quinta-feira, 20 de junho de 2024

Maioria dos donos das cargas acredita que trânsitos pelo Canal de Suez devem retornar no 1º semestre de 2025


Os expedidores/proprietários de carga, os transitários/operadores marítimos não proprietários de navios, as companhias marítimas e os portos desde o início de maio enfrentaram mais uma vez desafios de capacidade, taxas de frete disparadas, atrasos crônicos nos portos e um aumento nos volumes de tráfego, resume Philip Damas, gerente geral e chefe de consultoria em cadeia de suprimentos da Drewry. Alguns transportadores estão tendo problemas para garantir capacidade nas taxas contratuais acordadas, diz ele.

O Índice Mundial de Contêineres (WCI) de Drewry, que mede as taxas à vista, tinha diminuído constantemente de 3.964 dólares/FEU em Janeiro para 2.705 dólares no final de abril, à medida que pareciam estabilizar após o início dos ataques no Mar Vermelho. No entanto, aumentaram 74% entre o final de abril e o início de junho, a que se somam as sobretaxas exigidas pelas companhias marítimas devido à época alta.

A consultoria identificou quatro fatores causais por trás dos problemas recentes: 1) Capacidade estagnada; 2) Crescimento muito forte da procura; 3) Comportamento dos embarcadores/proprietários da carga; 4) interrupções operacionais. Drewry observa que as companhias marítimas adicionaram muitos navios aos seus serviços Leste-Oeste para compensar as rotas mais longas agora utilizadas.

Na rota Ásia-Norte da Europa, por exemplo, aumentaram o número de navios em 24% e a capacidade total em 17%. Mas isto equivale apenas a um aumento de 2% na capacidade efetiva mensal, para 1,1 MTEU, à medida que os navios navegam distâncias mais longas. Na rota Ásia-Costa Leste da América do Norte, as companhias marítimas aumentaram o seu número de navios em 9% durante o mesmo período, mas a elevação na capacidade efetiva de 0%.

Assim, embora cerca de 1 milhão de TEUs de nova capacidade tenham sido entregues nos primeiros quatro meses de 2024, isso não fez diferença na capacidade efetiva mensal fornecida ao mercado. No entanto, Drewry acredita que a capacidade restante a ser entregue durante 2024 acabará por ter um efeito expansionista na capacidade efetiva.  Embora os dados relativos a maio ainda sejam limitados, é evidente que os volumes na rota Transpacífica e em várias outras rotas são mais fortes do que há um ano.

De acordo com a Federação Nacional de Retalho dos EUA, as importações conteinerizadas em maio deverão atingir 2,1 MTEU, um aumento de 8% em relação aos 1,9 MTEU em maio de 2023. Drewry observa ainda que em 22 de maio, durante a pandemia, as importações dos EUA ascenderam a 2,4 MTEU, pelo que o valor de 24 de maio ainda é 12% inferior ao pico de volume problemático anterior.

Uma pesquisa com membros do Drewry Benchmarking Club (um grupo de mais de 100 multinacionais) descobriu que uma proporção de expedidores/proprietários de carga internacionais está embarcando no início deste ano. Esta política, muitas vezes destinada a garantir que as remessas chegam a tempo, pode paradoxalmente “sobrecarregar” a capacidade e causar atrasos. Para Drewry, uma época de pico antecipada implica uma mudança de curto prazo no mercado e é um sinal de que haverá escassez de volume quando os picos de volume forem concluídos.

De acordo com a consultoria, o tempo que os navios esperaram antes de atracar em portos de alto volume aumentou 43% entre o terceiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2024, para mais de 400.000 horas. Além disso, considera que as alterações em grande escala nas redes de transporte marítimo e a deslocalização de grande parte da atividade de transbordo para novos locais ainda não foram normalizadas. Assim, as interrupções operacionais e a menor produtividade portuária estão limitando severamente a oferta.

A Drewry entende que o equilíbrio entre oferta e procura no mercado global de conteinêres aumentou. Segundo ela, dos quatro fatores que causam os atuais problemas de capacidade e eficiência, apenas alguns parecem conseguir durar mais de um ano. O fim da época alta, a entrega contínua de novos navios e a reabertura da rota do Canal de Suez poderão ajudar a resolver os atuais problemas de oferta e procura.

