quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Canal do Panamá está realizando de 19% a 30% do total dos trânsitos de porta-contêineres


Mesmo que a maioria dos olhares esteja voltada para a situação no Mar Vermelho e os desvios do Canal de Suez, “vale a pena ficar de olho no que está acontecendo no outro ponto de conflito do mundo, o Canal do Panamá”, diz Simon Heaney, gerente sênior, Pesquisa de contêineres, na consultoria Drewry. Os dados mensais da Autoridade do Canal do Panamá (ACP) mostram que, embora o número total de trânsitos em todos os sectores do transporte marítimo comercial esteja diminuindo, os navios porta-contêineres estão aumentando sua quota, à medida que outros setores do transporte marítimo evitam cada vez mais a rota interoceânica.

Essa situação permitiu que os navios porta-contêineres mantivessem em geral a média diária dos últimos anos. Numa tentativa de preservar os níveis da bacia do canal, que fornece água a metade da população do Panamá, desde Março de 2023, o ACP reduziu progressivamente a capacidade sob a forma de restrições de tiragem e de trânsito diário. As temperaturas mais elevadas do que o normal no Oceano Atlântico, aliadas ao fenômeno El Niño e ao atraso da estação chuvosa, são as razões pelas quais há menos navios a utilizar o canal e por que alguns são forçados a reduzir o peso da carga em trânsito.

Segundo Heaney, os dados do ACP relativos a dezembro de 2023 mostram que os trânsitos mensais (ambas as eclusas) diminuíram aproximadamente 25% em relação a outubro de 2023, ou seja, em números, apenas 746 trânsitos em comparação com 1.002. Em dezembro de 2022 ocorreram 1.281 trânsitos, pelo que os últimos números representam uma queda homóloga de 42%. Atualmente, os navios que transitam pelas eclusas Neopanamax do Panamá podem ter calados máximos de até 13,4 m (máximo de 15,24 m em condições normais), enquanto os navios que transitam pelas eclusas Panamax não têm limitações de calado.

O especialista, estima que os navios porta-contêineres perdem aproximadamente 350 TEUs de capacidade para cada pé (0,3 m) de calado perdido. Para navios porta-contêineres maiores, capazes de navegar pelas eclusas do Neopanamax, isso poderia reduzir a carga útil em cerca de 2.000 TEU. Em 15 de dezembro de 2023, o ACP revogou uma decisão anterior de voltar a reduzir o número de trânsitos diários. Em vez de reduzir as faixas horárias de trânsito para 20 em Janeiro e 18 em Fevereiro, o ACP aumentou o número de trânsitos de 22 para 24/dia em 1 de Janeiro de 2024.

O resultado ainda está bem abaixo dos dados diários de 35-40+ trânsitos observados antes das restrições serem impostas no ano passado. Os navios porta-contêineres evitaram, em sua maioria, longas filas nos portões do Canal do Panamá e leilões de trânsito dispendiosos graças ao sistema de pré-reserva, mas houve atrasos operacionais suficientes para que a Aliança anunciasse uma mudança para Suez em três serviços Ásia-USEC (isso foi antes do Desvios de Suez).

Embora o ACP tenha aumentado o número de trânsitos diários para 24, a situação continuará a ser um desafio para os navios porta-contêineres, que viram os trânsitos por dia cair para uma média de 7,4 em novembro e dezembro, em comparação com 8,4 em outubro. Isso não está muito longe da média diária de trânsitos de navios porta-contêineres de 7,7 (ano fiscal de 2022) e 7,6 (ano fiscal de 2023).  “Tenha em atenção que os anos fiscais dos países ACP vão de Outubro a Setembro”, alerta Heaney.

