segunda-feira, 25 de março de 2024

Governo anuncia abertura do mercado do Canadá para a nossa gelatina e colágeno

O governo brasileiro recebeu o anúncio feito pelo governo do Canadá sobre a autorização para a exportação, pelo Brasil, de gelatina e colágeno de origem suína para aquele país, sem necessidade de certificação sanitária. O comércio de produtos agrícolas do Brasil com o Canadá tem crescido anualmente, refletindo o nível de confiança depositado no sistema nacional de controle sanitário.

Com este novo anúncio, o agronegócio brasileiro alcança sua 23ª abertura de mercado, em 17 países, neste ano. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, já foram abertos 101 novos mercados.

Em 2023, o Canadá foi o 28º maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, alcançando valor total de US$ 1,05 bilhão. A abertura desse novo mercado é resultado de ação coordenada entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com a participação do setor agropecuário brasileiro.

 

Antaq apresenta PGO hidroviário à Marinha do Brasil

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) recebeu representantes dos distritos navais da Marinha do Brasil, para apresentação do Plano Geral de Outorgas Hidroviário. Foram apresentados detalhes dos projetos das hidrovias de Lagoa Mirim, Paraguai, do Madeira e da Barra Norte. Essa foi a primeira reunião de coordenação entre a Marinha e a ANTAQ realizada em 2024.

“Esses são projetos importantes para o Brasil, tendo em vista que hidrovias são a última fronteira para o desenvolvimento da infraestrutura”, destacou o diretor-geral da ANTAQ, Eduardo Nery. Ele pontuou ainda que “o início da cobrança do frete nas hidrovias só vai acontecer após a implementação e operação do concessionário que vencer o leilão”.

A diretriz da ANTAQ é que nenhuma hidrovia seja leiloada caso o valor do frete pós licitação somado com o valor da tarifa seja maior que o frete cobrado atualmente na hidrovia. Estavam presentes o diretor-geral da Agência, Eduardo Nery; os diretores Wilson Lima Filho e Alber Vasconcelos; representantes da Secretaria Especial de Estudos e Projetos, e de Concessões; o Contra-Almirante, Dino Avila Busso, que é subchefe de Assuntos Marítimos do Estado-Maior da Armada; e outros representantes dos distritos navais, Diretoria de Portos e Costa (DPC) e Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha.

 

sexta-feira, 22 de março de 2024

Principais armadores globais registram queda nas suas margens operacionais nos últimos três meses


As margens operacionais médias das principais companhias marítimas (as nove com maior capacidade que reportam lucro antes de juros e impostos ou EBIT) caíram abaixo de zero para cerca de -3% no último trimestre de 2023, o primeiro resultado negativo para a indústria em cinco anos. Isto segue-se a muita tinta vermelha nos últimos três meses do ano, com seis das nove companhias marítimas reportando perdas operacionais no período, incluindo pela primeira vez linhas como Hapag-Lloyd e ONE.  

Entre os vencedores e perdedores no quarto trimestre, a Evergreen Marine Corp. foi a líder, com uma margem de 7,0%, tornando-se uma das três companhias marítimas que permaneceram no azul no trimestre. A HMM da Coréia do Sul também evitou por pouco uma perda, reportando um pequeno lucro operacional de contentores de 9 milhões de dólares e uma margem de 0,7%.

O Grupo COSCO da China ainda não divulgou os resultados completos de 2023, mas com base nos seus registos preliminares de fevereiro, também se espera que tenha uma margem positiva (e potencialmente à frente do mercado) no trimestre, após um programa de redução massiva de custos. Em geral, a margem média das companhias marítimas manteve-se positiva durante o ano, em torno de +4%. Em particular, para os maiores, as margens ainda permanecem acima das de 2019.

No entanto, ZIM, Yang Ming e Wan Hai Lines reportaram perdas operacionais e, portanto, margens negativas, ao longo do ano, uma queda no défice mais rápida do que o esperado. A Maersk, a segunda companhia marítima em capacidade, registou a margem mais baixa no quarto trimestre, –12,8%, mas manteve-se no azul durante o ano com uma margem de 6,6%. No entanto, publicou as piores perspectivas para o ano em curso, confirmando que é improvável que obtenha lucro e poderá gerar perdas operacionais de até 5 mil milhões de dólares em 2024.

No geral, a Maersk alcançou uma taxa média de frete de US$ 1.157/TEU em 2023. A CMA CGM, com perfil semelhante (ambas comercializam cerca de 40% de suas frotas fora do Extremo Oriente e proporções semelhantes no Oriente Médio, América Latina e África) gerou uma taxa média comparativamente mais alta de US$ 1.437/TEU durante o ano. As comparações sugerem que as descidas das taxas durante o ano foram mais importantes para os lucros do que os aumentos nos volumes expedidos.

