sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Terminal de contêineres MultiRio recebe nova grua STC comprada do fabricante chinês ZPMC

 

          A ZPMC, maior fabricante mundial de equipamentos portuários, entregou mais um guindaste de contêineres no porto do Rio de Janeiro. O guindaste STS foi fornecido para a instalação de contêineres MultiRio da operadora brasileira Multiterminais. Transportado de Xangai para o Rio a bordo do navio de carga pesada "ZHEN HUA 23", o novo guindaste foi enviado ao Brasil totalmente montado em uma única peça, relata a Alphaliner.

          A MultiRio, também conhecida como Terminal de Contêineres Rio 2, terá, assim, cinco pórticos STS, além dos atuais três guindastes móveis.De acordo com a operadora do terminal, o novo equipamento foi projetado para atender os maiores navios que fazem escala na costa leste da América do Sul, bem como a próxima geração de navios.O guindaste tem capacidade para 65 toneladas e pode içar contêineres de 49 metros de altura em um alcance horizontal de 67 metros.

          A MultiRio ocupa uma área de 25,1 hectares no porto do Rio de Janeiro e tem capacidade estática de 29.000 TEUs no pátio e uma capacidade projetada de movimentação de 1,00 MTEUs por ano. A doca de 800 metros da MultiRio pode acomodar dois grandes navios da linha principal simultaneamente. O terminal MultiRio é uma das duas instalações dedicadas a contêineres no Rio de Janeiro, unindo-se ao vizinho Terminal de Contêineres Rio 1.

          Operado originalmente pelo Grupo Libra, o Terminal 1 foi adquirido pela ICTSI. Desde então, é comercializado como ICTSI Río Brasil 1. Em termos de tamanho, ICTSI Río Brasil 1 é comparável ao terminal MultiRio com um cais um pouco mais curto e quatro guindastes STS.

          Além da ICTSI Rio Brasil 1 e da MultiRio, há um terceiro terminal na região do grande Rio de Janeiro: Operado pela siderúrgica Companhia Siderúrgica Nacional, este terceiro terminal está localizado a 50 km a oeste do Rio, em Sepetiba, e opera sob o nome do Tecon Sepetiba.

 

IBIA anuncia aprovação das alterações de normas do Comitê de Proteção ao Meio Marinho da IMO

 

          A IBIA (International Bunker Industry Association) anunciou a sua aprovação para a aprovação das alterações ao Anexo VI da MARPOL. Foi durante a 75ª sessão do Comité de Proteção do Meio Marinho da IMO (MEPC 75), em reunião virtual na semana passada.

          No primeiro dia do MEPC 75, o Diretor da IBIA e Representante da IMO Unni Einemo instou os governos membros a aplicarem as emendas ao Anexo VI da MARPOL ao procedimento de verificação de uma amostra de óleo combustível antes de entrar em a fim de garantir uma abordagem consistente para verificar o cumprimento do limite de enxofre sem demora, de acordo com a Circular MEPC.1 / Circ.882, publicada pela MEPC 74 em 2019.

          A IBIA também fez algumas observações sobre os projetos de alteração do Apêndice VI sobre os procedimentos de verificação para uma amostra de óleo combustível do Anexo VI da MARPOL.

          De acordo com a IBIA, muitos acham difícil entender que um resultado de teste de 0,53% de enxofre não prova conclusivamente que o combustível não atende ao limite de 0,5% de enxofre. Contudo, é possível notar que todos os métodos de teste têm limitações em sua precisão, mas no caso do enxofre, a precisão do método de teste, conhecido como 95% de confiança, significa que o óleo combustível com um valor verdadeiro de 0, 5% de enxofre pode dar um resultado de teste de até 0,53% em um laboratório.

          Esses princípios de precisão de teste estatisticamente sólidos foram levados em consideração para verificar se as amostras de óleo combustível em uso e as amostras de óleo combustível transportadas para uso a bordo de um navio atendem aos limites de enxofre relevantes da Norma 14.