No entanto, Philip Damas salienta que ninguém pode responder com qualquer grau de confiança quando as operações normais de transporte marítimo serão restauradas (ou seja, quando o Canal de Suez voltará a ser utilizado em plena escala). De acordo com os proprietários de carga dos clientes da Drewry inquiridos, as perspectivas são bastante sombrias: menos de 17% dos 90 inquiridos prevêem o fim dos desvios no Mar Vermelho antes de 2024.

Porto de Santos registra novos recordes na movimentação de cargas em maio

A movimentação de cargas no Porto de Santos continua em sua trajetória de crescimento contínuo, atingindo, em maio, 15,8 milhões de toneladas, a melhor marca para esse período, e ficando 4,9% acima do apurado no ano passado (15,1 milhões de toneladas). Esse desempenho elevou em 11,5% o movimento acumulado do ano que soma 72,8 milhões de toneladas, também recorde para o período.  

Mais uma vez as cargas do agronegócio lideram o crescimento, destacando-se o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas no mês (+18,7%) e 9,4 5 milhões de toneladas nos 5 primeiros meses do ano (+65,6%). Sobressaíram-se, também, os embarques de café em grãos, com 204,7 mil toneladas (+89,1%) no mês e 1,0 milhão de toneladas (+65,3%) no acumulado do ano; carnes, com 225,0 mil toneladas (+32,2%) no mês e 994,9 mil toneladas (+28,0%); celulose, com 631,6 7 mil toneladas (+14,3%) no mês e 3,2 milhões de toneladas no acumulado (+2,7%) e as descargas de fertilizantes, com 662,9 mil toneladas (+40,4%) no mês e 2,7 8 milhões de toneladas (-6,1%). 

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, afirma que “a infraestrutura para atendimento às safras agrícolas está em expansão no complexo portuário de Santos e é um dos fortes indutores desse desempenho”.  

A movimentação de cargas conteinerizadas também apresentou um ótimo desempenho, somando 443,6 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), ficando 10,1% acima do mesmo mês do ano passado (403,3 0 mil TEU). O acumulado do ano se mantém 17,0% acima do mesmo período anterior, totalizando 2,1 2 milhões de TEU. Os dois resultados se caracterizam como as melhores marcas registradas no mês de maio e no acumulado do ano. 

No geral, os embarques atingiram no mês, 11,912,0 milhões de toneladas, um crescimento de 4,1% e no acumulado do ano, 54,3 milhões de toneladas, 13% acima do mesmo período de 2023. Já as descargas somaram 3,8 9 milhões de toneladas, ficando 7,5% acima do apurado em maio do ano anterior e o acumulado do ano chegou a 18,5 milhões de toneladas, também apresentando redução alta de 7,3%. 

Os granéis sólidos somaram nos 5 primeiros meses do ano 37,0 milhões de toneladas, um aumento de 4,9% sobre igual período em 2023, melhor marca acumulada no período. Os granéis líquidos somaram nesse período 8,0 milhões de toneladas, crescimento de 8,2% e também a melhor marca para o período. Destacaram-se nesse segmento a gasolina, com 166,7 mil toneladas (+293,9%) no mês e 489,7 mil toneladas (+79,7%) no acumulado do ano; e óleo diesel e gasóleo, com 211,0 1 mil toneladas (+102,9%) no mês e 790,0 9 mil toneladas (+23,7%) no acumulado do ano. 

Em maio, ocorreram 472 atracações de navios (+0,2%) e nos 5 primeiros meses do ano 2.305 (+5,1%).  A participação acumulada do Porto de Santos na corrente comercial brasileira apresentou crescimento, atingindo 29,0%. Cerca de 29,0% das transações comerciais nacionais com o exterior tiveram a China como país parceiro. São Paulo, com 52,7%, permanece como o Estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior, por Santos. 

