sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Exportações de café chegam a 122 países e atingem recorde de US$ 9,22 bilhões no ano passado

As exportações brasileiras de Café em 2022 chegaram a 122 países, atingindo receita cambial recorde de US$ 9,23 bilhões, montante que representou um incremento bastante expressivo na arrecadação de 46,9%, caso tal performance seja comparada com os US$ 6,28 bilhões contabilizados no ano anterior. Entretanto, em termos de volume físico, o país exportou o equivalente a 39,35 milhões de sacas de 60 kg, número que denotou uma ligeira queda de 3,1%, na comparação com o volume exportado em 2021.

Neste contexto, a espécie de Coffea arabica (café arábica) foi, de forma absoluta, a mais exportada dos Cafés do Brasil, em 2022, com vendas que somaram 34,07 milhões de sacas de 60kg aos países compradores, volume que equivale a 86,6% do total das exportações do país.

Na segunda colocação, o café solúvel registrou em exportações o correspondente a 3,72 milhões de sacas, que equivalem a 9,5% do total vendido no mesmo ano. Na sequência, a espécie de Coffea canephora (robusta + conilon), com a exportação de 1,50 milhão de sacas (3,8%), e os cafés torrado e torrado e moído, com vendas que somaram 47,74 mil sacas de 60kg, que equivalem a apenas 0,1%, totalizando, assim, 100% das exportações realizadas em 2022. 

Adicionalmente, também merece destacar o fato de o dólar comercial ter-se mantido acima de R$ 5 ao longo de quase todo o ano de 2022, bem como as cotações do café terem ficado em níveis satisfatórios nesse período, fatores conjugados que contribuíram para que o preço médio da saca de 60kg atingisse US$ 234,64. Foi o maior registrado nos últimos cinco anos, com um incremento de 52% em relação ao ano anterior.

 

ANTF defende prioridade para retomada do setor ferroviário este ano

O ano é novo, o governo e o ministério de Transportes também, porém a mesma velha pauta segue o setor ferroviário há muito tempo: a expectativa do aumento efetivo da malha ferroviária no País - que hoje representa menos de 20% da matriz no transporte de cargas. O novo ministro dos Transportes, Renan Filho, já sinalizou que a ampliação da participação das ferrovias na matriz de transportes é uma das suas prioridades. 

 

Ele declarou que pretende aprimorar o marco legal das ferrovias, aprovado no ano passado, e prometeu entregar em breve um plano de ação para os primeiros 100 dias de administração com a intenção de "modernizar a logística nacional, reduzindo custos e contribuindo para o setor produtivo."O Ministério dos Transportes se guiará pelas melhores práticas de governança, pela preocupação com o aspecto social e pelo respeito ao meio ambiente", disse o ministro. 

 

Essa perspectiva é o cenário ideal para fomentar debates interessantes para o setor na NT Expo - Negócios nos Trilhos, que será realizada entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, no São Paulo Expo (SP). Como uma das entidades que marcará presença na programação do Congresso da NT Expo, o diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Fernando Paes, destacou alguns assuntos que são os carros-chefe do setor para o ano de 2023 e que têm relevância para o evento.

 

Segundo ele, entre as frentes que demandam atenção estão a definição, por parte do novo governo, do seu pipeline, como a relação dos trechos ainda não concedidos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), e o projeto da Ferrogrão, que tem edital no TCU mas está com o processo suspenso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Outro assunto prioritário para 2023 são os planos de investimentos das concessionárias, que decorrem dos contratos de renovações antecipadas e das novas concessões. 

 

Entre os exemplos, estão o começo das obras no trecho da Fiol leiloado para Bahia Mineração (Bamin), a entrada mais intensiva da Vale na construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), e os investimentos mais significativos da MRS, a partir de aditivo assinado em julho do ano passado, além da continuidade daqueles que a Vale e a Rumo já estão fazendo nas próprias malhas. "A questão é ter a certeza, sob o ponto de vista regulatório, de que esses investimentos serão realizados como estão planejados", comentou Paes. 