          No entanto, a IBIA continua preocupada que os mesmos princípios não sejam reconhecidos para a amostra entregue sob MARPOL, o que na opinião da agência aumentará significativamente o risco de que um óleo combustível seja considerado que realmente atenda aos limites de enxofre do A MARPOL, com base em testes de laboratório, não atende ao requisito. Essas preocupações foram detalhadas no MEPC 74/10/11 da IPIECA e do IBIA.

 

A (International Bunker Industry Association) anunciou a sua aprovação para a aprovação das alterações ao Anexo VI da MARPOL. Foi durante a 75ª sessão do Comité de Proteção do Meio Marinho da IMO (MEPC 75), em reunião virtual na semana passada.

          No primeiro dia do MEPC 75, o Diretor da IBIA e Representante da IMO Unni Einemo instou os governos membros a aplicarem as emendas ao Anexo VI da MARPOL ao procedimento de verificação de uma amostra de óleo combustível antes de entrar em a fim de garantir uma abordagem consistente para verificar o cumprimento do limite de enxofre sem demora, de acordo com a Circular MEPC.1 / Circ.882, publicada pela MEPC 74 em 2019.

          A IBIA também fez algumas observações sobre os projetos de alteração do Apêndice VI sobre os procedimentos de verificação para uma amostra de óleo combustível do Anexo VI da MARPOL.

          De acordo com a IBIA, muitos acham difícil entender que um resultado de teste de 0,53% de enxofre não prova conclusivamente que o combustível não atende ao limite de 0,5% de enxofre. Contudo, é possível notar que todos os métodos de teste têm limitações em sua precisão, mas no caso do enxofre, a precisão do método de teste, conhecido como 95% de confiança, significa que o óleo combustível com um valor verdadeiro de 0, 5% de enxofre pode dar um resultado de teste de até 0,53% em um laboratório.

          Esses princípios de precisão de teste estatisticamente sólidos foram levados em consideração para verificar se as amostras de óleo combustível em uso e as amostras de óleo combustível transportadas para uso a bordo de um navio atendem aos limites de enxofre relevantes da Norma 14.

          No entanto, a IBIA continua preocupada que os mesmos princípios não sejam reconhecidos para a amostra entregue sob MARPOL, o que na opinião da agência aumentará significativamente o risco de que um óleo combustível seja considerado que realmente atenda aos limites de enxofre do A MARPOL, com base em testes de laboratório, não atende ao requisito. Essas preocupações foram detalhadas no MEPC 74/10/11 da IPIECA e do IBIA.

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Santos Port Authority conquista prêmio do Minfra por índices de desempenho em suas gestões

 

          A Santos Port Authority (SPA), administradora do Porto de Santos, recebeu o inédito prêmio “Portos + Brasil”, criado pelo Ministério da Infraestrutura (Minfra). Os portos públicos brasileiros com os melhores índices de desempenho em suas gestões foram premiados pelo Governo Federal e a SPA alcançou a 2ª melhor pontuação na principal categoria, o ranking do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap). A entrega aconteceu em Brasília, durante o evento Brasil Export. 

          O Igap avalia desempenho financeiro, eficiência na gestão de recursos humanos, capacidade operacional para concretizar investimentos, o comprometimento em atender e corrigir as irregularidades constatadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), qualidade da gestão ambiental, transparência na publicação de informações, regularidade fiscal e trabalhista, entre outros, das Autoridades Portuárias. A SPA recebeu pontuação de 8,5 e teve apenas a gestão dos Portos do Paraná à frente, com 9 pontos. 

          “O resultado é fruto do trabalho em equipe construído diariamente para transformar a SPA numa empresa cada vez melhor, alinhada às melhores práticas. Parabéns a todos pela conquista e reconhecimento pelo trabalho”, disse o presidente da SPA, Fernando Biral. 

          O prêmio “Portos + Brasil” é composto por quatro categorias. Além do ranking Igap, foram premiados portos com melhores indicadores de crescimento da movimentação; variação da Margem Ebtida; e execução de investimentos planejados. 

          Os dados, referentes a 2019/2020, foram analisados pelo Departamento de Gestão e Modernização Portuária do Minfra. São 735 variáveis objetivas de todas as Autoridades Portuárias de Portos Organizados para se chegar ao resultado das quatro categorias. 