CMA CGM e Hapag-Lloyd com melhor desempenho aumentaram seus volumes em ligeiros 0,5% em 2023, mas registraram uma queda anual nas taxas de apenas 48%. Outras companhias marítimas sofreram quedas nas tarifas entre 55% e 65%. Algumas empresas, como a Hapag-Lloyd, também beneficiaram da elevada exposição aos mercados latino-americanos e africanos, onde as taxas caíram menos durante o ano (-39% e -37%, respetivamente).  Naquele que é um dos anos mais imprevisíveis dos últimos tempos para a indústria de contêineres, a orientação de ganhos EBIT disponível para 2024 é a seguinte: Grupo Maersk: US$ –5 bilhões a zero. Hapag-Lloyd: US$ –1,1 bilhão a US$ 1,1 bilhão. ZIM: US$-300 milhões a US$300 milhões (EBIT ajustado).

Os intervalos de previsão permanecem amplos à medida que a crise do Mar Vermelho e os problemas no Canal do Panamá continuam. O CEO da Hapag-Lloyd, Rolf Habben Jansen, disse que uma normalização da crise marítima do Mar Vermelho era antecipada para a companhia marítima em algum momento entre o final do segundo e terceiro trimestre, dada a importância estratégica da hidrovia, mas reconheceu que "ninguém sabe ." A ZIM também previu um forte primeiro semestre do ano, mas um possível regresso aos fracos níveis de taxas de outubro/novembro de 2023 no segundo semestre.

A última margem trimestral leva as companhias marítimas aos níveis observados pela última vez no início de 2018, e abaixo da média de -0,2% reportada na década anterior à pandemia de Covid-19. Em contraste com o aumento dos lucros durante a pandemia, quando os resultados dos traders se acompanharam em grande parte, o declínio foi muito mais desigual, com grandes variações de trimestre para trimestre e entre traders individuais.

Governos do Brasil, China e Peru retomam projeto da Ferrovia transoceanica entre o Rio de Janeiro e o Oceano Pacífico

Os governos do Brasil, Peru e China anunciaram nessa semana uma parceria estratégica para o desenvolvimento da Ferrovia Transoceânica, que ligará o Rio de Janeiro ao Peru passando pelo Acre. O novo projeto de infraestrutura de transporte promete revolucionar, além das relações comerciais, também a logística entre a América do Sul e a Ásia, abrindo novas rotas e oportunidades entre os dois continentes.

A ideia de um corredor bioceânico no Brasil data de 1950 com a proposta daFerrovia Transulamericana, destinada a ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Após décadas de estagnação, o projeto foi incluído no Plano Nacional de Viação em 2008, sob o governo Lula, com a denominação de Ferrovia Transoceânica. Em 2014, houve a tentativa de assinatura de um acordo, com os chineses bancando o financiamento, mas a crise política que resultou na queda da presidente Dilma Rousseff paralisou as negociações.

A ferrovia é resultado da crescente influência econômica da China na América do Sul, refletindo a busca por unir o Atlântico ao Pacífico, criando uma nova via comercial e cultural entre os hemisférios. O projeto foi dividido principalmente em três trechos: Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) e um trecho de Campinorte até o Porto do Açu. Designada como EF-354, a ferrovia se divide em três grandes segmentos no Brasil, país onde terá uma extensão total estimada em 4.400 km:

– Do Porto do Açu até a Ferrovia Norte-Sul;

– De Campinorte até Porto Velho, às margens do Rio Madeira;

– De Porto Velho a Cruzeiro do Sul, na fronteira Brasil-Peru.

O ex-governador do Acre, Jorge Viana, atual presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), vai incluir o projeto da obra na pauta da missão que a agência está organizando junto com o vice-presidente de República, Geraldo Alckmin, à China.  Segundo ele, a ferrovia é uma alternativa ao Canal do Panamá e pode representar o projeto de infraestrutura mais importante para o Acre.

Viana participou, ao lado do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), além de outros representantes do governo federal, de uma reunião no Itamaraty, coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, cuja pauta foi a organização da missão à China, quando foi um dos primeiros a falar. “Estamos vendo como a gente amplia o comércio do Brasil com a China e esse projeto de infraestrutura deverá entrar na pauta da missão que vamos fazer liderada pelo vice-presidente”, acrescentou Jorge. 

De acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, a Lei 11.772 concedeu à VALEC a responsabilidade pelo trecho de Campinorte a Porto Velho, destacado como prioridade. Esse segmento tem 1.641 km de Campinorte a Vilhena, além de cerca de 770 km até Porto Velho. Até 2009, apenas o trecho entre Campinorte e Vilhena teve seu pré-projeto finalizado, com estimativa de 1.641 km a um custo de 5,25 bilhões de reais, permitindo velocidades de até 120 km/h.

A construção estava prevista para começar em abril de 2011 pela VALEC, mas as obras ainda não iniciaram. Em 2014, um acordo foi firmado entre Dilma Rousseff e os governos do Peru e da China para financiamento e estudos da ferrovia. Em 2015, o governo chinês comprometeu-se a financiar parte do projeto, excluindo o trecho até o Porto do Açu. A construção, prevista para iniciar em 2015, atrasou.

