comissão do Porto de Long Beach adotou a Política “Porto Verde” em janeiro de 2005 como uma promessa de reduzir os impactos nocivos das operações portuárias e salvaguardar a saúde das pessoas que vivem em Long Beach e nas comunidades vizinhas,  proteger a vida selvagem e a natureza habitat e envolver a comunidade para garantir que o porto cumpra esses compromissos.

“Essa política resultou em uma série de iniciativas de sustentabilidade que permitiram um porto mais limpo, práticas de construção ecológica líderes do setor e, mais notavelmente, melhorias na qualidade do ar como resultado da redução de emissões. De fato, as emissões de diesel diminuíram até agora em 92%, os óxidos de nitrogênio em 71%, os óxidos de enxofre em 98% e os gases de efeito estufa em 17% desde 2005”, explicou o executivo.

Antaq examina condições de investimentos no terminal de Vila do Conde

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou visita técnica ao estado do Pará para avaliação do andamento das iniciativas recomendadas às instalações portuárias da região após fiscalização temática realizada pela autarquia.

A diretora Flávia Takafashi esteve, na segunda-feira (20) e na terça-feira (21), no Porto de Vila do Conde e nos terminais Tecon Convicon, Petroquímico de Miramar e Vibra Energia em Miramar. 

Durante a vistoria no Porto de Vila do Conde foram verificadas as condições e quais serão os próximos investimentos de melhoria no cais de atracação, na pavimentação do local, nas áreas de acesso, nas cabeças de amarração e outros.

Nas demais áreas, além de conhecer as instalações e observar a operação de movimentação de cargas, também foram discutidos possíveis novos investimentos de expansão de terminais, melhorias de infraestrutura e compra de novas tecnologias.

A fiscalização temática à Companhia Docas do Pará, em 2024, compreendeu temas como aspectos financeiros da autoridade portuária, o mapeamento dos investimentos necessários, as condições de manutenção, entre outros. Esse tipo de fiscalização garante a segurança dos trabalhadores, da carga e do porto, sendo uma importante ferramenta de melhoria.

A comitiva contou também com a participação da gerente de Coordenação das Unidades Regionais, Flávia Araújo; do chefe da Gerência Regional de Belém, Cleydson Silva; e do Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários Vinicius Campello.

 

Governo da Colômbia abre mercado para importação de planta ornamental do Brasil

O governo federal recebeu o anúncio pelo governo da Colômbia da autorização para que o Brasil exporte planta ornamental da espécie “Tillandsia” para aquele país.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 863 milhões em produtos agropecuários para a Colômbia, com destaque para produtos florestais e do complexo sucroalcooleiro.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança oito aberturas em 2025, totalizando 308 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Política tarifária de Trump poderá gerar redução na movimentação global de contêineres


 

Por mais que as companhias marítimas possam editar a oferta da equação, elas não têm influência na demanda, o que gera muitos pontos de interrogação”, afirma Simon Heaney, gerente sênior de pesquisa de contêineres da Drewry. Ele ressalta que, nesse nível, o maior imprevisto fator é o retorno ao poder de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

A este respeito, o analista acredita que em breve se descobrirá quão radicais serão as tarifas prometidas, mas que, por enquanto, o mundo não tem ideia de quando serão aplicadas, quais serão os valores e quem será afetado, quais serão os , ele indica, “não é o ideal para um setor que, por definição, anseia por previsibilidade e coordenação multilateral”.

Heaney observa que a maioria das empresas que fornecem esse tipo de informação à Drewry não esperam que Trump vá aos extremos de sua retórica de campanha. Segundo ele, o presidente em vez disso, deverá adotar uma abordagem um pouco mais branda em relação ao número de países que estarão sujeitos a tarifas.

Ele calcula que relatórios mais recentes sugerem que uma abordagem gradualista está sendo considerada, o que basicamente envolve aumentar as tarifas de forma constante ao longo do tempo, em vez de todas de uma vez. Mas ressalva que é difícil saber no que acreditar, já que Trump demonstra "ambiguidade estratégica, então nunca se pode realmente saber suas verdadeiras intenções.”