          “Apesar do ano difícil, o setor de Portos mostrou uma resiliência impressionante em 2020. Galgamos posições importantes no ranking de eficiência mundial do segmento e registramos movimentações recordes nos portos brasileiros. Hoje, celebramos, aqui, a meritocracia”, disso o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. 

          “A intenção do governo é estimular a busca permanente de excelência na gestão dos portos públicos do Brasil”, avaliou o secretário nacional Diogo Piloni, titular da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Minfra. 

          Os resultados foram os seguintes: 

1ª categoria: Crescimento da movimentação (visa avaliar, em termos percentuais, o crescimento da movimentação dos Portos Organizados em 2019 em relação ao ano anterior). 

– 1° lugar: Porto Organizado de Santarém/PA (movimentação de 2019 36,2% superior à de 2018); 

– 2° lugar: Porto Organizado de Itajaí/SC (movimentação de 2019 33,9% superior à de 2018); 

– 3° lugar: Porto Organizado de Vila do Conde/PA (movimentação de 2019 22,3% superior à de 2018). 

2ª categoria: Variação da Margem Ebtida (visa avaliar, em termos percentuais, a variação da margem Ebtida das Autoridades Portuárias referente ao ano de 2019 em relação ao ano anterior). 

– 1° lugar: Companhia Docas do Pará (margem Ebtida de 2019 1.161% superior à de 2018); 

– 2° lugar: Companhia Docas do Rio de Janeiro (margem Ebtida de 2019 424% superior à de 2018); 

– 3° lugar: Companhia Docas da Paraíba (margem Ebtida de 2019 205% superior à de 2018). 

3ª categoria: Execução de investimentos planejados (visa mensurar a proporção do orçamento de investimento disponível no início de 2019 que foi efetivamente executado pelas Autoridades Portuárias naquele mesmo ano, buscando avaliar a capacidade operacional para concretizar os investimentos desejados). 

– 1° lugar: Portos do Paraná (execução de 81,8% do orçamento de investimento disponível no início de 2019); 

– 2° lugar: Superintendência do Porto de Itajaí (execução de 59,9% do orçamento de investimento disponível no início de 2019); 

– 3° lugar: Empresa Maranhense de Administração Portuária – Emap (execução de 37,2% do orçamento de investimento disponível no início de 2019). 

4ª categoria: Ranking do Igap (principal categoria) (visa demonstrar a pontuação obtida pelas Autoridades Portuárias no Índice de Gestão das Autoridades Portuárias – Igap). 

– 1° lugar: Portos do Paraná (Nota 9,0); 

– 2° lugar: Santos Port Authority (SPA), Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e SCPar Porto de Imbituba (Nota 8,5);

– 3° lugar: SCPar Porto de São Francisco do Sul (Nota 8,0).

Pandemia da Covid 19 provoca redução de investimentos estrangeiros no Brasil


 

          A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) tem levado à redução dos investimentos estrangeiros no setor produtivo do país. Já os investimentos em ações, títulos e fundos de investimento mostram sinais de reação, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quarta-feira (25).Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP), que vão para o setor produtivo da economia, somaram US$ 1,793 bilhão no mês passado, ante US$ 8,221 bilhões em outubro de 2019.

          De janeiro a outubro, o IDP chegou a US$ 31,914 bilhões, ante US$ 57,615 bilhões nos dez meses de 2019, com recuo de 44,6%. Nos 12 meses encerrados em outubro de 2020, o IDP totalizou US$ 43,5 bilhões, correspondendo a 2,94% do PIB, em comparação a US$ 49,9 bilhões (3,29% do PIB) acumulados em 12 meses até setembro deste ano.

          Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, as incertezas sobre a duração da crise gerada pelo novo coronavírus fazem com que investidores estrangeiros adiem os planos de aplicação de recursos no país. “O adiamento é para esperar ter menor incerteza se vai ter segunda onda, se vai diminuir a contaminação, quando vai ter vacina com efetiva imunização”, disse Rocha.

          Até o dia 20 deste mês, o IDP somou US$ 558 milhões e a expectativa do BC é que feche em US$ 1 bilhão. “Os lucros [dos investimentos estrangeiros] estão aumentando em relação aos valores mais baixos registrados há alguns meses, mas ainda não estão nos mesmos patamares do ano anterior. Esse aumento da remuneração do investimento pode ser um indicador [de retomada], mas nos dados até outubro e na parcial de novembro vemos mais uma estabilidade do que melhora”, explicou Rocha.