 

Contrato de arrendamento transitório para operar carga geral é assinado em Itajaí

Os dirigentes da Superintendência do Porto de Itajaí, (Autoridade Portuária),  da SC Portos Operações Portuárias, Município de Itajaí, e, representantes dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), celebraram nesta semana a Assinatura do Contrato de Arrendamento Transitório para movimentação de carga geral na área pública do porto de Itajaí.

O encontro contou ainda com a presença das autoridades, o Chefe de Gabinete da Administração Municipal, Giovani Testoni, que no ato representou o Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni e, do Deputado Federal Carlos Chiodini, e, demais representantes de diversas classes de Sindicatos dos trabalhadores portuários.

O contrato, em sua redação, tem a finalidade de pactuar a exploração de área e de instalação do porto, localizadas dentro da poligonal do Porto Organizado de Itajaí. Tem por objeto, a instalação de uma estrutura em lona, localizado na área pública do porto de Itajaí, entre os berços 03 e 04.

Trata-se de um “lonado”, que ficará ao lado do Armazém 03 (AZ-03). A Arrendatária Transitória (SC Portos), irá instalar, após a Receita Federal dar seu aval por meio de alfandegamento, um galpão metálico de 4.000m², com fechamento em vinilona, medindo 100mx40m, com pé direito de 6,00m, com vistas à movimentação e armazenagem de carga geral não conteinerizada nos termos do presente contrato.

O Armazém 03 possui 4.800m², medindo 120mx40m, com pé direito de 8,00m, cobertura e estrutura em telhado de zinco metálico, piso em cimento queimado, portas em esquadrias de alumínio e capacidade estática de 12.960m³. Somado com a área da estrutura lonada, o total de área será de 8.800m².

As atividades a serem desenvolvidas pela Arrendatária Transitória, SC Portos, englobam apenas movimentação e armazenagem de cargas, não sendo contêineres (TEUs), destinadas ou provenientes de transporte aquaviário, abrangendo em especial mercadorias como: çúcar, celulose, siderúrgicos, madeira, big bag (fertilizantes), Roll On Roll Off (veículos), e carga de projetos.

“Nosso objetivo é instalar o lonado num prazo de até 180 dias. Já temos toda a estrutura alinhada, assim, podemos manter uma regularidade mensal com as operações de cargas geral. Para nós e todos os envolvidos que estarão atuando junto a mão de obra, e, com a Autoridade Portuária, primordial em termos as operações constantes. Também estamos muitos ansiosos para recebermos mais cargas, onde, junto com o armazém 03, em sua totalidade, podem ser movimentadas entre 20 e 40 mil toneladas”, destacaram os diretores da SC Portos Operações Portuárias, Antônio Guimarães e João Chaves.

Inicialmente, todo o processo, o documento, foi avaliado e estudado pela ANTAQ, agência e fiscalizadora, cuja aprovação foi reconhecida para devida instalação no porto, e, assim, considerando positiva.

Este Contrato de Arrendamento Transitório é valido por 06 meses, podendo ser renovado pelo mesmo período, tendo vigência de 180 dias. Também é o segundo contrato firmado entre a Superintendência do Porto de Itajaí, sendo o primeiro com a firmado com a MADA ARAÚJO, hoje Seara Operações Portuárias, para exploração de cargas de contêineres na área arrendada do porto (berços 01 e 02).

“Para nós da Autoridade Portuária, este momento é mais um motivo de orgulho e satisfação. Após o anuncio de que a Seara Operações Portuárias, seria a operadora de contêineres na área arrendada, toda a classe portuária comemorou, pois, agora podemos ver que o porto, em pouquíssimo tempo retornará com suas atividades totalmente em dia. Hoje, com a assinatura deste contrato, também transitório, só nos comprova que as operações de carga geral sempre deram certo em nosso porto, continuarão prosperando. Com isso, tenho a plena certeza que chegaremos até o final do ano com o porto 100% operando, tanto na área arrendada e pública. Com o aumento de cargas que a área pública tomara em breve, a classe dos trabalhadores e todos aqueles que estão envolvidos nela, só tem que comemorar”, apontou o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga.

O Porto de Itajaí fechou 2023 com um desempenho equilibrado quanto as operações de carga geral. Seguindo o desempenho crescente de atracações com embarcações de carga geral, desde janeiro de 2024, mensalmente estão sendo registradas atracações de navios na área pública.