O caminho mais rápido para impor tarifas seria Trump declarar uma emergência nacional, caso em que ele teria que identificar uma ameaça específica e convincente à segurança nacional ou à estabilidade econômica. Nesse caso, poderia dizer que enormes desequilíbrios comerciais ameaçam a economia dos EUA e sua capacidade de financiar operações militares, responder a crises ou competir globalmente.

Segundo Heaney, Trump realmente odeia o desequilíbrio comercial que os Estados Unidos mantém com várias economias que, conforme a última contagem, manteve déficit comercial em bens com 107 países e superávits com 127. O analista ressalta a esse respeito que os Estados Unidos têm um déficit constante de bens desde meados da década de 1970, ou seja, por uns 50 anos.

Esse desiquilíbrio, explicou, começou a aumentar no início deste século, quando a globalização e a terceirização da manufatura se aceleraram. Em novembro de 2024, a balança comercial de bens dos EUA estava deficitária em cerca de US$ 1,1 trilhão, de modo que para cada dólar de exportação havia 1,57 centavos de dólar de importação.

“Na mente de Trump, as tarifas fecharão essa lacuna, impulsionarão os cofres do Tesouro dos EUA, pois outros países serão forçados a pagar taxas mais altas (embora não seja assim que as tarifas funcionam), reavivarão a indústria nacional, criarão empregos e tornarão os parceiros comerciais mais flexíveis e negociadores.

Embora ainda não se saiba quais países serão alvos do aperto da política tarifária, uma hipótese poderia ser analisar aqueles com os maiores déficits. Examinando a partir de novembro de 2024, são eles: China (US$ 270 bilhões), México (US$157 bilhões) e Vietnã (US$ 113 bilhões). O analista ressalta que nenhum país pode ter certeza de que escapará do radar tarifário de Trump. Por exemplo, a Dinamarca, que tem um superávit comercial relativamente pequeno com os Estados Unidos, pode ser alvo se recusar a venda da Groenlândia aos Estados Unidos; O mesmo vale para o Panamá, caso não devolva o controle do Canal.

De acordo com Heaney, “Isso é importante porque o efeito da rodada de tarifas de 2018 foi, em grande parte, diluir a participação da China nas importações dos EUA e substituí-las por maiores exportações de lugares como Vietnã, Coreia do Sul e México. Mas se esses mesmos países de substituição também estiverem sujeitos a tarifas, os fabricantes terão opções limitadas para evitar custos mais altos.” Heaney estima que aumentar a tarifa efetiva dos EUA em dez vezes, para cerca de 20%, em uma base de política global (um nível não visto desde a Grande Depressão do final da década de 1920), representa uma aposta econômica muito grande.

No entanto, ele observa que há um risco significativo de que isso possa ter um efeito negativo em termos econômicos, resultando não apenas em maior diversificação comercial e desvinculação da China, mas também em uma desaceleração ou até mesmo redução na movimentação de contêineres em todo o mundo. Por outro lado, ele diz que é difícil ver como tarifas gerais podem atingir a meta de aumentar a produção e as exportações dos EUA. (imagem: Porto de Los Angeles)

Ministro de Portos e Aeroportos anuncia que deverão ser leiloadas 20 unidades portuárias em 2025

O ministro Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, apresentou as principais ações da pasta previstas para os próximos dois anos, durante reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e destacou os projetos que resultarão em ampliação da capacidade econômica do país e geração de emprego e renda.

Na área de Portos, o MPor planeja leiloar 20 unidades portuárias em 2025, entre elas o Terminal de Conteineres (Tecon) Santos 10, cujo valor de investimentos deverá ser o maior da história do país: R$ 3,51 bilhões. Ainda em Santos, há previsão também para este ano do leilão para construção do túnel Santos/Guarujá, com investimentos de R$ 6 bilhões, compartilhado entre o Governo Federal e o governo do estado de São Paulo.

Além disso, está prevista a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (R$ 1 bilhão). “São medidas que garantem mais eficiência na atividade portuária, o que tornará cada vez mais nossos produtos mais competitivos no mercado internacional”, disse o ministro, lembrando que pelos portos passam 95% do comércio internacional do país.