 

Ainda neste tema, o diretor-executivo da ANTF afirma que é necessário um reconhecimento formal por parte do Governo Federal e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que houve uma elevação dos custos dos insumos, com a subida abrupta dos preços, decorrente da pandemia e da guerra na Ucrânia, totalmente imprevisíveis e acima do IPCA, índice que orienta a maior parte dos contratos. Ele diz que é preciso oferecer um "conforto" para que as concessionárias possam dar sequência aos investimentos sem correr o risco do desequilíbrio nos contratos.

 

"Essa discussão está diretamente associada ao preço [elevado] do diesel, mas não se trata só de uma discussão das ferrovias, e sim, de todos os modos de transporte. É igualmente relevante porque o preço do combustível representa um dos principais fatores que permite maior competitividade do setor diante de outros modais. Em alguns casos, o preço do diesel determina se uma operação de transporte de cargas simplesmente é viável ou não em termos econômicos", ressalta Paes.

 

Além disso, outra frente destacada por Paes é o regime de autorização, que trouxe a possibilidade de empresas privadas construírem ferrovias por conta própria, sem participação ou compartilhamento de riscos com o Governo. O diretor-executivo da ANTF salienta os aspectos que devem ser ajustados para tornar a regulação das Autorizações mais moderna e isonômica. 

 

"É preciso discutir igualmente a questão da fonte de recursos. As autorizações serão implementadas realmente sem qualquer recurso público? Se sim, quais têm mais chances de sair do papel? É recomendável chamar e ouvir especialistas, agentes do mercado, governo e agência, além, é claro, dos próprios autorizatários. É oportuno rediscutir o papel do Estado em relação ao financiamento da expansão da malha ferroviária e entrar em pontos como juros diferenciados, participação ou não do BNDES, crédito subsidiado, maiores prazos de carência, entre outros", finaliza Paes. 

 

NT Expo - Como o principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, a NT Expo - Negócios nos Trilhos, chega à 22ª edição com um Congresso com painéis que serão divididos em duas arenas: Transporte de Cargas e Transporte de Passageiros. Entre as temáticas estão assuntos como a regulamentação da Lei de Ferrovias; renovação das concessões e investimentos em ferrovias; eficiência energética e a tendência de descarbonização; plano de investimentos nas linhas de metrô de São Paulo e em Salvador, manutenção e segurança metroferroviária, a malha do VLT do Rio de Janeiro e os projetos de trens regionais.

  

As inscrições para participar da NT Expo já estão abertas no site: www.ntexpo.com.br. O evento contará com a presença de 200 marcas expositoras, nacionais e internacionais, e a expectativa de receber seis mil visitantes altamente qualificados do mercado. 

 

 

Porto Itapoá comemora crescimento em 2022 e vê oportunidades para expansão no futuro

O Porto Itapoá(SC) movimentou 950.512 TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade de contêiner de 20 pés) no ano de 2022, representando um crescimento de 7,6% em relação ao que foi movimentado pelo Terminal em 2021. O número de navios que passaram por Itapoá também cresceu: foram 555 navios em 2022, número 4,68% maior do que no ano anterior. As exportações pelo Terminal também cresceram cerca de 11% no último ano.

Para o presidente do Porto Itapoá, Cássio Schreiner, os números consolidam o Terminal norte-catarinense entre os Top 5 do Brasil. “Tivemos uma evolução bastante significativa em nossos indicadores, principalmente pelo esforço e comprometimento de nossa equipe e isso está sendo percebido pelo mercado”. Um ponto importante nessa evolução, aponta Schreiner, foi a transição ou migração de clientes de outros terminais portuários para Itapoá.

Uma das operações que teve grande impacto positivo foi o segmento de cargas refrigeradas chamadas comumente de reefer. Schreiner explica que a localização do Porto Itapoá é bastante estratégica nesse sentido: “Paraná e Santa Catarina são grandes produtores de proteína animal para exportação”. 