A participação dos navios porta-contêineres no total de trânsitos mensais aumentou para 30,6% em dezembro, quase mais 5 pontos percentuais que em Outubro. Nos dois exercícios anteriores do ACP, a participação deste setor foi de exatamente 19,8%. “Na verdade, os navios porta-contêineres estão achando mais fácil reservar espaço, já que alguns outros setores (obviamente graneleiros) continuam a abandonar a rota, caso as companhias marítimas queiram mais espaço”, conclui Heaney.

Países Baixos envia representante para avaliar oportunidades de investimentos no Porto de Rio Grande

A agenda internacional 2024 da Portos RS foi aberta com uma visita realizada pelo gerente de projetos da empresa Nestra, Ties Harrie de Leijer, profissional contratado pelo governo dos Países Baixos com o objetivo de fazer um estudo para detectar oportunidades de negócios para empresas holandesas. Atualmente, o país europeu tem trabalhado com a produção de Hidrogênio Verde, a partir da geração de energia por meio de recursos renováveis, atividade que deve ganhar força no estado nos próximos anos.

A visita de Ties Harrie é uma consequência da participação da Portos RS na edição 2023 da Europort, o maior evento portuário da Europa, que aconteceu durante o mês de novembro, em Rotterdam. Durante a visita em Rio Grande o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, além de apresentar a infraestrutura do complexo portuário, também falou sobre os estudos realizados pelo governo do estado que tornam os portos gaúchos o elo logístico para o desenvolvimento de projetos energéticos.

Durante a passagem por Rio Grande, Leijer conheceu o complexo portuário do Rio Grande sob a perspectiva do mar, ocasião em que pode verificar as empresas instaladas no distrito industrial. Ele ainda visitou o Estaleiro Rio Grande (ERG), onde as empresas Ecovix e Gerdau estão trabalhando juntas no processo de desmantelamento ecológico da plataforma P-32 que pertenceu à Petrobras, o Estaleiro EBR, em São José do Norte, e a Refinaria de Petróleo Riograndense, a primeira biorrefinaria do país.

Ties explicou que o estudo visa identificar oportunidades para empresas holandesas nas áreas de desenvolvimento portuário, logística e energia renovável, em especial energia eólica offshore e hidrogênio verde, em portos brasileiros incluindo Pecém, Paranaguá e Rio Grande. 

“O estudo busca entender as necessidades e demandas específicas desses portos, as potenciais contribuições da tecnologia e conhecimentos holandeses, além das lacunas existentes nas cadeias de valor atuais que a expertise holandesa pode preencher. Além disso, explora oportunidades de colaboração entre empresas holandesas e contrapartes internacionais no Brasil, considerando nichos de mercado, planos de investimento e condições favoráveis nas áreas geográficas focais”.

De acordo com o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, os portos, assim como os aeroportos, funcionam como portas de entrada e saída do país e a interação com outros povos torna-se inerente. “Antes, por conta também da falta de recursos para investimentos, o Porto do Rio Grande era mais reativo. Com a criação e consolidação da empresa pública, estamos virando a chave e passando a ser propositivos nessas relações internacionais”, afirmou. A empresa para qual Ties presta serviços estará presente na missão holandesa ao Porto do Rio Grande que deverá acontecer no mês de março.

 

 

Empresa realiza exportação inédita de genética para Angola com remesa de aves desenvolvidas pela Embrapa

Um marco histórico para a produção avícola brasileira ocorreu no domingo, dia 21, com a exportação de genética para Angola. O feito é da empresa West Aves, que enviou uma remessa de aves das linhagens desenvolvidas pela Embrapa Suínos e Aves para frango de corte tipo industrial (Embrapa 021) e poedeira tipo industrial (Embrapa 031).

A parceria da Embrapa com a West Aves ocorre desde 2022, por meio de contrato de licenciamento para a multiplicação e comercialização das linhagens avícolas desenvolvidas pelo centro de pesquisa. Paralelamente, a West Aves e a Embrapa firmaram uma cooperação técnica para o desenvolvimento conjunto de novas linhagens de aves. O objetivo da parceria é a produção e comercialização da genética brasileira nos principais polos de produção, trazendo uma maior segurança alimentar para os brasileiros e, também, ampliar o atendimento às regiões Norte e Nordeste.