A empresa SC Portos está sendo a responsável por todas as operações com carga geral, visando atender de maneira eficiente e dinâmica, contando com a colaboração dos TPA (Trabalhadores Portuários Avulsos). Esses profissionais estão prestam serviços, muitas vezes, em até quatro turnos para a atividade portuária, em geral, empenhando-se vigorosamente para garantir que todas as operações transcorram de maneira produtiva e adequada. Segundo a diretoria da SC Portos, somente em 2023, foram abertos mais de 27 mil chamados junto aos trabalhadores portuários, resultando num índice mensal de até 2 mil trabalhadores atuando em diversas operações de carga geral no porto de Itajaí.

 

 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Tecon Salvador, da Wilsons Sons, é considerado o sexto melhor terminal de contêineres do mundo


Maior operador de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, a Wilson Sons possui o 6º melhor terminal de contêineres do mundo, o Tecon Salvador, na categoria até 500 mil TEUs movimentados por ano. Este terminal está instalado no Porto de Salvador, na capital da Bahia. A colocação no Índice Global de Desempenho Portuário de Contêineres (CPPI), referente a 2023, é baseada em ranking divulgado pelo Banco Mundial e pela S&P Global Market Intelligence, que avaliaram a eficiência operacional a partir do tempo de permanência dos navios porta-contêineres nos portos.

A performance do Tecon Salvador reflete os investimentos recentes da Wilson Sons em obras de ampliação, com foco em inovação, sustentabilidade e capacitação de pessoal, que tornaram o terminal uma opção relevante para empresas de navegação, que conectam o Brasil com o comércio global. Em 2021, a Wilson Sons ampliou a disponibilidade de berços de atracação no Tecon Salvador, duplicando o principal berço, que passou a contar com 800 metros, capaz de atracar dois super navios porta-contêineres New Panamax (366m) ao mesmo tempo, além de navios menores para operações de projetos em seu cais secundário. Atualmente, o local atende a mais de 470 navios ao ano e a mais de 750 caminhões/dia e dispõe de um moderno sistema de gestão, permitindo otimizar o gerenciamento de cargas no pátio e no navio, com mais segurança e eficiência.

O terminal é, ainda, pioneiro no uso de equipamentos elétricos. No ano passado, a companhia investiu em mais 12 tratores de pátio elétricos, chamados de TTs (terminal tractors), utilizados para o transporte interno entre as embarcações e áreas de armazenagem de contêiner. Os equipamentos possibilitam a redução de até 341 toneladas de CO2 que não serão emitidas na atmosfera anualmente.

“A Wilson Sons busca o desenvolvimento sustentável de longo prazo, sempre orientado à criação de valor para os nossos stakeholders. Com esse foco, investimos em equipamentos de ponta e sustentáveis e ampliamos a eficiência operacional do Tecon Salvador, onde os navios de até 366m já podem escalar, contribuindo assim para aumentar a capacidade de atendimento e competitividade dos portos brasileiros”, diz Arnaldo Calbucci, COO da Wilson Sons.

Para a elaboração do estudo, o CPPI classificou 405 portos globais no ano passado, avaliando mais de 182 mil escalas de navios, 238,2 milhões de movimentações e cerca de 381 milhões de TEUs. De acordo com o Banco Mundial e a S&P, o objetivo é identificar “áreas de aprimoramento para o benefício de várias partes interessadas no sistema de comércio global e nas cadeias de suprimentos, de portos a companhias de navegação, governos nacionais e consumidores”. O banco destaca que mais de 80% do comércio de mercadorias são transportados por via marítima, portanto, “a resiliência, a eficiência e o desempenho geral dos portos são cruciais para os mercados globais e o desenvolvimento econômico”.

 

Redução de cancelamentos de itinerários reflete uma grade de maior previsibilidade nas escalas

“Em um mercado instável e com escassez de oferta, é bom ver que as coisas estão começando a melhorar”, diz Philip Damas, diretor geral e chefe de consultoria em cadeia de suprimentos da Drewry, que sugere que talvez os serviços de transporte de contêineres estejam se tornando mais previsível. Segundo os dados da Drewry, indica que “estamos chegando a esta fase: as companhias marítimas estão adicionar=ndo novos serviços ou restabelecendo os antigos, ampliando significativamente a oferta para a época alta.