No ano passado, as exportações deste tipo pelo Porto Itapoá cresceram 41% em relação a 2021. As operações reefer por cabotagem (dentro do território brasileiro), cresceram mais de 50% na saída e 47% na chegada destas cargas. Atualmente, o Terminal conta com 2.892 tomadas dedicadas a contêineres refrigerados.

A cabotagem como um todo foi um elemento importante no crescimento do porto, tendo crescido 57% entre um ano e outro. “Em 2022, passamoa operar com novos armadores e, consequentemente, oferecer novas linhas para nossos clientes”, analisa Schreiner. 

Outro tipo de transação que teve forte aumento de demanda foi o break bulk – quando a carga tem dimensões maiores que um contêiner e tem de ser embarcada de forma específica. Essas operações cresceram 46% em 2022. “Fizemos quase três operações por mês, em média”, comenta Schreiner. “Muitas delas foram barcos e lanchas de luxo, um nicho em que hoje estamos bastante fortes”. Atualmente, o Porto Itapoá possui uma equipe especializada em operações break bulk. 

O ano passado também marcou o recorde de movimentação de caminhões no Terminal, com 386.535 movimentos no Gate. O número é cerca de 10% maior do que o registrado em 2021. Os meses mais movimentados foram março (34.404 movimentos), julho (34.842) e agosto (35.911), sendo o último o maior número registrado até então.

“Investimos muito em infraestrutura, eficiência operacional e excelência no atendimento aos clientes, o que garante o diferencial da nossa operação”, explica Schreiner.

A ampliação do pátio do Porto Itapoá foi licenciada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Receita Federal do Brasil e pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e está agora liberada para funcionamento. Trata-se de uma área de 50 mil metros quadrados que será adicionada ao pátio do Terminal, totalizando atuais 300 mil metros quadrados.

O novo espaço possui capacidade estática de aproximadamente 7 mil contêineres. A expansão do pátio ainda não terminou, conforme explicou Schreiner. “Já estão em obras mais 150 mil metros quadrados de pátio, que nos levarão a 450 mil metros quadrados de área total”, e completou: “Ao ser concluído, o pátio nos possibilitará operar com quase o dobro da movimentação de contêineres atual”.

 

 

 

 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Armadores reduzem capacidade de carga com cancelamento de itinerários antes do Ano Novo Chinês


As linhas de navegação removeram 55% de toda a capacidade anunciada para a semana 5, após o Ano Novo Chinês. Esses altos níveis de viagens em branco refletem um declínio contínuo na demanda do consumidor em 2023. Os dados mais recentes da Xeneta e da Sea-Intelligence revelam que as transportadoras cancelaram mais de seis vezes o número de itinerários na rota da Ásia - Costa Oeste dos EUA (USWC) antes da China Ano Novo em relação ao mesmo período de 2019.

Para Xeneta, a gestão da capacidade subiu ao topo da lista de desafios do mercado de frete marítimo em 2023 e o aumento dos cancelamentos de serviços antes do Ano Novo Chinês, expõe, “reflete a evaporação da demanda”. Claramente, as companhias marítimas estão tentando proteger suas margens em meio à baixa demanda e às taxas em queda.

O ato também é observado pelo analista do setor marítimo, Lars Jensen, que destaca a queda drástica da demanda, principalmente nas rotas da Ásia para a Europa e América do Norte, que tem forçado as companhias marítimas a lidar com o cancelamento de itinerários para tentar evitar excesso de capacidade. “Isso leva a uma redução na cobertura do serviço, e uma solução óbvia para uma operadora é exatamente o que estamos vendo aqui. Dessa forma, poderemos ver mais dessas soluções surgindo no próximo período se a demanda continuar deprimida”.

De fato, Jensen antecipa uma possível complexidade das redes de serviços além das atuais alianças de navegação. Ele cita como precedente a esse respeito, o anúncio da Hapag-Lloyd (membro da THE Alliance) do início de operação de seu novo serviço Ásia-Europa, denominado 'FE9', por meio de um acordo espacial com a CMA CGM (parte da Ocean Alliance). nesse momento".