 

Agora o "voo" foi mais alto e a West Aves iniciou a ampliação do acesso à genética brasileira para fora do Brasil, em Angola. "A expectativa do povo angolano é grande com a chegada da nossa genética. Eles querem iniciar com urgência projetos que atendam a necessidade de alimentos seguros, caso das genéticas desenvolvidas pela Embrapa", explicou Adilson Mognol, presidente da West Aves.

 

O pesquisador Everton Krabbe, chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, também destaca a relevância dessa parceria para a entrega de um produto nacional ao produtor e ao consumidor, agora mundial. “É um trabalho de pesquisa de muitos anos que vai chegar ao mercado, de elevado potencial produtivo, qualidade do produto final e, principalmente, com biosseguridade”, enfatizou.

 

Movimentação de açúcar cresce 38% no Complexo de Suape em 2023

O Complexo Industrial Portuário de Suape movimentou 211,3 mil toneladas de açúcar ensacado em 2023, superando em 38% o resultado do ano anterior, que chegou a 153,2 mil toneladas. Os portos de Suape e Recife se complementam na movimentação de açúcar em Pernambuco. Enquanto Suape embarca o produto ensacado, Recife comanda o transporte a granel. 

O açúcar ensacado está no ranking das mercadorias mais movimentadas no Porto de Suape. E o ano de 2024, que começou há três semanas, já vem registrando operação de grande porte envolvendo um dos principais produtos de exportação de Pernambuco. 

No Cais 1, na segunda-feira (22), o navio Neptune J, de bandeira de Palau, país insular da Oceania, está sendo abastecido com 23,2 mil toneladas do produto desde o último dia 13. A embarcação veio de Trípoli, no Líbano, e retornará para o local de origem na próxima quarta-feira (24). O açúcar é produzido em engenhos da Zona da Mata Sul, localizados a poucos quilômetros do porto, o que facilita o escoamento para várias partes do país e do mundo.

 

Governo lança programa para impulsionar tecnologia digital nas grandes obras de infraestrutura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que cria a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM (Modelagem de Informação da Construção). O objetivo é impulsionar o uso da tecnologia BIM no Brasil, um conjunto de softwares e ferramentas que promove a transformação digital no setor da construção, resultando em redução de custos e de tempo de obras, além de contribuir para a descarbonização do setor de construção.

O decreto foi assinado durante a reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que lançou a Nova Indústria Brasil. A Estratégia BIM-BR faz parte das ações da Nova Indústria Brasil, com o propósito de fortalecer as cadeias produtivas nacionais de construção e obras de infraestrutura com o uso de sistemas construtivos digitais. Além disso, a estratégia também está prevista no Novo PAC, que prevê o uso do BIM em obras estratégias.

O uso do BIM em obras públicas é uma das três grandes ações da Estratégia BIM-BR, que vai estruturar o setor público para uso da modelagem, em conformidade com a nova lei de licitações e contratos.

A segunda ação terá como foco a capacitação e formação profissional em BIM, aproximando a política educacional às necessidades de transformação digital da construção civil, buscando a adequação da grade curricular dos cursos das engenharias em nível de graduação, pós-graduação e ensino profissionalizante.

Além disso, a estratégia apoiará o desenvolvimento de novas aplicações em BIM, fomentando a concorrência e criando condições para que mais desenvolvedores alcancem o mercado de softwares de modelagem de informação da construção.

O Comitê Gestor da estratégia será presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e composto por representantes da Casa Civil e dos ministérios das Cidades, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa; da Educação; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; de Portos e Aeroportos; e dos Transportes.   