Além disso, o aumento da concorrência está elevando a gama de opções de envio disponíveis. “Enquanto isso, companhias marítimas estabelecidas [ou dominantes] estão trabalhando para restaurar alguns de seus itinerários interrompidos.” Segundo o analista da Drewry, as companhias marítimas irão adicionar 10 serviços na rota Trans-Pacífico e quatro entre a Ásia e o Norte da Europa entre maio e julho.

Um fato notável, destaca, é que, depois de ter sido reduzido após o fim do boom pandêmico, o número de companhias marítimas concorrentes voltará a aumentar: a Ellerman voltará a entrar na rota Ásia-Europa e a SeaLead e a BAL Container Line na rota Rota Transpacífica: Drewry também espera que a entrega de novos navios continue reduzindo a escassez de capacidade em horários de transporte interrompidos.

Isto significa que o número de viagens em branco por companhias marítimas também está diminuindo (ver gráfico abaixo). De acordo com Drewry, o número de viagens em branco na rota Transpacífico e Ásia-Norte da Europa/Mediterrâneo diminuirá de 62 em maio para aproximadamente 51 em junho e menos de 41 em julho.

No entanto, para Drewry, é agora demasiado cedo para dizer que os serviços de transporte são muito previsíveis.
O congestionamento portuário continua a ser crônico em muitos portos da Ásia e do Mediterrâneo. O encerramento do Canal de Suez continua a atrasar navios e cargas. Além disso, existe o risco de ataques portuários nas costas leste e do Golfo dos EUA, tornando o planeamento ainda relativamente incerto e aberto a novas

Portos públicos movimentam quase 38 milhões de toneladas e têm crescimeno em abril

Os portos públicos tiveram um aumento de 8,17% no mês de abril deste ano, atingindo movimentação de 38,78 milhões de toneladas de cargas, segundo os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Esses terminais representam 36,9% de toda a movimentação portuária brasileira.

A movimentação portuária total para o mês foi de 105,13 milhões de toneladas de cargas, um crescimento de 2,59% em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o aumento na movimentação foi de 5,92% (413,5 milhões) frente aos quatro primeiros meses de 2023.

No mês, as cargas que apresentaram maior crescimento, na movimentação portuária total, foram Bauxita (+43,05%), Açúcar (+32,89%) e Trigo (+27,78%).

No acumulado dos primeiros quatros meses do ano, esses destaques foram para a movimentação de Animais Vivos (+165,88%), Açúcares e Produtos de Confeitaria (+72,61%) e Produtos Diversos das Indústrias Químicas (+67,27%).

Em relação às cargas conteinerizadas, a movimentação de abril atingiu 12,40 milhões de toneladas, um aumento de 23,18% em comparação com o mesmo período do ano passado, representando 1,12 milhão de TEUs. Desse total, 0,74 milhão de toneladas foram movimentadas em longo curso e 0,37 milhões por cabotagem. O crescimento dessa carga foi de 23,40% entre os meses de janeiro a abril, atingindo 47,40 milhões de toneladas de cargas.

Os granéis sólidos, que representam 59,8% do total de tudo que é movimentado, apresentaram crescimento de 2,72% frente a abril de 2023. Foram 62,88 milhões de toneladas registradas no quarto mês do ano. No acumulado do ano, os granéis sólidos movimentaram 241,09 milhões de toneladas de cargas, um aumento de 7%. 

Por sua vez, granéis líquidos e cargas gerais movimentaram 25,13 milhões de toneladas (- 1,18%) e 4,70 milhões de toneladas (- 18,14%) durante o mês de abril, respectivamente.

Durante os primeiros quatro meses do ano, os granéis líquidos movimentaram 105,59 milhões de toneladas de cargas (- 0,07%) e cargas gerais movimentaram 19,25 milhões de toneladas de cargas (- 8,31%).