Até agora, as viagens em branco anunciadas para as quatro semanas após o Ano Novo Chinês são 68.000 TEUs a menos do que em 2019. No entanto, elas foram programadas com muito mais antecedência, dando aos operadores tempo e espaço para cortar muito mais capacidade. Portanto, o total deste ano provavelmente superará o número de 2019. Isso sem considerar que a tendência de queda na demanda deve continuar até o primeiro semestre de 2023, enfraquecendo ainda mais o mercado de transporte marítimo.

Analisando o cenário de cancelamentos de serviços, Peter Sand, analista-chefe da Xeneta, indica que “os níveis atuais são cerca de metade da capacidade cancelada observada por volta do ano novo de 2022. No entanto, isso ocorreu devido às enormes tensões nas cadeias de suprimentos globais, com congestionamento e falta de cronogramas de descarrilamento de equipamentos. Este ano é muito diferente."

Embora o congestionamento global tenha diminuído, a China está experimentando níveis de congestionamento mais altos devido à política Zero Covid e um possível aumento de casos positivos. Nesse cenário, as companhias marítimas lutam para administrar sua capacidade e conseguiram manter as taxas spot estáveis ​​ou ligeiramente mais altas para as exportações chinesas.

O Índice Mundial de Contêineres da Drewry reflete essa valorização até certo ponto, depois de se manter relativamente estável em US$ 2.132,49/FEU na semana passada, embora 78% abaixo da mesma semana em 2022. Enquanto isso, as taxas de frete em Xangai - Los Angeles subiram 7% ou US$ 128 para US$ 2.092/ FEU. Enquanto as taxas spot Xangai – Roterdã subiram 1% para US$ 1.888/FEU. a incerteza continua Ainda há muita incerteza em torno do mercado de transporte marítimo. Os dados da Xeneta indicam que o spread entre as taxas de longo prazo e à vista levará mais três a quatro meses para desaparecer.

Enquanto isso, os analistas alertam os transportadores/proprietários de carga para olharem para o quadro geral durante a negociação. Embora as tarifas de frete estejam muito mais baixas agora do que no ano passado, ainda há espaço para melhorias em muitas rotas.

Porto de Navegantes inicia ampliação para cargas congeladas

O Porto de Navegantes (Portonave), em Santa Catarina, iniciou a ampliação para aumento da capacidade de contêineres de carga congelada (reefer). Com investimento de R$ 58 milhões, o projeto prevê a instalação de 1,2 mil novas tomadas até o mês de agosto de 2023. Ao todo, o Terminal contará com mais de 3 mil tomadas ativas em operação.

A necessidade de ampliar o espaço visa atender a crescente demanda, tendo em vista que aproximadamente 37% da carga exportada pela Portonave é referente a contêineres reefers. Em 2022, essa movimentação fechou em 129.361 TEUs (unidade equivalente a contêiner de 20 pés), sendo as principais cargas maçãs, aves e suínos, batata congelada, anéis de cebola e vegetais congelados.

Conforme dados do Datamar, de janeiro a outubro de 2022, o estado de Santa Catarina foi responsável por 30% dos reefers no Brasil, tanto na importação quanto na exportação. Só a Portonave, foi responsável por 15% dessa carga a nível nacional, também em ambos os fluxos.

O fato de SC ser um dos principais produtores de proteína animal do Brasil também favorece as cargas via Porto de Navegantes. Isso também é devido à disponibilidade de linhas de navegação para diversas regiões do mundo, como para países da Europa (origem top 1 das cargas importadas) e para países da Ásia (destino top 1 das cargas exportadas).

Nova estrutura comercial reefer

A área reefer também conta com nova estrutura. Com o objetivo de intensificar a articulação com clientes e também atender as novas necessidades de mercado, foi criado um novo departamento específico para atender estrategicamente cargas refrigeradas. Liderado pelo gerente Reefer Luís Lemos, o time conta com profissionais dedicados ao atendimento de clientes específicos de cargas refrigeradas.