Na área de Hidrovias, o ministro apresentou o projeto de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, que deve ser leiloado até o final do ano, e destacou medidas para desburocratizar a cabotagem e a navegação interior. Destacou ainda que em 2024 o ministério concluiu a licitação para garantir dragagem permanente por cinco anos em trechos dos rios Amazonas e Solimões, áreas afetadas nos últimos anos por forte estiagem.

Na área de Aeroportos, Sílvio Costa Filho reforçou que o governo deve liberar recursos do Fundo Nacional da Aviação Comercial (FNAC) – cerca de R$ 4 bilhões – para financiar investimentos das companhias aéreas na compra e manutenção de aeronaves, o que deverá resultar em redução do custo operacional das empresas e das passagens aéreas.

Outro programa apresentado ao presidente Lula foi o AmpliAR (Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais), que prevê a gestão e operação de 50 aeroportos na Amazônia Legal e no Nordeste pelas concessionárias que já atuam no país. Serão investidos cerca de R$ 3,4 bilhões nesta etapa do programa, garantindo a operação aérea em aeroportos considerados estratégicos para o país.

“Como disse o presidente Lula, temos uma causa em comum, que é recuperar o país e promover o desenvolvimento econômico. Porque com isso a gente melhora a vida da população, cria emprego e renda. Nossa atuação no MPor tem este propósito: capacitar o país para este crescimento e possibilitar o desenvolvimento econômico e social”, afirmou o ministro.

Emap conquista certificação em sistema de gestão integrada no terminal do Itaqui

A EMAP (Empresa Maranhense de Administração Portuária) deu um passo significativo ao se tornar uma das empresas maranhenses certificadas com um Sistema de Gestão Integrada (SGI). Essa conquista representa um marco para a companhia, que gerencia o Porto do Itaqui, e reflete o esforço conjunto em integrar áreas como qualidade (ISO 9001), meio ambiente (ISO 14001) e saúde e segurança do trabalho (ISO 45001) em um único sistema.

Segundo Bruno Mota, diretor de planejamento do Porto do Itaqui, a jornada para alcançar essa certificação foi desafiadora, especialmente pela necessidade de nivelar processos entre setores. "Ter a certificação em cada área já traz segurança, mas, ao unificar, percebemos que o nivelamento entre setores era o principal gargalo. A integração de meio ambiente, qualidade e segurança do trabalho foi um grande desafio, mas conseguimos superar isso", afirmou.

Ele destacou que o SGI trouxe benefícios não apenas operacionais, mas também culturais para a empresa. "Agora, não é apenas um setor que se preocupa com o que deve ser feito, mas toda a empresa. Essa união entre os setores e a multiplicação de informações aumentaram a segurança para nossos trabalhadores e para a operação como um todo."

O diretor também mencionou a mudança de postura dos colaboradores, que agora participam ativamente do processo de certificação. "Antes, tínhamos certificações em que apenas um setor liderava e fiscalizava os demais. Hoje, cada colaborador se torna um fiscal, entendendo e colocando em prática o que é necessário. Isso não só aumenta a segurança das operações, mas também fortalece a gestão como um todo."

Sistema de Gestão Integrada: benefícios e perspectivas

O SGI é descrito como o "novo maestro" da EMAP, harmonizando processos e otimizando resultados em diversas áreas:

•             Unificação de instrumentos: Integra os sistemas de gestão em um único ambiente, promovendo alinhamento entre os setores.

•             Metas claras: Define objetivos compartilhados, garantindo que todos caminhem na mesma direção.

•             Engajamento e motivação: Cria um ambiente de trabalho seguro e inspirador, valorizando os colaboradores.

•             Segurança e eficiência: Eleva o nível de segurança operacional e administrativa.

Bruno Mota também compartilhou os planos futuros da empresa. "Agora, o desafio é manter a certificação e ampliá-la. Queremos incluir outras normas, como segurança da informação e compliance, para fortalecer ainda mais a integração e o alinhamento dentro da empresa", afirmou.