Apoio marítimo foi o tipo de navegação com maior crescimento em abril comparado ao mesmo mês de 2023. Foram movimentados 0,11 milhão de toneladas de cargas, um aumento de 21,31%.

A movimentação de cargas de longo curso foi de 74,97 milhões de toneladas no quarto mês de 2024, apresentando crescimento de 5,09% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A cabotagem apresentou uma alta de 1,59% em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo uma movimentação de 23,19 milhões de toneladas. Já a cabotagem de contêineres cresceu 30,01% em comparação com o mês de abril de 2023.

As operações de carga de apoio portuário e a navegação interior apresentaram recuo de 4,79% e 16,72% no mês, totalizando 0,12 milhão e 6,73 milhões de toneladas movimentadas, respectivamente. 

O porto público com maior crescimento na movimentação em abril foi o Porto de São Sebastião (SP). O aumento foi de 109,99%, em comparação com abril de 2023, e a movimentação atingiu 0,13 milhão.

O porto paulista foi seguido pelo Porto de Cabedelo (PB) com um acréscimo de 74,48% (0,09 milhão) e o Porto de Porto Alegre (RS) com 69,91% (0,09 milhão).

Para os terminais autorizados houve uma estabilidade na movimentação em relação a abril do ano passado. O setor movimentou 66,34 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em abril, o terminal privado que mais cresceu no mês, em comparação com 2023, foi o Terminal da Alumar (MA), com 76,96%. Ao todo foram movimentados 1,22 milhão de toneladas de cargas no terminal no quarto mês do ano.

O Painel Estatístico da ANTAQ pode ser acessado via smartphones e tablets, disponível no site da Agência. Na consulta eletrônica podem ser checados dados de transporte de longo curso, cabotagem, vias interiores, além da movimentação portuária de contêineres.

 

terça-feira, 18 de junho de 2024

Evergreen monitora tempo real sobre localização e status das mercadorias nos navios


O sistema de monitoramento de contêineres da Evergreen utiliza tecnologia avançada para fornecer dados em tempo real sobre a localização e o status das mercadorias, permitindo que as empresas otimizem suas operações e melhorem a satisfação do cliente. Isso o torna uma ferramenta capaz de se tornar cada vez mais relevante para a gestão da cadeia de suprimentos.

Ao fornecer informações precisas sobre as remessas, este sistema permite que as empresas controlem melhor suas operações logísticas. A Vizion garante que os processos assentam na integração de diversas fontes de dados, incluindo satélites GPS e redes de telefonia móvel, o que garante uma monitorização constante e detalhada dos contêineres em trânsito.

A visibilidade em tempo real da cadeia de abastecimento oferece vários benefícios. As empresas podem identificar e resolver proativamente quaisquer problemas que possam surgir durante a mobilização, resultando em maior eficiência operacional e redução de custos. A capacidade de monitorizar sempre a localização e o estado dos contêineres também melhora a gestão de riscos e a capacidade de resposta a eventos imprevistos.

O sistema da Evergreen também permite que as empresas otimizem suas rotas de transporte e reduzam o tempo de inatividade. Os dados recolhidos através do sistema podem ser analisados ​​para identificar padrões e tendências, facilitando a tomada de decisões informadas sobre melhorias nos processos logísticos e alocação de recursos. A plataforma oferece uma série de recursos projetados para facilitar o gerenciamento de contêineres.

Os mais notáveis ​​incluem: Atualizações de localização de contêineres em tempo real. Acesso a informações detalhadas sobre o estado e condição da carga. Notificações e alertas personalizáveis ​​para manter os usuários informados sobre quaisquer alterações. Mapas interativos que permitem visualizar a movimentação de contêineres. Análise de dados históricos para avaliar e melhorar o desempenho operacional.

Para maximizar os benefícios do sistema de monitoramento da Evergreen, a Vizion recomenda seguir algumas práticas principais: Revise regularmente as atualizações do sistema para se manter atualizado com o status dos contêineres. Configure alertas personalizados para receber notificações sobre quaisquer alterações relevantes. Use a análise de dados históricos para identificar tendências e melhorar operações futuras. Aproveite mapas interativos para entender melhor o movimento de contêineres e otimizar rotas de transporte.