Cargas reefers e Iceport em sinergia

O trabalho das cargas reefers está em sinergia com a Iceport, o centro logístico especializado em cargas frigorificadas da Portonave. Totalmente automatizada, a Câmara possui área de 50 mil m², tem capacidade estática de armazenagem de 16 mil posições pallets e uma antecâmara com 13 docas para recebimento e expedição de mercadorias.

Com cerca de 1 mil profissionais, a Portonave mantém constantes investimentos em expansão com foco em produtividade e qualidade operacional. Atualmente, o pátio do Terminal possui 400 mil m² de área e capacidade de movimentação de 1,3 milhão de TEUs por ano.

 

Expo Riva Schuh, na Itália, deve gerar mais de US$ 32 milhões em negócios para calçadistas do Brasil

A indústria calçadista brasileira iniciou 2023 com boas negociações no mercado internacional. A edição de inverno da Expo Riva Schuh, em Riva del Garda, na Itália, terminou com a comercialização de 680 mil pares, que geraram mais de US$ 9 milhões para as 57 marcas presentes na feira, que ocorreu entre 14 e 17 de janeiro. Somando as expectativas em negócios que ficaram alinhavados na feira, o número salta para 2,15 milhões de pares e US$ 32,2 milhões.

A participação do Brasil foi promovida pelo Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Durante os quatro dias do evento, 8,6 mil visitantes de mais de 100 países circularam pelos corredores da mostra. A delegação brasileira esteve entre as quatro maiores delegações de fora da Europa desta edição. Segundo a analista de Relacionamento da Abicalçados, Aline Maldaner, a presença verde-amarela foi recorde nesta edição. "Os brasileiros estão muito bem posicionados na Expo Riva Schuh, seguimos mantendo o espaço conquistado e estamos crescendo. Sabemos que, historicamente, temos mais sucesso nas edições de verão da feira em decorrência do nosso tipo de produto, mas pudemos observar resultados bastante aproximados ao da edição de junho de 2022 (verão), o que deixou a maioria dos expositores muito satisfeitos com a participação no evento, alguns deles, inclusive, falando de resultados melhores que o esperado."

Negócios
O diretor comercial da ADG Export (Dois Irmãos/RS), Fred Giteau, conta que a feira foi ótima com a consolidação de clientes e a abertura de novos. "Recebemos compradores de diversos países e conseguimos, pela primeira vez, avançar em um mercado que é muito difícil: o japonês. Fechamos pedidos de amostra para esse comprador do Japão e também para a Espanha, Itália, Polônia, Inglaterra e Estados Unidos. A expectativa de negócios está realmente muito boa", destaca, ao dizer que o objetivo foi conquistado com sucesso.

Pela primeira vez na mostra, o Grupo Sugar Shoes (Picada Café/RS) finalizou a edição com fechamentos de pedidos e de amostras. "Queremos buscar a Europa, Oriente Médio e Ásia, e esse foi um primeiro passo com surpresas positivas. Tivemos pedidos fechados e de amostras com Israel, Singapura e Reino Unido", afirma Mariana Martins, gerente de exportação do Grupo, ao confirmar que a empresa vai participar da edição de junho da mostra. "Para a visibilidade da marca nestes mercados é muito importante estar presente nestes eventos. Não teríamos abertos esses clientes se não tivéssemos participado."

Voltando para a Expo Riva Schuh, a Sollu (Franca/SP) retorna ao Brasil com a certeza de que a aposta em participar foi acertada. "A feira ficou acima das nossas expectativas. Tivemos dois pedidos confirmados in loco, um deles com uma quantidade bastante expressiva para a empresa e muitos pedidos de amostra para países como Oriente Médio, Grécia, Israel, Bulgária, Inglaterra, Líbia e Bélgica", comenta o gerente de exportação, Alessandro Oliveira, acrescentando que a empresa deve seguir expondo na próxima edição da Expo Riva Schuh, em junho.