Após reuniões do G20 em 2016, a China prometeu investimentos no Brasil, incluindo a Ferrovia Transoceânica, que já tinha estudo de viabilidade econômica concluído, visando reduzir custos de exportação para a Ásia. O impeachment da presidente Dilma inviabilizou a continuidade de qualquer projeto de infraestrutura mais audacioso. Com a vitória de Luís Inácio  Lula da Silva em 2022, os estrategistas de infraestrutura do Brasil, Peru e China voltaram a se mobilizar para levar adiante o projeto da ferrovia bioceânica, transcontinental ou transoceânica.

CCR garante conclusão das obras de extensão da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu


 

A CCR Aeroportos, gestora do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR) desde março de 2022, anunciou que vai concluir as obras e realizar a homologação da extensão da pista do aeródromo, que ainda está sem utilização devido a pendências na construção e instalações. Como constava nos documentos que embasaram a licitação, a conclusão das obras da pista de pouso e decolagem do aeroporto de Foz do Iguaçu antes do início da concessão era de responsabilidade da Infraero. Assim, não há previsão contratual para que a CCR Aeroportos execute as referidas obras e, da mesma, a concessionária não esperava dispender valores para este investimento. 

A empresa chegou a manter diálogo com a Infraero, mas não houve avanços para que as pendências relacionadas à extensão da pista fossem solucionadas. Diante da impossibilidade de receber voos comerciais e cargueiros de maiores proporções, o que implica prejuízos ao setor produtivo da cidade de Foz do Iguaçu e ao Estado do Paraná, a CCR Aeroportos decidiu concluir as obras, instalar os equipamentos necessários e realizar o processo de homologação da pista junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Para que a extensão da pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu seja homologada de acordo com os padrões exigidos pela ANAC, a CCR Aeroportos vai executar obras estruturantes, como: readequações e implantação de drenagem de pavimento, sinalizações horizontais, ajustes de terraplanagem, adequações de equipamentos para o auxílio da navegação aérea, tratamento de obstáculos, entre outros atributos necessários.

Com a extensão em 664 metros, a Pista de Pousos e Decolagens do Aeroporto de Foz do Iguaçu passará de 2.194 metros para 2.858 metros, sendo a segunda maior da região Sul. Ela estará em operação plena a partir de março de 2025, já que o processo de homologação leva 12 meses. O investimento previsto é de cerca de R$ 20 milhões e, futuramente, a empresa buscará reparação junto aos órgãos responsáveis.

 

Sistema Porto Sem Papel tem iniciativa de capacitação de colaboradores em Rio Grande

Colaboradores da Portos RS, órgãos intervenientes, agentes de navegação e autoridades participaram de uma capacitação do sistema Porto Sem Papel (PSP), plataforma que tem como objetivo desburocratizar e otimizar as documentações que envolvem a logística aduaneira. A atividade aconteceu na Câmara do Comércio de Rio Grande.

Utilizado nos três portos públicos do Estado, o PSP foi desenvolvido pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários que promoveu a atividade com o objetivo de atualizar sobre as novas funcionalidades da ferramenta e ouvir os usuários sobre possíveis melhorias no sistema. O curso foi ministrado pela equipe técnica do Serviço Federal de Processamento (Serpro).

Além digitalizar os processos de comércio exterior, o PSP agiliza o desembaraço aduaneiro e se consolidou como a Janela Única Marítima do Brasil, sistema voltado à concentração de dados referentes à logística portuária que reúne as informações prestadas pelos armadores e agentes de navegação para a análise dos órgãos anuentes para a liberação das operações.

Com a implementação do PSP, o governo federal estimula o uso da tecnologia para a otimização dos processos, o que pode alavancar e a ampliar a presença dos portos brasileiros no comércio mundial. Para as empresas os benefícios se refletem na segurança, organização e economia, pois a agilidade dos desembaraços se reflete na redução dos custos das operações. (fonte: PortosRS)

 

APS vai sediar dia 19 de abril audiência pública sobre a costrução do Túnel Santos-Guarujá

A Autoridade Portuária de Santos (APS) vai sediar, no dia 19 de abril, a partir das 9h, a 3ª audiência pública referente à construção e cessão do Túnel Santos-Guarujá. Outras duas audiências acontecerão nos dias imediatamente anteriores (17 de abril na Associação Comercial de Santos e 18 de abril no Teatro Procópio Ferreira, em Guarujá).

Para manifestação durante a audiência pública na APS (presencial ou online), é preciso fazer a inscrição por meio de formulário, disponível neste link.

O acesso ao prédio da presidência da APS será pelo Portão 1, localizado na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, altura da Rua Rodrigo Silva, bairro Macuco, em Santos. A audiência será transmitida também pelo Youtube do Porto de Santos.

Além das audiências públicas, está aberta no site do Governo Federal uma consulta pública sobre a implantação do Túnel. Todos os documentos referentes à proposta, tais como os projetos referenciais e os modelos econômicos, também estão disponíveis. Acesse https://www.gov.br/portos-e-aeroportos/pt-br/assuntos/transporte-aquaviario/tunel-santos-guaruja/implementacao-tunel-santos-guaruja