          Em outubro, os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 5,471 bilhões, dos quais US$ 2,671 bilhões em títulos de dívida e US$ 2,799 bilhões em ações e fundos de investimento.

          Nos dez meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 21,603 bilhões contra o resultado também negativo de US$ 872 milhões, em período similar do ano passado. Até o dia 20 deste mês, o resultado parcial indica ingresso líquido total de US$ 6,134 bilhões.

          Segundo Rocha, os investimentos em ações, fundos e títulos foram os que reagiram mais rapidamente à crise gerada pela pandemia, com saída de recursos do país a partir de fevereiro. “Isso é esperado, os investimentos em portfólio reagem mais rapidamente mesmo. A partir de fevereiro e até maio, tivemos saída todos os meses. Essa saída atingiu US$ 35 bilhões, mas se concentrou em março, quando houve uma saída de US$ 22 bilhões. Se a gente lembrar, esse período de março a abril foi o mais difícil da pandemia tanto no Brasil quanto no exterior, com incerteza muito grande sobre o ritmo de contágio, a taxa de mortalidade e paralisação das atividades produtivas e comerciais em função do isolamento social. Depois disso, a atividade econômica começou a voltar gradualmente. A partir de junho até outubro e também em novembro se a parcial se confirmar, são seis meses de ingressos [desses investimentos]”, disse Rocha.

          Rocha acrescentou que os estrangeiros estão voltando a investir no mercado brasileiro. “Os investidores estrangeiros estão recompondo suas exposições ao país, mas essa recomposição ainda é parcial”.

ATI de Antofagasta inaugura nova grúa Gottwald para fortalecer sua competitividade

 

          O Antofagasta Terminal Internacional (ATI), no Chile, inaugurou o guindaste Gottwald GHMK 8410 no berço nº 7. Esta é uma nova aquisição de equipamentos móveis que fortalecerá a competitividade, aumentando a capacidade de movimentação de navios no terminal.

          O gerente geral da ATI, Enrique Arteaga, disse que “é um marco muito significativo para o porto e sua comunidade. Este novo guindaste reflete o trabalho da equipe da ATI há anos e nos permitirá ter uma frota de guindastes alinhada aos nossos padrões operacionais , bem como reforçar os requisitos de serviço e eficiência de que os nossos clientes necessitam ”.

          O guindaste portuário foi montado pela equipe de Engenharia e Manutenção da ATI, e tem capacidade máxima de içamento de 100 toneladas, velocidade de içamento de 90 metros por minuto e alcance de até 58 metros, o que permite operar navios com 19 fileiras de recipientes. Representantes da Alfândega, Autoridade Marítima, Antofagasta Port Company (EPA) e funcionários da ATI participaram da inauguração.

 

Terminal APM no Pecém alcança recorde com mais de 46 mil teus movimentados em outubro

 

          Apesar da pandemia, o APM Terminals de Pecém, no estado do Ceará, bateu dois recordes consecutivos neste ano, com melhor resultado em setembro com 41 mil TEUs e depois o superou em outubro com 46.705 TEUs respectivamente. Nos primeiros 10 meses, o terminal de Pecém registrou 309.051 TEUs, 7,9% a mais que em 2019.

          A localização estratégica do porto dentro da cadeia de abastecimento para companhias marítimas e clientes finais é um dos principais motores do crescimento do porto localizado no Nordeste do Brasil. Outros fatores incluem companhias marítimas maiores com maior capacidade de carga, um real mais fraco, a recuperação econômica antes de datas especiais como Black Friday, Natal e Ano Novo, e excelentes operações nos terminais locais.

          Os volumes também são acompanhados por avanços significativos nos Terminais da APM de Pecém com o início da chegada de navios maiores, por exemplo. Em agosto, o terminal recebeu o “MSC Shuba B”, maior navio a atracar no estado com 330 metros de comprimento e 48,2m de boca. O navio também marcou o início da colheita dos frutos no Ceará.