Visitantes
A qualidade dos visitantes também foi destacada pela Pampili (Birigui/SP). "A feira recebeu compradores efetivos. Apesar de o movimento não ter sido tão intenso quanto o que estamos acostumados, todos estavam muito interessados em fazer negócios", pontua Lismeire Santos, coordenadora de exportação da empresa, ao dizer que além dos agendamentos prévios, a calçadista abriu novos clientes em Portugal, Espanha e Itália. "Com essa edição da feira, já comercializamos 80% da quantidade de pares que havíamos planejado exportar neste primeiro semestre. Quantidade que já está 10% acima do que realizamos no primeiro semestre de 2022", diz, ao ressaltar que a Pampili terminou o ano passado com recorde na exportação.

A quantidade de compradores que visitaram a feira foi superior em 7,5% em relação à edição anterior, conforme a organização. "Recebemos mais de 100 países. Grandes compradores internacionais vieram conhecer o que os mais importantes produtores de calçados do mundo estavam apresentando nesta que é uma grande vitrine", salienta Gianpaola Pedretti, gerente geral da feira, ao dizer que a participação brasileira é muito importante. "Reunimos os maiores representantes da indústria calçadista mundial e o Brasil, como um dos maiores produtores, se destacou entre os expositores."

Participaram da Expo Riva Schuh, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas ADG Export, Awana, Pyramidis, Usaflex, Carrano, Andacco, Beira Rio, Vizzano, Moleca, Modare Ultraconforto, Molekinha, Molekinho, Actvitta, BR Sport, Madeira Brasil, Werner, Pegada, Capelli Rossi, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Democrata, Piccadilly, Anatomic & Co, Moema, Archetti, Anatomic Prime, Cartago, Grendha, Copacabana, Azaleia, Grendene Kids, Kidy, Suzana Santos, Renata Mello, Azillê, Pampili, Ramarim, Comfortflex, Levecomfort, Leveterapia, Adrun, Cecconello, Alex Senne, CCR Shoes, Boaonda, Bibi, Dok, Dijean, Ortopé, Itapuã, New Face, Diversão, Street Star, Sollu, Ala, Zatz e Klin.

 

Panamá tem aumento de 4,3% nas vendas de bunker em 2022

Um total de 5.232.142 toneladas métricas (mt) de combustível marítimo foram vendidas no Panamá no ano passado, 4,3% a mais do que as 5.016.513 toneladas registradas em 2021, conforme dados publicados pela Autoridade Marítima do país. As vendas de óleo combustível com teor muito baixo de enxofre (VLSFO) tiveram uma queda ano a ano de 1,8%, de 3.531.475 toneladas em 2021 para 3.468.300 toneladas.

No entanto, um aumento de 26,5% em relação ao ano anterior nas vendas de óleo combustível com alto teor de enxofre (HSFO), que só pode ser usado por navios com lavadores - de 922.416 mt em 2021 para 1.167.137 mt em 2022 - contribuiu para um aumento no vendas totais de bunker no centro de abastecimento de combustível da América Central. Por outro lado, as vendas de MGO com baixo teor de enxofre aumentaram no ano, de 413.151 mt em 2021 para 483.159 mt em 2022, o que representa um aumento ano a ano de 16,9%.

As vendas de MGO (113.546 mt) diminuíram 24% ano a ano. O aumento no volume de vendas se refletiu no aumento do número de navios abastecidos, já que em 2022 foram reabastecidos 7.546 navios, 7,4% a mais que os 7.029 navios registrados em 2021. O número médio de navios por mês foi de 32,2 contra 33,8 em 2021. A maior parte das vendas de bunker foi feita para navios no lado do Pacífico da hidrovia, onde um total de 4.414.639 toneladas métricas de combustível foi fornecido. Isso representou 84,4% do bunker vendido no Panamá em 2022. Enquanto isso, os dados divulgados pela Autoridade Marítima e Portuária de Cingapura (MPA) na semana passada mostraram um declínio de 4,2% ano a ano nas vendas de bunker no maior centro de distribuição de bunker do mundo.