BIM é a sigla em inglês para “Building Information Modelling” – em português, Modelagem de Informação da Construção. Trata-se conjunto integrado de processos e tecnologias que permite criar, utilizar, atualizar e compartilhar, colaborativamente, modelos digitais de uma construção, de forma a servir potencialmente a todos os participantes do empreendimento durante todo o ciclo de vida da construção.

Em termos simples, é uma "construção virtual" antes da efetiva execução da obra. Inclusive, é possível simular a pegada de carbono decorrente da implementação de cada projeto, permitindo a comparação dos impactos ambientais de maneira facilitada.

A tecnologia é um conjunto de softwares e ferramentas que permitem a criação, utilização, atualização e compartilhamento de modelos digitais de construções, de forma colaborativa entre todos os participantes do empreendimento.

 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

China ultrapassa EUA como maior parceiro comercial da América do Sul, importando milhões de toneladas de soja, milho e cobre


A China ultrapassou os Estados Unidos como maior parceiro comercial da América do Sul, importando milhões de toneladas de soja, milho e cobre. Um dos investimentos que simboliza o interesse de Pequim na região é o porto de Chancay, no Peru, avaliado em 3,5 mil milhões de dólares e que entrará em funcionamento no final deste ano. O porto, de propriedade majoritária da estatal chinesa Cosco Shipping, será o primeiro controlado pelo país asiático na América do Sul e terá capacidade para receber navios de grande porte que possam ir diretamente para a Ásia, reduzindo em dois o tempo de itinerário de algumas cargas de exportação.

“O megaporto de Chancay visa transformar o Peru em um centro comercial e portuário estratégico entre a América do Sul e a Ásia”, disse o ministro do Comércio do Peru, Juan Mathews, à Reuters, referindo-se a este trabalho que, como parte da campanha chinesa do “Cinturão e Rota”, encarna o desafio que os EUA e a Europa enfrentam para combater a crescente influência de Pequim na América Latina. A primeira fase de Chancay deverá ser concluída em Novembro de 2024, justamente quando o presidente chinês Xi Jinping visita o Peru no âmbito da cimeira de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC).  

O governo do Peru está planejando uma zona econômica exclusiva próxima do porto e a Cosco quer construir um centro industrial perto de Chancay para processar matérias-primas que poderiam incluir grãos e carne do Brasil antes de enviá-los para a Ásia. O embaixador do Brasil no Peru, Clemente Baena, destacou que “é uma oportunidade para que a produção de cereais e carnes, especialmente de Rondônia, Acre, Mato Grosso e Amazonas, chegue à Ásia pelo porto de Chancay”.

Ele acrescentou que o investimento em uma estrada existente conhecida como Rodovia Interoceânica – que vai do sul do Peru através dos Andes até o Brasil – seria necessário para melhorar as rotas de transporte. Uma ligação ferroviária há muito discutida permanece em fase de estudo, disse ele. A China ultrapassou os EUA no comércio na América do Sul e Central durante a administração do ex-presidente Donald Trump, embora a sua administração tenha alertado a região sobre os perigos de se aproximar demasiado de Pequim.

No entanto, sob o presidente Joe Biden, a disparidade aumentou. As autoridades norte-americanas estão agora a adotar uma abordagem diferente, argumentando que os EUA oferecem à região outras coisas para além do comércio, incluindo o investimento em indústrias de alta tecnologia. No entanto, em Pequim sustentam que o seu comércio e investimento na América Latina são benéficos para ambas as partes. Cerca de 150 países aderiram ao Cinturão e Rota com a China, incluindo 22 na América Latina.

Há uma década, o Peru, o segundo maior produtor mundial de cobre, negociava um pouco mais com os EUA do que com a China. O país asiático tem agora uma vantagem de mais de 10 mil milhões de dólares no comércio bilateral, numa tendência que se verifica em toda a região.  A China, em rápido crescimento, precisa de cobre e lítio dos Andes da América do Sul, juntamente com milho e soja das planícies da Argentina e do Brasil.

O comércio do Peru com os chineses duplicou na última década, para 33 mil milhões de dólares em 2022, impulsionado pelo aumento das exportações de cobre, mesmo com a estagnação do seu comércio com os EUA. A China investiu cerca de 24 mil milhões de dólares nas minas peruanas, na rede elétrica, nos transportes e na produção de energia hidroelétrica durante o mesmo período. As exportações para a China cresceram 9,3% nos primeiros onze meses do ano passado, mostram dados do governo, mais rapidamente do que o crescimento de 5,3% nas exportações para os Estados Unidos. O Peru tem um excedente comercial de 9,4 mil milhões de dólares com a China e um déficit de 1,3 milhão de dólares com os EUA.

Um importante diplomata europeu baseado na América do Sul disse que a grande lacuna no financiamento de infra-estruturas na região torna difícil para os EUA “forçar” os governos locais a rejeitar o dinheiro chinês. Entretanto, cresceu o interesse global nos recursos sul-americanos, como o lítio, o cobre e os cereais. “A América Latina se tornou um novo campo de batalha desses minerais entre os EUA, a Europa e a China”, afirmou.

​

 

MDIC quer expandir exportações esse ano, depois de bater recorde em 2023

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) quer ampliar a base de empresas brasileiras que vendem para o exterior, levando a cultura exportadora “Brasil adentro”. A ideia foi defendida pela secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, durante evento sobre “E-commerce, pequenas e médias empresas no Brasil”, em Brasília (DF). Ela destacou que o país já atingiu um recorde em 2023, com 28,5 mil firmas exportadoras, mas observou que esse número representa apenas 1% do total de empresas no país e que ainda há espaço para crescimento, aproveitando as políticas públicas e medidas de incentivo ao comércio exterior adotadas pelo governo federal.

As estratégias do governo estão centradas na Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). Segundo Tatiana, “há muita empresa brasileira que tem potencial exportador, tem maturidade exportadora, e que ainda não está lá”. A meta da Secex é “fazer um comércio inclusivo” para aumentar a base exportadora, diversificar e agregar valor, abrangendo mais regiões do Brasil e mais setores econômicos no processo.

A principal iniciativa para facilitar e desburocratizar os processos é o Portal Único de Comércio Exterior, com um tripé que inclui revisão de normas, processos e sistemas de tecnologia. Ela citou medidas adotadas em 2023, como o Controle de Carga e Trânsito para as Importações (CCT Importação), que agilizou o desembaraço de cargas aéreas, e a Licença Flex, que permite várias operações a partir de uma única autorização – antes, cada operação dependia de liberação específica. Outra entrega foi a Plataforma Brasil Exportação, idealizada pelo MDIC e operada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A secretária salientou que a percepção dos produtos e serviços brasileiros no exterior está melhorando, graças à mudança da política ambiental do País. “É uma oportunidade enorme para o País e a gente trabalha nesse sentido”, frisou. Nesse contexto, ela incentivou pequenas e médias empresas, que representam 40% das exportadoras brasileiras, a aproveitarem os benefícios do comércio eletrônico, lembrando que atuar por meio do mercado digital significa encurtar o caminho ao mercado externo. “O comércio eletrônico permite que empresas de menor porte já nasçam globais”, afirmou.

Tatiana destacou a importância da redução da taxa de juros na agenda econômica e citou medidas como a Reforma tributária e o teto de gastos. Lembrou, também, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltou a atuar no apoio às exportações. Além disso, o governo aumentou para R$ 1,3 bilhão o teto do faturamento para que as empresas tenham acesso ao Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

“O governo está atento ao fato de que comércio exterior requer financiamento. Para que a gente consiga ampliar a base exportadora do Brasil, mas principalmente para que a gente consiga escalar, para que as empresas que já colocaram o pé lá fora consigam crescer e permanecer no exterior, financiamento é fundamental”, salientou a secretária.